terça-feira, 25 de novembro de 2008

Leitores se rebelam contra a revista Época


Comentário: para os estudiosos da comunicação, vale ficar atento. A internet ainda vai causar muito estrago na mídia tradicional.

Do blog do Nassif a ser reverberado nesta semana na Comunidade de Mídia.

O caso Época.

A rebelião dos leitores da Época com a reportagem sobre De Sanctis caminha para se tornar um case na Internet. Os leitores de Época a vêem como uma espécie de antídoto para Veja. Com a linha editorial dos produtos da Globo entorpecida pelo continuado patrulhamento ideológico de Ali Kamel, no entanto, a revista não ousou ocupar esse espaço anti-Veja.


A matéria colocou cacos ironizando o juiz. A rebelião dos leitores foi ampla, de uma virulência desproporcional ao teor da matéria, uma enchente de leitores indignados que, em pouco tempo, lotaram a seção de comentários da revista armados da chamada ira santa.


Alguns hackers se valeram da falta de filtros da revista para direcionar as mensagens ou para a Carta Capital ou para a série O Caso de Veja.


Quando a revista se deu conta do estrago, tentou deter a avalanche. Tirou o link dos comentários - provavelmente enquanto anulava o hacker. Os leitores começaram a colocar comentários com links para as páginas seguintes de comentários.


Depois, a revista passou a tirar comentários com ataques mais graves contra o repórter. Mas, antes disso, leitores já tinham copiado os comentários e, agora, ameaçam criar um blogue com eles. Clique aqui para acompanhar esse fenômeno de indignação.


terça-feira, 18 de novembro de 2008

Dantas pagou 18 milhões para juízes, políticos e jornalistas



---------- Forwarded message ----------
From: wedencley alves <wedenn@yahoo.com.br>
Date: 2008/11/18
Subject: Dantas pagou 18 milhões para juízes, políticos e jornalistas
To: wedenn@yahoo.com.br



Comentário: daqui a pouco vêm os nomes. Devem ser revelados em breve.

Documentos apreendidos mostram que propinas chegariam a R$ 18 milhões

RIO - Documentos apreendidos na Operação Satiagraha indicam a existência de um esquema que movimentava R$ 18 milhões apenas em propinas para políticos, juizes e jornalistas.


A revelação foi feita pelo delegado Carlos Eduardo Pelegrini Magro, um dos responsáveis pelo inquérito que resultou na prisão do banqueiro Daniel Dantas, durante reunião de três horas com a cúpula da Polícia Federal, no dia 14 de julho. Os registros desse encontro começaram a ser publicados pelo GLOBO no último sábado .


Pelegrini diz ter apreendido, na operação, bilhetes e informações digitalizadas detalhando o esquema de propina. E classificou o grupo que orbita em torno de Dantas de "muito forte". ( Os personagens da Satiagraha )

" Nosso alvo é extremamente estrategista "

- Nosso alvo é extremamente estrategista. Ao pegar o laptop (na casa dele, na hora da apreensão) estavam os manuscritos: na PF vai a pessoa tal, falar com tal. No Judiciário vai a pessoa tal. No jornalista, a gente contrata o Mangabeira para chegar nos meios de comunicação. Estava todo o organograma dele lá.

( Áudio: Delegado conta que havia acordo entre a equipe de Protógenes e o juiz De Sanctis para manter o segredo na operação )



O superintendente da PF em São Paulo, Leandro Coimbra, na conversa, pediu cautela ao se fazer acusações sobre distribuição de propina.


- As organizações hoje se caracterizam por tentar entrar nos órgãos públicos. Temos que ter sobriedade nesses julgamentos.

" As organizações hoje se caracterizam por tentar entrar nos órgãos públicos "

O diretor de combate ao crime organizado, Roberto Troncon Filho, foi claro ao expor a irritação com o silêncio do delegado Protógenes Queiroz, responsável pela execução da operação, sobre os detalhes da investigação. Para ele, as desconfianças dentro da PF criaram um "clima virulento".


- Você, Queiroz, tem uma mania de perseguição, uma paranóia, que contagia todo mundo. Essa virose da desconfiança, não vejo com bom desfecho. Me senti bastante chateado - disse Troncon.


- Eu, de forma cautelosa, não fui muito feliz ao me dirigir ao Troncon. Eu disse: o conteúdo da investigação, prefiro não te repassar, para te resguardar. De janeiro para cá, houve fatos que me deixaram apreensivo. Fatos que não eram paranóia - reagiu Protógenes.