quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Um a cada seis novaiorquinos passam fome

Comentário: A principal bandeira dos neoliberais era o Estado mínimo. E a certeza de que o mercado é a solução para tudo.

Olha o que vem acontecendo num país que tem um PIB de 12 trilhões de dólares, o correspondente à soma das economias do Japão (5 tri), da Alemanha (3 tri), da China ( 2.4 tri) e do Reino Unido (1.5).

O Estado mínimo de Bush simplesmente cortou em 3/4 a ajuda aos pobres.

Mas o mercado não supriu a demanda da miséria.

(obs. Com uma economia correspondente a 1/12 avos da americana, o Brasil soma ainda a infeliz marca de 36 milhões de miseráveis. Os EUA somam 30 mi.)


Fome já atinge um em cada seis nova-iorquinos, diz ONG

da BBC Brasil

Mais de 1,3 milhão de pessoas --um em cada seis nova-iorquinos-- não têm dinheiro para comprar comida suficiente e estão recorrendo às cozinhas públicas, segundo grupos americanos de luta contra a pobreza.

A Coalizão da Cidade de Nova York Contra a Fome afirma que o número de pessoas nas filas em locais e abrigos que distribuem comida gratuita aumentou em 20% neste ano.

Vários armazéns do chamado Food Bank, uma rede que distribui doações de alimentos em Nova York, também estão tendo dificuldade para suprir a demanda.

A ONG responsabiliza o aumento da pobreza e os cortes do governo em programas de alimentação no país pela situação.

"A pesquisa deste ano sobre os armazéns e pontos de distribuição de sopa mostra que mais famílias de trabalhadores, crianças e idosos estão sendo obrigados a buscar ajuda alimentar de emergência", afirmou o diretor executivo da coalizão, Joel Berg.

De acordo com a pesquisa, 59% dos programas de alimentação em Nova York, em comparação com 48%, no ano passado, disseram não ter recursos suficientes para suprir a demanda.

O Departamento de Agricultura americano afirma que 12,6 milhões de famílias em todo o país, ou mais de 30 milhões de pessoas --10% da população-- mão teve comida suficiente em casa em algum momento em 2006.

sábado, 10 de novembro de 2007

Jabor: só uma brincadeira..rsrs

(Texto de 2006)


Arnaldo Jabor para nosso Guru


Dotado de Sublime e Eterna Lucidez, capaz de nos encaminhar para um mundo melhor, vós fostes, fascinante Arnaldo Jabor, escolhido o Guru dos Novos Tempos. A votação se deu em meio ao único grupo humano que importa para a Humanidade, a Boa Classe Média.

Sim, da Boa Classe Média, porque precisávamos higienizar a eleição de massas ignorantes e intelectuais esquerdistas e fetichistas, como bem vós os denominastes no artigo, quer dizer, na matéria prima do dia  08 de agosto

Sim, da Boa Classe Média. Não da classe média que lê Drummond, Lispector, Guimarães Rosa, que ouve Chico Buarque, Pinxinguinha, Mozart. Não da classe média que discute textos de Raymond Aron, mas também de Gramsci e Michel Foucault.

Não da classe média que segue perdida pelos subúrbios em busca da quadra da Portela, da Mangueira, e que tem um nojo injustificável de racismo, de preconceitos de qualquer natureza.

Não da classe média que não acha que o morro é o inferno pelo simples de ser habitado por uma corja satânica.

Não da classe média que é capaz de discutir e aceitar o contraditório.

Somos da Boa Classe Média, porque não queremos ver mais nossas Suzanes Richthofens serem levadas ao Mal por irmãos Cravinhos, como disse na maravilhosa crônica do dia 21/07.

Somos da Boa Classe Média porque não queremos ver nossas filhas cair na mãos de suburbanos e funkeiros.

Somos da Boa Classe Média porque achamos, como Condolezza Rice (embora preta), que a força bruta é um meio justificável para aplacar a desrazão de latinos insubmissos, palestinos revoltados e iraquianos rebeldes. E que a dor desses povos é apenas a dor do parto de um mundo melhor.

Porque nesse mundo cada um deve saber o seu lugar. E nós sabemos o nosso. O melhor lugar.

Sabedoria extrema, oh Amado Arnaldo Jabor. Feliz decisão quando trocastes o vosso nome de Arnaldo Borja, que lembrava algo muito ibérico, por algo mais próximo do francês.

Mas vos aconselhamos, para finalmente vos eternizardes como nosso guru, que agora vos auto pronuncieis Arnald Jêibor, visto que cultura francesa lembra palavras tolas como igualdade ou fraternidade.

Vós que falastes dos caminhos para os intelectuais de esquerda (esses adoradores e eleitores de nordestinos, como Lula, Cristóvam e Helóisa Helena), das sutis diferenças entre o amor e o sexo (coitado de Freud!), das avaliações de esquemas táticos de esportes radicais, da política internacional de protetorados,  da criação de golfinhos, do terceiro livro da juventude de Tio Patinhas, das formas de cumprimento de costas, de ponto em cruz, da constituição geológica do calçadão de Copacabana e, ultimamente, da teoria dos modelos matemáticos aplicada à constituição do malte, deveis ser agraciado com uma estátua ali no lugar onde podereis ser para sempre adorado: no New York City Center, segurando uma tocha.

Ass. A Boa Classe Média.


Che: a mensagem subliminar da Veja.

Revista Veja substituiu a estrela de Che Guevara por uma estrela que lembra o símbolo do PT, na capa.

Ela sobressai e mostra a imagem de Che ao fundo.
 



A foto histórica


A capa da Veja de 1997


A capa da Veja de 2007, com a estrela falsa
 

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Resposta: Ali Kamel teria tentado beneficiar Editora Moderna II

Sugestão de resposta ao final.

O ataque de Ali Kamel ao livro da Geração Editorial, Nova História Crítica, o campeão de vendagem na disciplina, pode ter sido motivada pelo interesse da Editora Moderna em abocanhar o principal produto de uma das poucas editoras de capital totalmente nacional.

Num artigo seguinte, no Globo, Ali Kamel também "critica" uma suposta propaganda petista do Fome Zero (a edição é de 2003, ano do lançamento do programa), que estaria no campeão de vendagem da editora Moderna (Grupo espanhol Santillana) no que "prontamente" a Editora Moderna "admitiu" o erro, alertando que "já havia corrigido o problema" nas edições posteriores.

Ou seja: a "falsa denúncia" de Kamel contra o livro da editora Moderna teria servido para despistar o bombardeio contra o correspondente de mercado da Editora Geração.

Para se ter uma idéia do poder do Grupo Santillana, dono da Moderna, ele domina todo o mercado de livros didáticos da Espanha e de Portugal. E investe fortemente no mercado brasileiro e latinoamericano.

O Brasil que já chegou a ter 500 editoras para livros didáticos, agora só tem 12. A Geração Editorial resiste. Mas a concentração pode levar ao domínio total das editoras internacionais.

O MEC é o maior comprador de livros didáticos do mundo, um negócio de 720 milhões de reais, e o sucesso da Geração poderia estar incomodando, por isso.

A Editorial Santillana é o braço editorial do poderoso grupo Prisa, pertencente a Jesus de Polanco, também dono do El Pais, cadeias de rádio, televisão no mundo iberoamericano.

O EL Pais publicou artigo ressoando a polêmica no Brasil. Numa questão eminentemente doméstica, foi o único jornal estrangeiro a repercutir o caso .

O mega-empresário também é parceiro da Telefônica e do grupo Santander.

Outro a repercutir o caso foi o ex ministro da Educação, Paulo Renato de Souza, consultor da Santillana. A relação de Paulo Renato com a Santillana é tão forte, que a sua "braço direito" no MEC, Mônica Messemberg, é hoje diretora  de "assuntos institucionais",  junto a governos e prefeituras, no Brasil.

Mas se as ligações entre Paulo Renato e a editora Moderna (grupo Santillana) são claras, falta esclarecer qual o propósito de Ali Kamel atacar a concorrente Geração Editorial.

A pista poderia ser a íntima relação entre Kamel e Paulo Renato. Uma espécie de apoio estratégico. Mas seria só isso?

A resposta, na verdade, pode estar na joint venture entre editora Globo e editora Moderna, chamada UNO, produtora de materiais didáticos, forma de driblar os limites impostos pelo MEC (no MEC, a escolha é feita pelas Universidades. Antes era suscetível a lobbies.)

Como não podem "vender" livros, são produzidas apostilas e recursos midiáticos, negociadas diretamente com prefeituras e governos de Estado.

È um mercado milionário que já tem a Abril como concorrente e outras de menor peso.

Bombardear a política do MEC e enfraquecer a política de escolhas de livro didáticos (ou seja, tirar das mãos das Universidades), a partir de supostos "escândalos ideológicos", pode forçar uma tentativa de reformulação dessa política, que é considerada uma das mais indicadas do mundo.

Não foi à toa que o ministro Paulo Renato ensaiou pedir uma  CPI dos livros didáticos. Se o plano desse certo, poderia se instalar uma "crise", própria para obrigar uma correção de rota.

Com a "revisão" e conseqüente abertura de mercado, um negócio bilionário estaria livre para ser explorado.

Ali Kamel pode estar no centro dessa articulação.

Ali Kamel teria tentado beneficiar Editora Moderna

O ataque de Ali Kamel ao livro da Geração Editorial, Nova História Crítica, o campeão de vendagem na disciplina, pode ter sido motivada pelo interesse da Editora Moderna em abocanhar o principal produto de uma das poucas editoras de capital totalmente nacional.Num artigo seguinte, no Globo, Ali Kamel também "critica" uma suposta propaganda petista do Fome Zero (a edição é de 2003, ano do lançamento do programa), que estaria no campeão de vendagem da editora Moderna (Grupo espanhol Santillana) no que "prontamente" a Editora Moderna "admitiu" o erro, alertando que "já havia corrigido o problema" nas edições posteriores.

Ou seja: a "falsa denúncia" de Kamel contra o livro da editora Moderna teria servido para despistar o bombardeio contra o correspondente de mercado da Editora Geração.

Para se ter uma idéia do poder do Grupo Santillana, dono da Moderna, ele domina todo o mercado de livros didáticos da Espanha e de Portugal. E investe fortemente no mercado brasileiro e latinoamericano.

O Brasil que já chegou a ter 500 editoras para livros didáticos, agora só tem 12. A Geração Editorial resiste. Mas a concentração pode levar ao domínio total das editoras internacionais.

O MEC é o maior comprador de livros didáticos do mundo, um negócio de 720 milhões de reais, e o sucesso da Geração poderia estar incomodando, por isso.

A Editorial Santillana é o braço editorial do poderoso grupo Prisa, pertencente a Jesus de Polanco, também dono do El Pais, cadeias de rádio, televisão no mundo iberoamericano.

O EL Pais publicou artigo ressoando a polêmica no Brasil. Numa questão eminentemente doméstica, foi o único jornal estrangeiro a repercutir o caso.

O mega-empresário também é parceiro da Telefônica e do grupo Santander.

Outro a repercutir o caso foi o ex ministro da Educação, Paulo Renato de Souza, consultor da Santillana. A relação de Paulo Renato com a Santillana é tão forte, que a sua "braço direito" no MEC, Mônica Messemberg, é hoje diretora  de "assuntos institucionais",  junto a governos e prefeituras, no Brasil.

Mas se as ligações entre Paulo Renato e a editora Moderna (grupo Santillana) são claras, falta esclarecer qual o propósito de Ali Kamel atacar a concorrente Geração Editorial.

A única pista pode ser a íntima relação entre Kamel e Paulo Renato. Uma espécie de apoio estratégico. Mas seria só isso?

O problema do alinhamento da imprensa.

Aí pessoal, o problema do alinhamento da imprensa, que nunca é discutido.

A crítica que sempre externei à imprensa devia-se ao fato de claramente ela ter se alinhado, o que é muito diferente de ser independente.

Na Venezuela, dizem os maiores perseguidos não são os pró-Chavez, nem os anti-Chavez. Mas os que estão no meio, visto que, ou apanham de Chavez, ou apanham da mídia.

A imprensa oposicionista é tão perigosa quanto a governista. Ambas são chapas brancas, visto que, em algum lugar e salvo partidos pequenos, a oposição é poder. E, na luta engajada, sobra hipocrisia e anti jornalismo

Quem tenta, na guerra insana, um ponto de equilíbrio, geralmente é confundido com o defensor do adversário. Quem se posicionou contra os denuncismos e a indústria do escândalo foi condenado por não aderir à falsa indignação.

O que Nassif mostra abaixo é o horror de quem não percebeu a cilada em que estava se metendo.



Política e hipocrisia

Coluna Econômica - 05/10/2007
Nassif.
Na CPI do Mensalão, um dos parlamentares mais críticos e ativos era o deputado federal Eduardo Paes (PSDB-RJ). Batia, questionava, expressava indignação, aparecia.
Esta semana Paes trocou o PSDB pelo PMDB e declarou que, em caso de candidato ao governo do Rio de Janeiro, não abdicará do apoio de Lula. Hipocrisia? Sim. Mas absolutamente usual na política nacional.
Nos seus tempos de oposição, o PT esmerou-se em fazer tempestade em copo d'água para criar crises políticas artificiais ou reais. Como oposição, o PSDB faz o mesmo jogo, a ponto de aliar-se a uma ultra-direita barra –pesada.
Petistas históricos, tucanos históricos estão órfãos. Mas para onde ir?
***
De seu lado, a chamada grande mídia usa politicamente os escândalos, denunciando de maneira seletiva. Exemplo? Denunciou-se o "mensalão" do governo federal. Depois, constatou-se que havia um "mensalão" mineiro.
Em breve será revelado o "mensalão" paulista, mostrando alianças entre o ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz e o ex-governador paulista Geraldo Alckmin.
O mesmo esquema controlou a Nossa Caixa e o BRB, financiou as mesmas ONGs e as mesmas publicações ligadas aos tucanos. E, possivelmente, o mesmo Marco Valério estava por trás do esquema Roriz – já que sua agência era uma das que serviam ao GDF (Governo do Distrito Federal).
É questão de tempo para o Ministério Público completar as investigações.
***
Todo esse estoque de escândalos fica guardado, como produtos em gôndolas de supermercados. Aí o jornal ou a televisão escolhe o alvo que quer atingir, vai na prateleira, tira o produto, desembrulha e transforma em escândalo.
Os atingidos reagem com a indignação dos inocentes; a oposição, com a indignação dos justos. E ambos sabem que tudo não passa de uma enorme marmelada.
***
A tragédia dessa história é que a hipocrisia chegou a tal nível que praticamente transfigurou os partidos políticos. Vinte e cinco anos após a redemocratização, não existem mais partidos políticos programáticos; não existem centros referenciais de pensamento político e econômico; e não existe uma opinião pública que sirva de referência – como ocorreu, bem ou mal, nos anos 80 até meados dos anos 90.
Essa falta de rumo abre espaço para chantagens políticas e jornalísticas de toda espécie. Suponha que, de repente, um presidenciável queira romper com o discurso mercadista e lançar uma nova bandeira.

Imediatamente uma dessas grandes publicações irá até a prateleira, escolherá um escândalo novo ou velho, inédito ou conhecido, e transformará em arma para atingir o indigitado.
Com isso, têm-se hoje presidenciáveis que poderiam estar brandindo um novo discurso, e que quedam inertes, à mercê desse jogo hipócrita.
***
Parte da opinião pública se dá conta dessa hipocrisia. Mas para onde caminhar? Partidos políticos, não mais existem. A perda de rumo é total, entre outras coisas porque estão ocorrendo transformações profundas na sociedade brasileira, que irão resultar inexoravelmente em mudanças.
Que tipo de mudanças? Nem mesmo um oráculo poderá prever.

Ali Kamel "corrige" a cor dos brasileiros

Observem a pesquisa do IBGE

Brancos ganham em média 40% mais do que PRETOS OU PARDOS com mesma escolaridade

"Os rendimentos médios de pretos e pardos se apresentavam sempre menores que os dos brancos. Mesmo quando são considerados os rendimentos-hora de acordo com grupos de anos de estudo, as diferenças permaneciam, com o rendimento-hora dos brancos em média 40% mais elevado que o de pretos e pardos para uma mesma faixa de anos de estudo"

Agora, o Terra.

Brancos ganham 40% mais do que NEGROS e PARDOS, diz IBGE

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Comentário: onde havia PRETOS, entrou "NEGROS", o que exclui PARDOS (mulatos) da classificação de "NEGROS" (para o IBGE, negros são pretos  +  pardos).

 É o que se pode chamar efeito Ali Kamel, que defende a "correção" e impôs à "nova classificação" aos telejornais da casa.

Com isso o país deixa de ser uma das maiores nações com negros no mundo.

Só temos agora 6%. Pelo menos para a grande imprensa.

A questão é que, apesar dessa "correção" que a imprensa está fazendo sobre as designações do IBGE, nada muda: PARDOS continuam ganhando 40% menos apesar da escolaridade.

Moral da história: se à noite todos os gatos são pardos, no mercado de trabalho, todos os pardos são negros.

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Anedota: Diz-se que Ali Kamel chega à Rede Globo e determina: daqui em diante, não há mais negros ou brancos na redação. Todos são azuis.

No que foi prontamente aplaudido pelos jornalistas - chegando a serem mais ovacionados pelos mais submissos.

Mas para efeito de organização, continuou, os 95 % azul-claros sentam na frente, e os 5 % azul-escuros sentam atrás.

Agora, jornalistas defendem mensalão tucano!

Os mesmos que se indignaram agora mostram-se mais compreensíveis e cautelosos.

Quem se enganou com eles? Alguem pensou que defendessem a pátria?

Seremos cautelosos (pelas acusações fáceis ou prejulgamentos!) com todos. Ou indignados com todos (pelo montante de dinheiro público envolvido) ?

Isso é que dá pensar com a lógica das novelas.

23/09/07 12:29

As diferenças entre mensalões

Da Dora Kramer, no Estadão de hoje
"Podem-se invocar diferenças entre um esquema e outro, sendo a principal delas a amplitude (uma foi federal e outra estadual) e a notoriedade dos envolvidos. É diferente também o impacto provocado por um caso e outro, já que no federal estava à frente um partido de combate em prol da ética e isso, obviamente, assusta bem mais.
Do André Petry, da Veja
"O conteúdo, no entanto, é distinto. No caso tucano, pelo que se sabe até agora, é um caixa dois eleitoral. É um crime, mas o crime é esse.
No caso petista, o mensalão também teve seu lado de caixa dois eleitoral, mas foi bem mais do que isso. Serviu sobretudo para subornar outro poder, trocando apoio por dinheiro e violando um princípio basilar da democracia. Simbolicamente, os petistas fecharam as portas da Câmara dos Deputados e foram às compras. No bazar das consciências de suas excelências, arremataram as mais baratas, as mais convenientes. É corrupção ativa e passiva. E é, também, um crime de lesa-democracia".
"O esquema do PT em Brasília é pior do que o do PSDB em Minas? Talvez seja, sobretudo porque o mensalão tomou a estrutura do PT, com adesão de toda a sua antiga cúpula, mostrando que a roubalheira tinha uma espécie de chancela institucional. No caso tucano, não há indicações de que a pilantragem de Eduardo Azeredo tenha sido organizada e executada pela cúpula nacional do PSDB".


O "Boca do Inferno" está de volta!


O jeito metralhadora de Ciro Gomes está de volta

Ciro diz que CPMF é assunto de branco que não quer pagar imposto

da Agência Folha, em Fortaleza
O deputado federal e ex-ministro Ciro Gomes (PSB) fez ontem uma forte defesa da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), que o governo federal tenta prorrogar no Congresso. Para ele, "a CPMF é assunto de branco que não quer pagar imposto, para que o povo perca o Bolsa Família".
"Se acabar a CPMF, acaba o Bolsa Família. Isso é o que eles [a oposição] querem e não têm coragem de dizer", afirmou Ciro, em Teresina.
Ciro fez uma palestra na Assembléia Legislativa do Piauí em homenagem aos 60 anos de fundação de seu partido, o PSB.
A jornalistas ele voltou a admitir que pode ser candidato a presidente em 2010, mas rechaçou que se inicie a discussão sobre sucessão presidencial agora, por faltar ainda mais de três anos do governo de Luiz Inácio Lula da Silva pela frente.
"Eu não seria sincero em afirmar que não sou candidato, mas, com a experiência que tenho, também não seria justo falar de sucessão presidencial, já que estamos apenas nos primeiros nove meses do segundo mandato do presidente Lula, e nosso objetivo é contribuir para que ele faça um bom trabalho", disse.
Ciro já foi candidato a presidente duas vezes (em 1994 e em 1998) e disse que isso, por si só, já demonstra seu desejo de governar o país. O deputado tem viajado por vários Estados para fazer palestras sobre a conjuntura nacional e lidera, no Congresso, um bloco formado pelo PSB, PDT, PC do B, PRB, PHS e PMN, que discute uma candidatura própria em 2010, independentemente do PT.
Ainda assim, ele voltou a rechaçar a antecipação do debate presidencial: "Acho absurdamente um desserviço ao país se discutir eleição quando o presidente não inteirou nem nove meses de quatro anos de governo", afirmou.

Por que são pobres? Ou por que são do Pro Uni?



---------- Forwarded message ----------
From: wedencley alves <wedenn@yahoo.com.br>
Date: 21/09/2007 17:21
Subject: Por que são pobres? Ou por que são do Pro Uni?
To: Weden Alves <wedenn@yahoo.com.br>


Da série: Este fato nunca virou notícia.

Sucesso dos alunos do Pro Uni é ignorado pela Mídia.


Alunos do ProUni se destacam no Enade





Os estudantes universitários beneficiados pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) obtiveram notas superiores aos alunos de ensino superior não-bolsistas no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2006. Os resultados do Enade foram divulgados no final da semana passada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC).
O resultado apontou superioridade dos bolsistas do ProUni em 14 das 15 áreas do conhecimento avaliadas: administração, arquivologia, biblioteconomia, biomedicina, ciências contábeis, ciências econômicas, comunicação social, design, direito, formação de professores (normal superior), música, psicologia, secretariado executivo, teatro e turismo. Participaram do exame 871 municípios, em todos os estados e no Distrito Federal, com 386.524 estudantes — 211.837 ingressantes e 174.687 concluintes — pertencentes a 5.701 cursos de 1.600 instituições de educação superior.
No curso de administração — área com maior número de universitários no país — os estudantes do ProUni atingiram nota média de 48,7, na escala de 0 a 100, enquanto os não-bolsistas ficaram com 39,9. Na formação de professores (normal superior), os beneficiados pelo ProUni obtiveram 50,4 enquanto os não-bolsistas, 46,1. A maior diferença ocorreu nos cursos de biomedicina, 55,0 contra 44,7.
Para o secretário de Educação Superior, Ronaldo Mota, "os resultados do Enade demonstram que o ProUni não só atinge um grande contingente de alunos, mas qualifica a educação superior. Invariavelmente, os beneficiários do ProUni têm apresentado rendimento acadêmico superior aos não- bolsistas".

Ali Kamel indexa livro de história.

O caso do livro no index

Ali Kamel, poderoso chefão da Rede Globo, tenta "queimar" o MEC da atual gestão, condenando livro adotado em 2002, e retirado de distribuição justamente nesta.

Obs. Ali Kamel, o sofista, é o mesmo que garante que o Brasil só tem 6% de negros, e proibiu, de forma ditatorial, os jornalistas da Globo de dizer o contrário.

Luis Nassif

A guerra ideológica continua produzindo uma vítima recorrente: a notícia. Digo isso a propósito do artigo de Ali Kamel em "O Globo", reproduzido no "Estadão", desancando o livro "Nova História Crítica, 8ª série" – acusado por ele de doutrinação comunista - , e denunciando o MEC (Ministério da Educação) de distribuí-lo gratuitamente.
A denúncia repercutiu na imprensa mundial, de "El Pais", na Espanha, ao "Miami Herald", nos Estados Unidos.
Na verdade o livro foi adotado pelo MEC em 2002, gestão Fernando Henrique Cardoso, e deixou de ser adotado em abril deste ano, gestão Luiz Ignácio Lula da Silva. E Kamel sabia disso.
***
Nem a indicação foi culpa de FHC (se é que se pode falar em culpa), nem a desclassificação foi obra de Lula.
Kamel sabia que o processo de seleção de livros, pelo MEC, virou uma política de estado, ainda na gestão FHC, e não houve nenhuma modificação que sinalizasse para sua politização.
O sistema de seleção criado virou padrão para muitos países. O papel do MEC é definir um conjunto de universidades que sejam centros de excelência. Depois, cada qual indica professores para analisar as obras. O MEC avalia apenas se há conflito de interesses, se o professor eventualmente tem ligação com alguma editora.
Em seguida, todos são chamados a Brasília e lhes são entregues os livros sem identificação de editora ou autor. As obras recomendadas entram em uma lista do MEC e são apresentadas às escolas, para escolha dos professores.
***
Antes, havia um problema. Grandes editoras faziam um trabalho de marketing, enviando vendedores para convencer os professores. O MEC corrigiu o que considerava uma distorção. Passou a editar um Guia de Leitura e a remeter para as escolas. E os professores passaram a fazer escolhas pela Internet. Esse modelo reduziu o poder de fogo das grandes editoras, gerou muita pressão, mas abriu a possibilidades para pequenas e médias editoras entrarem no mercado.
***
O livro em questão entrou para a lista em 2002, devido à avaliação positiva de um professor da UNESP (Universidade Estadual Júlio de Mesquita Neto), ainda na gestão Paulo Renato de Souza.
Quem retirou de pauta, na última avaliação, em abril passado, foi a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, pois os novos avaliadores entenderam que as ressalvas eram fortes demais para que permanecessem. Nem o MEC interferiu no primeiro movimento, nem interferiu no segundo.
A única mudança que fez foi ampliar o número de universidades de quatro para oito. O livro acabou vetado por um avaliador de uma nova universidade incluída na seleção.
***
Repito, Kamel sabia disso. Mais. Na seleção de trechos que colocou, do livro, menciona o que considera loas aos regimes comunistas. Mas deixou de fora trechos do livro em que há críticas explícitas ao marxismo, a Stalin e a Mao.
Pior: homem que domina as estatísticas, deixou as ferramentas de lado na hora de analisar as obras colocadas à disposição dos professores.
Existem 400 livros didáticos apenas na 4ª e 5ª séries. Não se valeu sequer de amostragem estatística, como, por exemplo, avaliar 20 livros e constatar problemas em parte deles.


Noticiário não destaca redução da miséria!

O Holocausto pôs fim à vida de 6 milhões de judeus. O maior crime da História.

A miséria põe em risco a vida de milhões de pessoas no mundo. E 6 milhões de pessoas morrem por ano devido ao estado de miserabilidade. Um holocausto a cada ano.

No jornalismo, a matéria de maior relevância deve ser a de maior destaque!

A redução da miséria deve ser a primeira manchete de qualquer meio de comunicação, em qualquer tempo, em qualquer lugar.

Onde está a notícia sobre os 6 milhões a menos de miseráveis no Brasil, fato constatado pelo IBGE em 2006?

Encontre, se for capaz!

Direto do G1:

Dia 19/09 - 23 h.

Câmara aprova continuação da cobrança da CPMF em 1º turno Proposta de Emenda à Constituição ainda precisa ser votada em 2º turno e depois passar pelo Senado.


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Na verdade, nosso jornalismo está pouco ligando para a miséria alheia.