| Comentário: O apoio da imprensa está levando Gilmar Mendes a surtos de irresponsabilidade. Agora mandou intimar o juiz De Sanctis, por ter mandado prender o banqueiro-parceiro. Claramente, o recado é: "Nao mexam com Dantas!" Enquanto isso, os britânicos sequestraram 46 milhões de tudo que tenha sido citado na operação da Polícia Federal. E lá, a imprensa elogiou a medida. Juiz De Sanctis é intimado a pedido do STF DA REPORTAGEM LOCAL A pedido de Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, o juiz Fausto De Sanctis foi intimado anteontem pela Corregedoria, que apura erros e abusos de magistrados, a se explicar sobre o motivo que o levou a decretar a prisão do banqueiro Daniel Dantas, que é investigado por supostos crimes financeiros. A intimação abre um novo capítulo da situação de mal-estar entre De Sanctis, que atua na primeira instância, e Mendes, que representa o grau máximo do Judiciário. Foi o juiz federal que decretou a primeira prisão do banqueiro, em 8 de julho. No dia seguinte, Mendes mandou soltar Dantas. Em menos de 24 horas, De Sanctis ordenou uma segunda prisão, desta vez por suposta tentativa de suborno de um policial com US$ 1 milhão. Mendes, que viu a medida como uma afronta, pediu ao Conselho Nacional de Justiça, presidido por ele, e à Corregedoria que inquirissem o juiz. Após reação indignada da classe, Mendes disse que o envio era só para estatística. De Sanctis terá cinco dias para responder. Ontem, ele foi ouvido pela PF, que apura grampo ilegal contra Mendes. O juiz rebateu a afirmação da desembargadora Suzana Camargo, que o acusou de ter mandado grampear o presidente do STF. À polícia, ele negou e disse que foi a juíza que o procurou, em nome de Mendes, pedindo informações sobre um caso sigiloso. (LILIAN CHRISTOFOLETTI) |
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Gilmar Mendes manda intimar juiz que mandou prender Dantas
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segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Michael Phelps está sendo investigado na CPI dos Grampos
| Comentário: O grau da seriedade da CPI dos Grampos, aquela que apoiada pela imprensa dantesca (Folha e Veja), tenta criminalizar a investigação Satiagraha, e descrminalizar o banqueiro, é tanto que até o super-nadador Michael Phelps americano virou motivo de investigação. Contextualizando: Há um vídeo no youtube que mostra uma pessoa ligada a Dantas (Rodenburg) saindo de um escritório de espionagem, comandado pelo israelense, Shemesch. Ironizando, P.H.Amorim faz algumas sugestões do que poderia ser perguntado na CPI: uma delas, se aquele homem do vídeo era Phelps, o nadador. Marcelo Itagiba foi lá e cravou: "Aquele do homem do vídeo era "Michel" Phelps?" Abaixo a pegadinha de P.H. Amorim. AS PERGUNTAS QUE ITAGIBA PODERIA FAZER AO ESPIÃO DE DANTAS Paulo Henrique Amorim Máximas e Mínimas 1382
. O empresário Avner Shemesh vai depor hoje na CPI dos Grampos, aquela que Daniel Dantas controla. . Clique aqui para ler como Dantas controla a CPI dos Grampos. . Clique aqui para ler o que o Conversa Afiada publicou sobre o deputado Marcelo Itagiba. . O Conversa Afiada sugeriu ao nobre deputado Marcelo Itagiba, um dos líderes da bancada serrista na Câmara, formular as seguintes perguntas: Senhor Avner Shemesh, quem mandou o senhor espionar o Paulo Henrique Amorim, a mulher dele e a filha dele? Foi o Daniel Dantas? Foi o Carlinhos Rodenburg? Ou o senhor fez isso por livre e espontânea vontade? . Outra pergunta que poderia ser feita ao empresário Avner Shemesh: Naquele vídeo que está no YouTube, quem aparece é o Carlinhos Rodenburg ou o Michael Phelps? |
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sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Polícia Federal: Imprensa, políticos e STF inverteram valores!
| Comentário: Uma nota dura da Associação dos Delegados da PF, que sem citar nomes (Gilmar Mendes?), mostra que houve pressa em respeitar "direitos" de criminosos, numa referência ao banqueiro Daniel Dantas, e condenar inocentes, numa referência à diretoria da ABIN. "A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal - ADPF repudia a vinculação da prática criminosa da espionagem clandestina com a legítima atividade investigativa da Polícia Federal. Classificar monitoramentos ilegais supostamente realizados pela Agência Brasileira de Inteligência - Abin, conforme noticiado em matéria da revista 'Veja', de ações policialescas e típicas de um Estado Policial é uma ilação inaceitável. O mais grave é verificar que autoridades públicas tão zelosas na preservação do princípio constitucional da inocência presumida em outras ocasiões, neste caso específico, não só julgaram e condenaram a instituição Abin, seus nobres dirigentes e competentes servidores, mas também tentam imputar à Polícia Federal uma conduta abusiva a merecer varas especializadas do Poder Judiciário. Os delegados de Polícia Federal sempre defenderam que a interceptação das comunicações é privativa da Polícia Judiciária, vinculada ao inquérito policial, mediante ordem judicial, sob fiscalização do Ministério Público, com mecanismos tecnológicos de auditagem. Infelizmente, numa completa inversão de valores, o princípio da presunção da inocência é aplicado a criminosos, mas sonegado às instituições de Estado." |
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Tudo como Dantas. Ou como dantes?
| Essa notícia é nova? Comentário: Desde que os advogados de defesa de Daniel Dantas apontaram sua fúria para a Abin, a Veja vem tentando desestabilizar a agência. Ela sabe que a Abin é arma importante contra o banqueiro. Há indícios de que Jairo Martins, o mesmo que vendeu grampos à Veja sobre o caso Cachoeira e o escândalos dos Correios, estaria envolvido nisso. Simples: ele grampeia, a pedidos, e a Veja mostra que a cúpula está envolvida. A Folha repercute, pois desde o início vem se inclinando pró Dantas, e a imprensa faz a difusão necessária. Com isso Paulo Lacerda e o general Jorge Félix são "desmoralizados". Nesse caso, até o Exército entrou em jogo: foi desmentido publicamente por Nelson Jobim, também interessado no caso. O pior do momento é que as forças se aliaram. Quando estavam em conflito, havia pelo menos a desconfiança de uma das partes, e a Veja passava por articuladora de crises, pelo menos para os mais atentos. Agora virou consenso para governistas e oposicionistas. De certa forma é bem feito para o leitor desatento, que desconfiava das desconfianças. Eis o homem: Só pra lembrar uma reportagem de 2005. Jairo Martins entra em contradição e diz que é amigo de Cachoeirada Folha Online, em Brasília Os integrantes da CPI dos Correios encontraram nesta terça-feira contradições entre os depoimentos dos envolvidos na gravação nos Correios e Jairo Martins, ex-funcionário da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), de quem teria sido alugado o equipamento. À CPI, Martins revelou ainda que é amigo pessoal do empresário de jogos Carlinhos Cachoeira, flagrado negociando o pagamento de propina ao ex-assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz para ter facilidades na negociação de um contrato com a Caixa Econômica Federal. A contradição mais evidente refere-se às intenções do empresário Arthur Wascheck, mandante da gravação. No depoimento à PF e à comissão, o empresário disse que queria mostrar aos superiores que o ex-chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material Maurício Marinho era corrupto. Já Martins afirmou que Wascheck queria a divulgação da fita na imprensa. etc, etc, etc. |
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quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Daniel Dantas venceu. Os investigadores estão no inferno.
| Comentário: Amanhã a Capa da Carta Capital vai trazer a verdade: Daniel Dantas é o verdadeiro dono do Brasil. A imprensa, capitaneada pela Veja e Folha, conseguiu virar o jogo. E agora os investigadores, juízes e aqueles que lutaram durante quatro anos para colocar a mão no homem que está por trás de todos os escândalos dos últimos cinco anos, estão na merda. Afastados de seus cargos, ridicularizados na imprensa. É uma pena. E já chegaram a acreditar que a imprensa, há três anos, fazia justiça... O comentário de um blogueiro define tudo. Por Paulo Siqueira Após quase 2 meses da Operação da PF que prendeu Daniel Dantas e seus associados, flagrados em operações financeiras e conversas criminosas, temos a seguinte situação: 1 - O delegado e auxiliares que comandaram a operação foram afastados estranhamente do caso; 2 - O Juíz foi achincalhado, por ter determinado as prisões; 3 - Ambos foram e continuam sendo desmoralizados, por diversos órgãos de imprensa, sobre o uso de carros, declarações, etc..; 4 - Um Presidente do STF melindrado, achando que sua decisão apressada em conceder o habeas corpus ao DD foi descumprida, correu em conceder o 2º, mesmo diante das novas evidências; 5 - Dá-se ao Ministro Gilmar Mendes, o microfone da indignação contra ações ditas policilescas e passa-se a impressão de que todos estamos desassistidos; 6 - Ao mesmo tempo, o Sr.Daniel Dantas ganha foro privilegiado, não pode ser preso em nenhuma hipótese, mesmo que apanhado com o dinheiro nas mãos; 7 - Os desafetos de Dantas, aqueles que o investigaram, denunciaram e esclareceram seus esquemas, foram afastados dos seus cargos. Dentro da PF e da Abin, Dantas não tem mais adversários no comando; 8 - Esqueceu-se o caso principal: Onde estão as mesmas páginas de jornais e revistas a investigar Dantas, suas empresas e suas atitudes???? Numa completa inversão de valores, hoje os acusados estão em paz, e os acusadores estão no inferno. Se este conjunto de fatos não estão ligados, a lógica perde um grande admirador. |
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Jornalistas "à direita" também acreditam que há racismo
| Comentário: Sergio Malbergier é liberal (no Brasil, liberal significa ser de centro-direta, enquanto nos EUA, significa ser de centro-esquerda, a la Obama). Assim, como Miriam Leitão, outra ultra-liberal. Os dois têm algo em comum, apesar de tudo: não escondem o óbvio em relação às questões raciais no Brasil. Ou seja: embora seja mais raro nesta questão, há uma direita que concorda com... a esquerda. Descobri este artigo já antigo na Folha. Vale a pena. Racismo à brasileiraSergio Malbergier Domingo. Morumbi. São Paulo contra Noroeste. Após fazer dois gols no time de Bauru, o tricolor cede o empate. Vexame. Torcida irritada. Torcedor troglodita xinga o juiz de todos os nomes. Depois, urra um "macaco!" para defensor negro do Noroeste. Alguns se constrangem, mas ninguém protesta, até porque só tem branco nas cadeiras numeradas. O Brasil é racista. Negros são 13% da população dos Estados Unidos. Negros e pardos são 50% da população do Brasil. Os EUA são mais racistas que o Brasil, reza a lenda. Mas qual dos dois gigantes americanos está mais perto de eleger seu primeiro presidente negro? Sim, o país de Lula é mais racista que o país de Bush(e Obama). Pode não ser um racismo institucional, explícito, como já foi nos EUA. Mas somos mesmo um país desinstitucionalizado, nosso racismo, como nossa economia, é informal. Enquanto EUA e África do Sul colocaram em leis e placas sua discriminação contra os negros, explicitando seu racismo hediondo, no Brasil ele quase sempre foi dissimulado, tanto que chegamos a nos ver como uma 'democracia racial'. Balela. Mais provas? Salvador, maior metrópole negra fora da África, nunca elegeu prefeito negro. Nova York, de maioria branca, sim (David Dinkins, 1990-93). O Brasil não tem nenhum embaixador negro nos quadros do Itamaraty. Os EUA têm vários. Seus últimos dois chanceleres foram negros: Colin Powell e Condoleezza Rice, dois nomes-chave do governo Bush. Aqui na editoria de Dinheiro, já buscamos algumas vezes executivos negros nas corporações brasileiras para que relatem sua experiência no mundo ariano em que vivem. A dificuldade de encontrá-los é enorme, e seus relatos são desoladores. Entre nossos banqueiros, então, nem vale à pena procurar. Já um dos bancos mais importantes dos EUA, o Merrill Lynch, foi presidido por seis anos, até 2007, por um afroamericano, Stanley O'Neal. As razões para a desvantagem dos afrobrasileiros em relação aos afroamericanos são complexas, fincadas nas ineficiências de nossa democracia, de nosso sistema educacional e de nosso travado ambiente de negócios, que estanca a mobilidade social. Já nos EUA, a eficiência da democracia e, principalmente, o dinamismo econômico criaram oportunidades para a população afrodescendente, que ainda vive muito pior que os brancos e mesmo outras minorias, mas estão bem melhores que os afrobrasileiros. São mais cidadãos. Sim, há mais miscigenação racial no Brasil, enraizada na pré-história do país. Enquanto a colonização norte-americana foi uma empreitada familiar, a brasileira foi forjada por portugueses solteiros que procriavam com a população original do 'novo' continente e depois com as escravas africanas. O Brasil foi o maior importador de escravos das Américas, trazendo ao continente, segundo cálculos acadêmicos, sete vezes mais africanos que os EUA. Quando, tardiamente, abolimos a escravidão, em 1888, negros e mestiços eram maioria no país, o que levou nossa elite racista, nos anos 1930, entusiasmada com o racismo 'científico' em voga na Europa, a adotar política de imigração para atrair mão-de-obra branca européia, barrando africanos e chineses e enfraquecendo nossa negritude.
A miscigenação racial continua até hoje (mas nunca entre a elite branca), dando a impressão de democracia racial. Falso. Agora não sabemos desfazer essa verdadeira herança maldita da escravidão, que mesmo no século 21 permanece escancarada, embora não institucionalizada, como prova o grito impune no Morumbi. É um dos maiores desafios do Brasil. |
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quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Folha acusou Protógenes devido a uso de carros. Era mentira.
| Comentário: A acusação da Folha de que o delegado Protógenes estava usando ilegalmente carros apreendidos não tinha fundamento. Ele tinha autorização para a ação, como mostra a nota abaixo. Mas a Folha não diz que errou e nem se desculpa ela acusação. Contextualizando: O primeiro alvo da Folha (e da Veja) para desmoralizar a operação Satiagraha foi o delegado. Depois de Sanctis, e agora os diretores da ABIN. Protógenes devolve chaves de dois carros O "Painel" informou no sábado que a cúpula da PF abriu sindicância para averiguar o uso dos carros, que foram apreendidos no decorrer das investigações sobre a empresa esportiva MSI. Por decisão judicial, o delegado passou a ser o fiel depositário deles. Protógenes entregou ao juiz um relatório no qual afirmou que os carros, um EcoSport e uma Land Rover, foram usados entre dezembro passado e julho "exclusivamente" no âmbito da Satiagraha. Segundo ele, os carros eram necessários na vigilância nos endereços dos investigados. Carros caracterizados, diz, poderiam atrair a atenção dos investigados. O delegado escreveu que outro delegado e três agentes usavam os carros. |
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