quarta-feira, 19 de setembro de 2007

O Brasileirão da Bicharada!


. Leão é demitido pelo Porco e pode ser contratado pelo homônimo da Ilha do Retiro.

. Coelho foi expulso por tentar parar drible da foca.

. Urubu e Bacalhau não saem do empate.

. Lula e gaviões lamentam a má fase da equipe

. Raposa traçou o galo, de virada.

. Peixe não foi páreo para líder.

. Nenhuma zebra na rodada.

Série B

. Empate deixa Cobra Coral em situação delicada!

Seleção Brasileira
. Técnico da seleção acha prematura convocação de Pato.

. Em dia de herói, goleiro do Urubu sonha em vestir camisa canarinho.

Movimento Cansei vem de berço


Onde e quando surgiu o movimento Cansei! Chamo a atenção também para o belíssimo texto da revista.


por Alberto Santiago e Ana Carolina Baili - da Revista Caras.

Em um dos pontos mais emblemáticos da cidade de São Paulo, o Mosteiro de São Bento, Sophia Alckmin (26) (obs ex-gerente da Daslu) e Mario Sergio Ayres Cunha Ribeiro (29) oficializaram o amor que os une há três anos, incluindo 18 meses de noivado.

As testemunhas do enlace da filha mais velha do ex-governador de SP Geraldo Alckmin (54) e de Maria Lúcia Alckmin (56) incluíam alguns nomes da política, da sociedade e do meio artístico, abrangendo de uma elegante Hebe Camargo (78), envolta em mink negro e portando alguns quilates, aos líderes políticos do Estado, o governador José Serra (65), e da capital, o prefeito Gilberto Kassab (46), passando pelos casais Ana Maria Braga (58) e Marcelo Frisoni (37), Regina Duarte (60) e Eduardo Lippincott (56) e o empresário João Doria Jr. (49) e Bia Doria (43), chique, de dourado.

Trajando um tomara-que-caia clássico criado por Sandro Barros (30), da Daslu — com direito a luvas e mantilha de renda de Bruxelas — Sophia, após o cortejo de quatro pajens e três damas-de-honra, adentrou o recinto às 21 horas da fria sexta-feira, 20 de julho.

Dentro do Mosteiro, cuja construção foi iniciada no fim do século XVI, no sítio histórico mais antigo da cidade, ondas de vibração positiva e amor vindas dos 800 convidados aqueciam o ambiente , lindamente decorado com rosas, angélicas, astromélias e aristocráticas folhagens de buchinhos, um projeto de Suva Albuquerque, com flores de André Pedrotti.

Com porte de princesa, a noiva usava brincos de pérola, acervo de família, e três rosas de cetim off white nos cabelos, presos por Marcos Proença (31), do Studio W, que assinou ainda a maquiagem em tons rosados, e a beleza de Lúcia Alckmin, também vestida por Sandro.

“Mandei um cartão que dizia: ‘Que sejam felizes para o resto da vida.’ Eles são uma graça, merecem tudo de bom”, contou Hebe, já na recepção que se seguiu à missa celebrada por d. Fernando Figueiredo e pelo padre Silvio Andrei e contou com os cantos gregorianos dos monges, acompanhados pela cantora Fortuna Safdié (47).

(...)

Já com as alianças H.Stern na mão esquerda, o empresário carioca Mario Sergio e a bela Sophia — prestigiada pela ex-chefe, Eliana Tranchesi (50), da Daslu, e pelas amigas que fez quando trabalhou como vendedora e gerente na butique paulistana — foram cumprimentados nos salões do Mosteiro, em recepção singela, mas elegante.

Foram servidos o espumante Chandon, 3 000 docinhos de Pati Piva também autora do bolo, recheado de gianduia —, Nininha Sigrist, Callie Chocolats, La Vie en Douce e Mariza Doces, além de 3 000 bem-casados de Conceição Amaral (67). “Preferimos uma festa com menos luxo para ter a presença de mais amigos”, explicou Sophia — hoje ocupada em organizar a agenda de palestras do pai.

Ela e o noivo, filho de Sônia e Eduardo Alberto Cunha Ribeiro, se conheceram em uma viagem à China. No avião, com o pai ainda governador e várias outras autoridades, Sophia e Mario Sergio eram os mais jovens. Sentaram-se lado a lado, começaram a conversar e a sintonia foi imediata. “Estou muito feliz com o casamento da Sophia".

(...)

A cerimônia, por sinal, teve um toque engajado, bem ao estilo de d. Lú, a mulher que criou, durante o governo do marido, o projeto das Padarias Artesanais, que visa fazer de pessoas desempregadas padeiros em suas comunidades.
Solidários, os noivos doaram todas as flores da decoração às ONGs promotoras da passeata que reuniu 6 000 pessoas no domingo, na região sul da cidade, em homenagem às vítimas do acidente com o Airbus da Tam, dia 17 de julho.
“Eles já haviam partido para a lua-de-mel, nas Ilhas Maldivas, mas foi uma maneira que acharam de também participar”, explicou Carla Fiani, da Wedding & Co., responsável pela entrega dos ramalhetes.

(...)

Ana Maria Braga também dedicou palavras carinhosas ao casal. “Desejo que sejam muito, muito felizes. Que suas vidas sejam um casamento eterno”, disse a apresentadora do programa global Mais Você. “E que tenham muitos filhos”, emendou Regininha Moraes Waib (33), ao lado do marido, o empresário e apresentador Sergio Waib (34).

(...)

Tira-teima na imprensa


Comentário:

Alguém vai se indignar? Teremos uma cruzada do Globo, da Veja e da Folha de SP, com gráficos montando as conexões?

Teremos artigos inflamados pedindo moralidade? Alexandre Garcia vai abrir os seus comentários com cara de goleiro vencido nos pênaltis?

E Jô Soares fará jingles de provocação? Arnaldo Jabor arrancará os cabelos? Fará pirueta? Clovis Rossi escreverá como quem está sendo fuzilado pela imoralidade? Ali Kamel testará hipóteses?

Ou se garantirá uma cobertura séria sem pre-julgamentos ou insinuações?

A grande imprensa entra num mato sem cachorro. Se fizer o mesmo que andou fazendo quando o acusado era outro, estará errada. Se houver uma cobertura séria sem pre-julgamentos ou ilações, a imprensa estará de parabéns.

Mas o acerto, por incrível que pareça, mostrará sua incrível parcialidade. O que é grave para a democracia.

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Revista Istoé
Os documentos do mensalão mineiro
ISTOÉ revela relatório da Polícia Federal com a radiografia do caixa 2 da campanha do PSDB ao governo de Minas Gerais em 1998. Ele compromete um ministro de Lula e um senador. Envolve o governador Aécio Neves, deputados federais e estaduais em um total de 159 políticos de 17 partidos
http://www.terra.com.br/istoe/

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Novo símbolo brasileiro


Adorei! rsrs...


Como escolher a pior manchete!




A maior arte do jornalismo é transformar um fato bom numa notícia ruim, e vice-versa. O Estadão deu uma aula hoje sobre como escolher a pior manchete quando se quer.

Há boas notícias no texto abaixo. Os editores preferiram uma "suposta" carga inflacionária (que sugeririam um descontrole econômico!!).

Em negrito, as informações que poderiam ser escolhidas, mas não foram.

Copom decide hoje os juros sob pressão de repique inflacionário

Renée Pereira

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), na reunião que termina hoje, deverá ser influenciada muito mais por fatores domésticos, como a piora dos índices de inflação (a escolhida!), do que pelo aumento das incertezas no cenário externo.

A aposta majoritária do mercado é que os dirigentes do Banco Central (BC) adotem uma atitude mais cautelosa na condução da política monetária e reduzam o ritmo de corte da taxa básica de juros (Selic) de 0,50 para 0,25 ponto porcentual, levando a Selic para 11,25% ao ano.

Essa previsão está ancorada especialmente na surpresa negativa no campo inflacionário. Os índices divulgados nas últimas semanas superaram as previsões do mercado e devem provocar revisões para cima nas expectativas para o IPCA deste ano e de 2008.

Boa parte do aumento verificado nas últimas semanas é decorrente de pressões na área alimentícia, como leite e carnes, cujos preços estão em alta no mercado internacional por causa de um choque de oferta e demanda.


O economista do Santander Banespa, Maurício Molan, acredita que as pressões no setor de alimentos devem se manter fortes até outubro. ''''Os índices só devem mostrar algum arrefecimento em dezembro.''''


Segundo ele, apesar das altas acima do esperado, as projeções de inflação continuam dentro da meta (ou seja: a hipotética revisão "para cima" era uma especulação do jornal!). Por isso, ele aposta em mais dois cortes de 0,25 ponto porcentual na Selic este ano. A interrupção do processo de queda só ocorreria em dezembro.


O economista-chefe do Banco ABN-Amro para América Latina, Alexandre Schwartsman, ex-diretor do BC, tem opinião diferente. Ele acredita que a paralisação nos cortes já ocorrerá em outubro. A explicação é o crescimento acelerado da economia, a demanda aquecida e a melhora da renda. Além disso, o crédito tem reagido à queda da taxa de juros e registrado forte expansão.

Exemplo disso, diz ele, é que os setores que têm liderado o crescimento da demanda estão associados ao aumento dos empréstimos, como é o caso da venda de automóveis, cujo crescimento está na casa de 28% no ano. ''


''À medida que a demanda cresce, a produção também avança e ocupa a capacidade instalada, que já está em níveis recordes. Isso gera pressão inflacionária'''', explica o economista. ''''Tenho batido na tecla de que não havia motivo para aumentar o ritmo de queda dos juros há algum tempo. Agora fica parecendo retrocesso.''''


O nível de uso da capacidade instalada na indústria, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV), atingiu 85,7% em agosto, ante 83,6% em igual período de 2006. Trata-se do nível mais alto da série histórica desde abril de 1995. Outro dado que mostra o aquecimento da indústria é a diminuição dos estoques, também segundo a FGV.


O economista da Concórdia Corretora, Elson Teles, lembra ainda que os diretores do BC já haviam deixado clara, na ata da reunião anterior, a preocupação com os elevados níveis de uso da capacidade instalada. Alguns analistas destacam, entretanto, que esse movimento será compensado pela maturação dos investimentos feitos nos últimos trimestres, que vão expandir a produção.


Maurício Molan, do Santander, lembra que o Brasil ainda tem uma das maiores taxas de juros do mundo, mas caminha para acompanhar a média de outros emergentes. ''''O BC optou por uma convergência cautelosa. Quanto mais cautela maior pode ser o ajuste'''', avalia ele (os jornais sempre esconderam a virtude dessa cautela!! Só agora elogiam?)


Mesmo com as incertezas, há quem acredite que há espaço para reduções na Selic até o primeiro trimestre de 2008

Desastre de trem: Imprensa se espanta com repercussão


Um espanto.

Olho o G1 pela manhã e a manchete é: "Colisão de trens no Rio é destaque na mídia internacional".

Vou ao Terra e vejo: "Imprensa internacional classifica acidente de trem de tragédia".

Ou seja: a notícia é a repercussão mundial.

Nossos coleguinhas brasileiros da internet acabaram de ser alertados pela imprensa internacional que batida de trem com morte de pobre também é tragédia.

Valerioduto: PF fura esquema da mídia


O esquema de denúncia seletiva contra membros e políticos ligados ao Governo Federal, e formação pela mídia de uma cortina de fumaça em torno da origem do valerioduto estão sendo furados pela Polícia Federal.

Como se sabe, o esquema basicamente é o mesmo desde 1998, tanto em Minas Gerais quanto em nível federal: ajuda em campanha por caixa dois e favorecimento nas contas publicitárias mais tarde, esquema que levou Marcos Valério a ganhar a conta do Banco do Brasil no governo Fernando Henrique.

Como o atual procurador geral da República não pode fazer investigações de fatos acontecidos antes de seu mandato, e como o anterior também nunca se interessou em desvendar os problemas relativos ao partido do governo Fernando Henrique, (daí ter sido Aristides Junqueira apelidado de Engavetador Geral da República), a PF resolveu perseguir o esquema por conta própria.

Há indícios de que a reportagem da Veja sobre "O Estado Policial" que a revista acusa existir no Brasil tem a ver com esta investigação - antecipando o que pode ser a próxima jogada da mídia: "Denunciar a operação da Polícia Federal como "vingança" política contra os tucanos".

A idéia é apresentar ao público a versão de que a Polícia Federal, ao apurar políticos peessedebistas, estaria repetindo a perseguição política dos anos de chumbo.

O que seria o mais novo escândalo do governo Lula.

Na matéria logo abaixo de Helena Chagas, a investigação da PF, e em seguida, uma reportagem divulgada sem muita repercussão no Estado de SP, mostrando a continuidade das operações.

As investigações da CPI geraram 400 páginas, mas apenas uma linha foi dedicada ao esquema que beneficiou Eduardo Azeredo.

Valerioduto do PSDB de Minas também vai para o STF

Do blog de Helena Chagas
Vocês me perguntam com insistência: onde estão as reportagens sobre o valerioduto mineiro, aquele que teria sido o primeiro esquema montado por Marcos Valério para financiamento de partidos e políticos em troca de vantagens, só que tendo como parceiro o PSDB e a campanha do então governador Eduardo Azeredo à reeleição para o governo de Minas. Eu respondo: não sei onde estão as reportagens.

Mas sei de uma coisa: a Polícia Federal já fechou as investigações no valerioduto mineiro, um inquérito separado do do mensalão, e já encaminhou ao Ministério Público para denúncia.

Pela lógica, essa denúncia deve ser apresentada em breve ao STF - já que entre os citados está um senador - e deverá ser remetida ao mesmo relator do outro caso, o ministro Joaquim Barbosa. Que, como vimos, não leva jeito de que vai aliviar não. Então, acho que é só uma questão de tempo para que o STF comece a julgar o valerioduto mineiro.
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BB REPASSOU R$ 23 MILHÕES À DNA SEM RECIBO - 22/12/2005


O ESTADO DE SÃO PAULO - 22/12/2005

O principal ponto do relatório parcial divulgado ontem é uma auditoria do Banco do Brasil que indica a falta de notas fiscais ou qualquer tipo de recibo que comprovem gastos de R$ 23,2 milhões, parte dos recursos transferidos pelo Banco do Brasil à agência de Marcos Valério para campanhas publicitárias dos cartões de bandeira Visa.
Segundo membros da CPI, a informação reforça os sinais colhidos de desvio de dinheiro público para o caixa dois do PT.

O valor sem comprovante está entre os R$ 73,8 milhões repassados entre maio de 2003 e junho de 2004 pelo BB à DNA Propaganda, de Marcos Valério.

O balanço da comissão apontou ainda o repasse de R$ 20,3 milhões de empresas do grupo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, e da Usiminas, à margem dos contratos mantidos pelas agências do publicitário mineiro. A CPI investiga fontes públicas e privadas de recursos nas contas das empresas de Marcos Valério, que movimentaram R$ 2,6 bilhões entre 1997 e 2005.

Apesar de o empresário também ter operado caixa dois do PSDB, o relatório de mais de 400 páginas divulgado ontem pela CPI dedica uma única linha à observação de que o valerioduto existia antes da posse de Luiz Inácio Lula da Silva no Planalto. "Precedente assemelhado ocorreu em Minas Gerais, em 1998", afirma o balanço da CPI, em referência ao esquema de caixa dois supostamente alimentado por empréstimos durante a campanha à reeleição do então governador tucano Eduardo Azeredo.

Auditoria interna do Banco do Brasil constatou que também no governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) houve irregularidades na gestão do dinheiro destinado à publicidade dos cartões de bandeira Visa pelo Banco do Brasil.

O relatório afirma que não foram localizados notas fiscais, faturas ou recibos de fornecedores ou prestadores de serviços que justificassem gastos de R$ 48,3 milhões pagos a duas agências de publicidade -DNA Propaganda e Lowe Lintas- em 2001 e 2002. As agências teriam sido notificadas pelo banco, mas nem assim providenciaram comprovantes dos gastos.