Aí Flávio Nehrer e Cia, artigo bom para discussão...Está na rede.
Comentário: Interessante artigo de Loic Wacquant sobre A tentação Penal na Europa, depois que os Estados Unidos optaram, a partir da era Reagan, pela substituição do Estado de Bem Estar, perseguido até o final dos anos 70, pelo Estado unicamente como aparelho repressor e punitivo.
O autor ilustra como a Europa aderiu a essa culpabilização da pobreza. O artigo é ótimo para pensar o Brasil: onde a morte e a pena historicamente são pensadas antes das questões sociais (principalmente contra negros, indígenas e nordestinos).
Nos Estados Unidos por exemplo as maiores vítimas também foram os negros. E mais recentemente os latinos.
Até o final dos anos 70, a guetificação era sinônimo de fortalecimento, mas houve um abandono sistemático dos projetos sociais voltados para essa população, desde a perda da inclusão universitária até a degradação da assistência pública.
A proposta é simples: sufoca pela miséria, se o bicho gritar atira. E estamos falando de Europa e EUA.
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Loic Wacquant
"Após a mudança política e racial que Ronald Reagan trouxe à Casa Branca nos anos 70, os Estados Unidos se lançaram em uma experiência sem precedentes nem paralelo nas sociedades modernas: a substituição de um (semi) Estado de bem-estar por um Estado penal e policial onde a criminalização da miséria e o enclausuramente das categorias marginalizadas tomam o lugar da política social.
O exame dessa experiência há de permitir observar, em suas reais dimensões, como ocorre a regressão do estado social para o Estado penal, num caso particularmente visível devido a sua força de atração ideológica, e também ajudar a discernir melhor o que a trajetória recente os EUA podem dever a esta regressão.
Pois, da economia à política, pasando pela cultura e pela mídia, não há um setor na vida social americana que não seja hoje afetado pelo desenvolvimento excessivo da instituição carcerária.
Com efeito, se a ascensão do Estado penal é especialmente espetacular e brutal nos EUA, sente-se em toda a Euorapa a tentação de se buscar apoio nas instituções carcerárias para minimizar os efeitos de insegurança social gerada pela imposição do salário precário e pelo proporcional estreitamento da proteção social".
sexta-feira, 28 de março de 2008
Wacquant: "O Estado Penal vai substituindo o Estado Social"
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quinta-feira, 27 de março de 2008
Ante a turbulência internacional, BC eleva projeções de crescimento
Comentário: Como o BC não gosta de crescimento, lá vem com conversa de "risco de inflação de demanda".
Mas não consulta o BNDES que mostrou o enorme investimento de 2007 em bens de capital e consequente possibilidade de aumento da capacidade instalada.
O que é mais interessante, no entanto, é que mesmo com a pior crise dos últimos 50 anos (palavra de Alan Greenspan ex-FED) nos mercados internacionais, o país deve manter o crescimento perto dos 5% (5.4 em 2007, 4.8 em 2008), podendo chegar aos 50 meses de crescimento contínuo, a maior seqüência da história.
Banco Central eleva projeções para PIB e inflação em 2008
Banco Central eleva projeções para PIB e inflação em 2008
da Folha Online, em Brasília
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Contra a perseguição às religiões afro-brasileiras
Comentário: O preconceito se manifesta contra se faz pouco caso das agressões por preconceito.
Manifestação Pública contra Intolerância Religiosa
Data: 27/03/08
Horário: 15 h
Local: PRAÇA XV, S/N - ALERJ
TRAJE: BRANCO
ARMAS: CARTAZES,FAIXAS, BANNERS
A intolerância religiosa contra a Religiosidade de Matriz Africana e Afro Brasileira tem atingido seu mais alto grau de manifestação. É chegado o momento de
manifestarmos nossa indignação contra os casos de ódio religioso contra
os templos e religiosos de matriz africana. São processo de
discriminação religiosa que são enquadrados em caráter de injúria e
difamação, descaracterizando a ação do agressor.
São templos expurgados das comunidades carentes por ordem de traficantes. Sem falar no ódio expresso nos muros da cidade contra nossos ancestres tendo sua memória vilipendiada.
Os princípios fundamentais de nossa Constituição Federal, especialmente seu Art. 5º em seu VI quegarante ser inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendoassegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, naforma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias bem como o que preconiza Declaração Universal dos Direitos Humanos adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948 no seu Artigo II - Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer
outra condição.
Mas não bastam leis escritas empapel elas precisam ter vida e só terão se forem cobrado seucumprimento. Por isso vimos no dia 27 de março de 2008, vestid@s de branco, às 15 h, em manifestação coletiva na escadaria da ALERJ para exigir providências dos órgãos públicos.
Maiores Informações:
Telefax:55-21-2280-8733
e-mail:. cetrab@cetrab.org.br com Dolores Lima e Marcelo Monteiro
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Os labirintos do PSDB, com Cantanhede
Comentário: para meu projeto maquiavélico de levantar a bandeira "Há vida além de PT-PSDB", a partir de 2010, a análise de baixo é boa.
A vocação da derrota
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quarta-feira, 26 de março de 2008
FT: 14 de Março de 2008, data da morte do Neoliberalismo
Comentário: E já vai tarde. No artigo abaixo publicado no Finacial Times, esta é a data que não deverá ser esquecida, após quase 30 anos de uma ditadura disfarçada.
Aliás neoliberalismo não define muito bem o que aconteceu. Mas o que vivemos em verdade foi um "fundamentalismo de mercado" absolutamente perverso. Tudo se reduziu a um mesmo lema: o mínimo de Estado (visto como corrompido, ineficaz, e outras baboseiras que não viam que o mesmo acontecia do outro lado).
A condenação de tudo que divergia também não pode ser chamado de "neoliberalismo" (seria contraditório liberais recusarem o diálogo). Intolerância é coisa de fundamentalista.
Mas agora os próprios pais do fundalismo de mercado, ingleses e americanos, estão repensando suas bases: a época do "tudo pode" acabou. O Estado é necessário. A sociedade deve ser regulada e livre. O mercado regulamentado. Seguro. Contra abusos e irresponsabilidades.
Os oligopólios vão ficar, possivelmente. Mas o mundo tem que levar mais a sério o diálogo.
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MARTIN WOLF
DO "FINANCIAL TIMES"
RECORDEM a sexta-feira, 14de março de 2008: foi o dia em que o sonho de um capitalismo de livre mercado e alcance mundial morreu. Por três décadas avançamos na direção de sistemas financeiros propelidos pelo mercado.
Com sua decisão de resgatar o Bear Stearns, o Federal Reserve (Fed), instituição responsável pela política monetária dos Estados Unidos e principal defensor do capitalismo de livre mercado, decretou o fim de uma era.
O banco central americano mostrou em forma de ação sua concordância com o sentimento expresso por Joseph Ackermann, presidente-executivo do Deutsche Bank, ao declarar: "Não acredito mais que o mercado possa se curar sem interferência". A desregulamentação encontrou seu limite.
Não estou avaliando, aqui, se o Fed estava ou não certo ao resgatar o Bear Stearns da insolvência. Não sei se os riscos justificavam a decisão de não só servir como fonte de recursos de emergência ao banco de investimento como de aceitar ativos de crédito de risco no balanço do banco central. Mas os funcionários envolvidos são pessoas sérias. Devem ter tido motivos para suas ações.
Podem certamente apontar para os perigos do momento -uma crise que Alan Greenspan, ex-presidente do Fed, definiu como "a mais devastadora desde o final da Segunda Guerra Mundial"- e para o papel do Bear Stearns nos frágeis mercados atuais.
Meu julgamento gira em torno das implicações da decisão do Fed. Em resumo, permitir que o Bear Stearns falisse foi considerado como risco sistêmico. Foi uma posição desenvolvida apressadamente, é fato, em um momento de crise.
Mas momentos de crise são aqueles em que novas funções emergem, em especial as práticas associadas à função dos bancos centrais como fonte final de recursos do mercado, que surgiu no século 19.
As implicações da decisão são óbvias: terá de haver regulamentação muito maior dessas instituições.
O Fed oferece uma forma valiosa de seguro aos bancos de investimento. Isso de fato se torna evidente tendo em vista o que aconteceu no mercado de ações desde o resgate: as ações dos demais grandes bancos de investimento subiram consideravelmente. É uma demonstração visível do risco moral. O Fed decidiu que a "greve" do mercado monetário contra os bancos de investimento era o equivalente a uma corrida a um banco comercial.
Concluiu que, por isso, tinha de abrir as torneiras monetárias em benefício dessas instituições. Regulamentação maior certamente está a caminho.
Os lobbies que servem Wall Street com certeza resistirão a onerosas regras de capitalização ou liquidez, depois que a crise passar. Podem até encontrar sucesso. Mas sua posição se tornou intelectualmente insustentável. As instituições cuja falência representaria risco sistêmico precisam pagar pela proteção oficial que recebam.
Sua capacidade de desfrutar das vantagens pelos riscos em que incorrem enquanto transferem as desvantagens à sociedade precisa ser restringida.
Não se trata de questão de simples justiça (ainda que esse aspecto evidentemente importe), mas também de uma questão de eficiência.
Um cassino subsidiado mas não regulamentado certamente alocará mal seus recursos. Além disso, o subsídio se aplica agora não apenas aos acionistas mas a todos os credores. Seu efeito é tornar o custo dos fundos insensatamente barato. Esses incentivos grotescamente desalinhados precisam ser corrigidos.
Lamento profundamente o fato de que o Fed tenha considerado necessário agir como agiu. No passado, eu costumava esperar que a securitização fosse capaz de transferir parte substancial dos riscos para além do sistema bancário regulamentado, no qual os governos não mais teriam de intervir. Isso se provou ilusório. Um volume imenso de empréstimos arriscados, se não escancaradamente fraudulentos, tornou muito arriscados os mercados de instrumentos securitizados. Isso prejudicou as instituições, especialmente o Bear Stearns, que operavam de maneira intensiva nesses mercados.
No entanto, o fato de que o Fed tenha estendido sua rede de segurança aos bancos de investimento não é a única razão para que a crise represente um ponto de inflexão nas atitudes quanto à liberalização financeira.
A confusão no mercado da habitação dos Estados Unidos (e talvez em breve de outros países desenvolvidos) também contribuiu. Ben Bernanke, o chairman do Fed, um homem conhecido pela moderação de seus pronunciamentos, descreveu boa parte dos empréstimos hipotecários de risco ("subprime") dos últimos anos como "nem responsáveis nem prudentes", em discurso cujos detalhes são de arrepiar os cabelos.
Isso, na linguagem do Fed, quer dizer "criminosos e loucos". Uma vez mais, é preciso garantir que situação semelhante não aconteça de novo, especialmente porque os prejuízos causados por esses empréstimos ao sistema financeiro podem ainda se provar enormes. O colapso nos preços das casas, a inadimplência em alta e a execução de hipotecas prejudicarão milhões de eleitores.
Os políticos não poderão ignorar a situação deles, mesmo que isso resulte em um dispendioso resgate aos imprudentes. Mas as conseqüências certamente envolverão regulamentação mais pesada do que a atual.
Se os Estados Unidos chegaram ao ponto máximo de desregulamentação financeira e estão começando a recuar, as implicações para a economia mundial mais ampla serão consideráveis.
Até recentemente, era possível dizer aos chineses, aos indianos ou a quem tivesse sofrido crises financeiras significativas, nas duas últimas décadas, que existia um sistema financeiro tanto livre quanto robusto. Mas esse já não é mais o caso. Será difícil, de fato, persuadir esses países de que as falhas de mercado reveladas nos Estados Unidos e em outros países de alta renda não representam um severo alerta.
Se os Estados Unidos, com sua vasta experiência e recursos, não conseguiram evitar essa armadilha, por que, eles poderiam perguntar, deveríamos nos sair melhor?
Essas implicações de prazo mais longo para as atitudes quanto aos mercados financeiros desregulamentados estão longe de ser o único motivo para que a crise atual seja considerada importante. Temos ainda de superar a crise imediata.
O colapso dos lucros financeiros (tão significativos na economia dos Estados Unidos), o "crash" nos preços das casas e uma grande elevação nos preços das commodities formam combinação que deve resultar em longa e profunda recessão.
Para enfrentar esse perigo, o Fed já reduziu as taxas de juros de curto prazo a 2,25%. Enquanto isso, o Fed também está claramente correndo o risco de uma fuga aos passivos denominados em dólares e de uma retomada na inflação. É difícil ver motivo para que os rendimentos de títulos de longo prazo do Tesouro norte-americano sejam tão baixos, excetuado o desejo de controlar o passivo do Tesouro dos EUA, o mais seguro dos emissores de títulos denominados em dólares.
Kenneth Rogoff, economista da Universidade Harvard, recentemente citou o poeta Robert Frost -"alguns dizem que o mundo terminará em fogo; outros em gelo"- para descrever os riscos de ruína financeira (fogo) e inflação (gelo) que temos de enfrentar.
O momento é perigoso. O momento é também histórico. Os Estados Unidos mostraram os limites da desregulamentação. Administrar essa virada inevitável sem jogar fora o que ganhamos nas três últimas décadas é um imenso desafio. E o mesmo se aplica a sobreviver incólume ao processo de redução de endividamento que está por vir. Mas precisamos começar no lugar certo: reconhecendo que até mesmo o passado recente é uma terra estrangeira.
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domingo, 16 de março de 2008
Uma boa matéria sobre o Pronasci
Comentário: O site comunidadesegura.org, da organização de mesmo nome, faz uma boa reportagem-análise do Pronasci, o Programa Nacional de Segurança e Cidadania, lançado recentemente.
Vale a pena dar uma olhada.
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terça-feira, 11 de março de 2008
Quase metade da classe média é a favor da tortura
Comentário: Quase metade daqueles que ganham mais de cinco salários mínimos é a favor da tortura. Já apenas 1/5 dos que recebem menos de um salário aprova esse tipo de conduta policial.
Ou seja: Se você recebe mais de 2 mil reais por mês a chance de você apoiar as práticas violentas em delegacias é bem maior.
Isso porque sabe-se que quem sofrerá essa prática é justamente o pobre.
O que mostra que o padrão civilizatório da nossa elite é bem atrasado (intolerância, respeito à lei, etc), além de inexistir respeito social pelo homem de menor poder aquisitivo.
Mas ao mesmo tempo não mostra que nosso "pobre" é mais civilizado.
Apenas que ele tem mais medo de ser vítima dessa prática.
A pesquisa desmonta o trabalho intitulado "Como pensam os brasileiros" do sociólogo Alberto Carlos Almeida, que dizia que a classe média seria o nosso "farol da modernidade", conforme festejou a Veja, no ano passado.
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Pesquisa diz que 26% dos brasileiros são a favor da tortura policial.
Fonte: Ibope.Se todos os brasileiros fossem policiais, um em cada quatro torturaria suspeitos para obter informações que ajudassem no combate ao crime. É o que revela uma pesquisa realizada pela agência Nova S/B em parceria com o Ibope, divulgada neste domingo pelo jornal O Globo. Segundo o levantamento, cujo objetivo era descobrir os valores que os brasileiros prezam, 26% da população admite a tortura policial.
A opinião, porém, não é a homogênea quando se dividem os participantes do estudo por classe social.
Enquanto entre as pessoas com renda superior a cinco salários mínimos o índice dos que defendem a tortura chega a 42%, entre os que ganham até um salário mínimo, o percentual não passa de 19%. Entre os que têm curso superior, o índice é alto: 40%, de acordo com a pesquisa.
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segunda-feira, 10 de março de 2008
Finalmente, uma boa razão para começar a beber álcool
Clipado de Tecnocientista: http://groups.tecnocientista.info/nd.asp?cod=6481
Aqueles que não bebem álcool já tem uma razão para começar. Já se sabia que quem bebe socialmente tem melhores salários, mas agora, um estudo publicado no American Journal of Medicine descobriu quem bebe ocasionalmente vive mais e tem menos chance de ter doenças cardíacas.
Quem começa a beber quando chega à meia-idade tem 38% menos chance de ter um ataque cardíaco do que os abstinentes, mesmo se tiverem fatores de risco como sobrepeso, diabetes, pressão alta e outros riscos para o coração. Mito ou realidade: Beber ajuda a esquecer
Muitos estudos já afirmaram que beber moderadamente poderia levar a uma saúde melhor, mas todos os pesquisadores avisavam que não havia razão para os abstinentes começarem a beber.
Agora talvez haja.
A Dra. Dana King da Medical University of South Carolina (EUA), estudou 7,7 mil pessoas durante 10 anos. E 6% dos voluntários começaram a beber naturalmente nesse período.
"Durante os quarto anos seguintes nós monitoramos os novos bebedores ocasionais e os comparamos com os não-bebedores persistentes e verificamos uma queda de 38% em novas doenças cardiovasculares", disse Dana para a Reuters. Barriga de cerveja: Mito ou realidade?
A melhora foi observada mesmo em diversas pessoas com outros fatores de risco para desenvolver doenças cardíacas como tabagismo, pressão alta, obesidade, raça, educação, exercício e colesterol.
Também foi averiguado que há muito mais benefícios para aqueles que bebem apenas vinho.
Atenção: Os resultados não significam que se deve beber sem medida. Outro estudo publicado na última semana apóia este conselho. A quantidade de álcool e a freqüência da ingestão afetam o risco de morte por várias causas diferentes.
Este estudo do National Institutes of Health com 44 mil pessoas, descobriu que homens que tomam cinco ou mais drinques nos dias em que costumavam beber tinham 30% mais chance de morrer de ataque cardíaco ou derrame do que homens que tomavam apenas um drinque por dia, independentemente da sua taxa média de ingestão de alcoólicos. Porquê não devemos beber água do mar?
Em outra revista especializada foi publicado que beber moderada e regularmente é mais saudável do que o pileque ocasional.
Mesmo os homens que beberam todos os dias do ano tinham 20% menos chance de morrer de doença cardíaca do que homens que tenham bebido entre um e 36 dias do ano, se bebessem moderadamente.
"Se considerados juntos, ambos os estudos reforçam a importância de beber com moderação", escreveram os pesquisadores. [Fonte]
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quarta-feira, 5 de março de 2008
Como Jorge Furtado derrotou Mainardi na Justiça
Comentário: Lendo as repercussões do Dossiê Veja, deparei-me com esse texto do cineasta Jorge Furtado, onde conta como venceu na Justiça processo por difamação contra Diogo Mainardi.
O texto é engraçadíssimo. Os advogados da Veja para livrar a cara da revista começaram a elogiar Furtado, mas a emenda saiu pior que o soneto: erraram de filme.
Pior: no artigo em que calunia o cineasta, Mainardi comete um erro de ... subtração.
É bem conhecida a dificuldade de Mainardi com gramática, mas ser ruim também em matemática é meio demais.
"Se a verba era de 700.000 (...) a quadra de futebol custou 120.000, e outros 130.000 foram gastos em impostos, sobraram 350.000"
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segunda-feira, 3 de março de 2008
Dossiê Veja: Dantas e o esquema com Diogo Mainardi
Comentário: O jornalista Luis Nassif continua trazendo à luz as investigações sobre as operações da revista Veja, que tentou impedir a investigação, retirando do ar parte dos seus arquivos.
Nassif está montando o dossiê com a ajuda de diversos jornalistas, incluindo alguns de dentro da editora Abril.
Vale a pena ler.
A imprensa e o estilo Dantas
O caso Nassif
O caso Márcia Cunha
Em vez de se concentrar nas acusações da juíza, Janaína comete uma tentativa de "assassinato de reputação" – sem identificar a fonte da informação. Semanas atrás se ficou sabendo que sua principal fonte de informação era um diretor do Opportunity.
Não é a primeira vez que Márcia Cunha sofre questionamentos administrativos. A primeira foi no início dos anos 1990 e envolvia tentativa de fraude fiscal. A juíza também foi alvo de críticas por aceitar passagens de cortesia da Varig quando julgava processos envolvendo a companhia aérea. (...)
O Opportunity apresentara uma defesa de mil páginas. Suspeita seria a juiza se respondesse com uma sentença manuscrita de quatro páginas. No entanto, era "acusada" de ter escrito uma sentença de 40 páginas no computador.
Era a subversão do conceito de escândalo, mas fazia parte de um procedimento padrão do esquema jornalístico montado, e que seria repetido por Mainardi, Veja, Leonardo Attuch e outros jornalistas que atuavam de forma sincronizada.
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Indústria Militar: necessária e economicamente importante
Comentário: será que os brasileiros acordaram para a necessidade de uma estratégia séria de defesa nacional, e da potencialidade econômica da indústria militar?
Só dá para acreditar vendo. Mas dá vontade de acreditar.
www.defesanet.com.br
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Lula para Cristina: "Usted es un chica muy guapa!"
Nestor que se cuide.
Marisa também...rsrsr
http://www.lanacion.com.ar/anexos/imagen/08/789775.JPG
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Guinada de Lula à direita fortaleceu a economia
Comentário: Se, por um lado, as políticas sociais baseadas na idéia do nobel de economia indiano Amartia Sen e de Jeffrey Sachs (política de renda mínima associada à distribuição de alimentos) marcam a posição de esquerda* do governo, além da suspensão do mote neoliberal das privatizações em massa, foi justamente uma guinada à direita do Governo Lula que permitiu a confiabilidade externa, a consecução de superávits primários, e ajustes macroeconômicos que retiraram o país da situação de fragilidade internacional que se encontrava até 2002.
Em plena crise internacional, o Brasil pode conseguir o tão sonhado "investment grade", que atrai investimentos de qualidade (montantes elevados, de credores confiáveis, e a longo prazo)
Pois que sempre foi uma bandeira de esquerda descumprir os acordos internacionais e afrontar as grandes economias (ver a retórica do PSTU).
O que resta talvez da posição de esquerda em política internacional é a atenção maior aos mercados até então ignorados (Ásia, América Latina e Àfrica) pelos governos anteriores, e os acordos Sul-Sul.
O que foi visto no início do governo como Anti Americanismo: a redução da dependência em relação à economia americana de 50 para 20%, que nos livrou de ir para a lama junto à crise dos financiamentos imobiliários do irmão do norte.
(*) Na verdade, os dois pensadores alinham-se ao que se chama de social-liberalismo.
Brasil, pela primeira vez, passa a ser credor externo
A soma dos ativos brasileiros no exterior (constituídos fundamentalmente pelas reservas internacionais) superou o valor da dívida externa do país, pela primeira vez em sua história. Segundo o relatório Focus, do Banco Central, em 2003, a dívida superava os ativos em US$ 165,2 bilhões. Em 2007, essa diferença, por estimativa, cai para US$ 4,3 bilhões. E, em janeiro deste ano, a posição se inverte e são os ativos que superam a dívida externa em mais de US$ 4 bilhões.
O resultado obtido decorre das políticas macroeconômicas adotadas e da liquidez internacional que permitiu o ingresso de divisas no País. O relatório destaca ainda o bom desempenho das empresas exportadoras e os resultados recordes da balança comercial como fatores cruciais para a melhora na posição internacional do País.
As reservas internacionais tiveram "evolução sem precedentes" nos últimos anos, de acordo com o relatório. Subiram de US$ 16,3 bilhões, em 2002, para US$ 180,3 bilhões, no final de 2007. Apenas no ano passado, cresceu 110%.
Os ingressos de capitais também foram recordes. Alcançaram a cifra de US$ 88,2 bilhões em 2007. Na avaliação do Banco Central, esses ingressos foram bem distribuídos entre Investimentos Estrangeiros Diretos (IED), em carteira e outros. Os ingressos líquidos de IED atingiram o maior montante da série histórica, US$ 34,6 bilhões, mais que o dobro dos valores observados em 2002. Já os investimentos estrangeiros em carteira foram conseguidos graças ao desenvolvimento do mercado acionário brasileiro, o reforço das regras de governança corporativa e o estímulo à capitalização acionária por meio de ofertas públicas de ações.
Os dólares vindos dos investimentos e dos superávits (obtidos desde 2003) permitiram ao Brasil acumular reservas e também reduzir o montante da dívida. Em 2005, por exemplo, o governo brasileiro liquidou seu passivo com o FMI (Fundo Monetário Internacional).
Declarações - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, em declarações à imprensa, disse que essa mudança de devedor a credor pode levar o país ao grau de investimento (o investment grade é a classificação dada por agências de risco aos países considerados mais seguros para investir) ainda este ano e que esses bons indicadores tornam o país mais resistente às crises externas.
A análise é semelhante à do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que afirmou, em nota, que "este feito é resultado direto da implementação, nos últimos anos, de políticas macroeconômicas responsáveis e consistentes, baseadas no tripé responsabilidade fiscal, câmbio flutuante e metas para a inflação. Esse tripé tem assegurado uma melhora gradativa dos nossos fundamentos fiscais e externos, o que aumenta a resistência da economia a choques adversos".
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Mello é contra o Territórios da Cidadania (era cilada da Folha)
Pois é: a declaração abaixo foi invenção da Folha de SP...Afirma Mello que nunca se posicionou contra o Territórios, embora a Folha tenha publicado textualmente, a recomendação de que os partidos de oposição, segundo Mello, poderiam recorrer ao Tribunal.
Mas o silêncio de Mello é suspeito, então vale a nota mais abaixo...
___________
Por PHA
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Mello é contra o Territórios da Cidadania
Comentário: De novo Marco Aurélio Mello (TSE) se mete onde não foi chamado. Como juiz deveria respeitar a imparcialidade, e o apartidarismo de sua posição.
No início da semana, ele "convocou" a oposição para ir ao Supremo contestar o projeto Territórios da Cidadania lançado pelo governo Federal.
Ele já tinha se pronunciado contra as obras nas favelas cariocas e ampliação do Bolsa Família.
Não parece ser a posição de um magistrado prestar consultorias a quem quer que seja.
A imprensa já se pôs a disposição para fazer do projeto um atentado contra a lei eleitoral.
Engraçado é que a imprensa não se põe contra o verdadeiro populismo do governo, que é o dolar baixo.
O dolar baixo nada mais que um populismo de classe média, visto que facilita viagens ao exterior, compra de carros, compra de importados, etc.
Só no ano passado, com o dólar baixo, a classe média brasileira gastou no exterior os mesmos 6 bilhões de dólares empregados no Bolsa Família.
Só que o Bolsa Família reduziu radicalmente a mortalidade infantil, e viagens ao exterior só levam divisas embora.
O dólar baixo prejudica o país que tem diversos setores exportadores travados, perdendo competitividade internacional.
Mas populismo de classe média não é um mal em si mesmo, segundo a mídia.
Vamos ver no que dá.
Obs. Marco Aurélio Mello tem um salário de 24.5 mil reais por mês.
Mas contesta os 100 reais recebidos pelas famílias em situação de precariedade. E não contesta a queda no preço dos carros importados.
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Aqui um artigo interessante sobre o programa Territórios da Cidadania.
Maria Inês Nassif, Valor Econômico
As eleições de 2006 desarrumaram o arranjo tradicional, onde os chefes políticos locais levam o rebanho até o candidato apoiado pelo chefe estadual e este, por sua vez, negocia favores da política nacional.
Esse desarranjo foi favorecido não apenas pelo Bolsa Família, mas também pela universalização do uso da urna eletrônica, guardiã do segredo do voto. Como o chefe político local não era o dono do benefício concedido ao pobre - que vinha na forma de um cadastramento feito pela prefeitura, mas que depois se tornava uma relação entre o beneficiado e o banco onde ele recebe o dinheiro - não era também aquele a quem se deveria retribuir com o voto.
Aconteceu de forma bastante ampla, em 2006, uma inversão do que ocorria tradicionalmente: em vez do chefe local dizer em quem o eleitor teria que votar - e já não teria total controle sobre esse voto, que é eletrônico -, foi o chefe quem correu atrás do candidato do cidadão pobre.
Lula conseguiu apoios nada desprezíveis de prefeitos de todos os partidos. E certamente não foi porque os prefeitos tinham se tornado petistas. Eles simplesmente adiaram um confronto com seus eleitores - reconciliaram-se com eles por meio de uma adesão pontual ao candidato à reeleição para a Presidência.
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Jobim: uma lição no jornalismo tapioca
Comentário: Como não deu para emplacar uma crise da febre amarela, a Folha de SP agora se volta para "a crise das diárias", "das tapiocas", "dos cartões corporativos", "das corridas de taxi", etc.
Como se sabe o país está pensando em reformular o seu parque industrial militar. Com isso, o ministro Jobim está visitando alguns países, como a França (recebido pelo próprio Sarkozy) e agora na Rússia.
São visitas protocolares e de avaliação de ofertas. O repórter da Folha não falou de estratégias, não falou de investimentos, não falou das necessidades do país. Foi à Rússia, xeretar....diárias.
Isso mesmo. O repórter perdeu tempo indo aos balcões dos hotéis perguntando quanto Nelson Jobim gastou com hotel, comidinha, se o governo russo pagou, não pagou, etc. Isso não é sério. Não pode ser sério.
Mas nenhuma linha sobre a tecnologia russa de defesa. Nem sobre a tecnologia francesa. È mole?
DO ENVIADO A SÃO PETERSBURGO
FOLHA - A empresa Rosoboronexport [que oferece produtos militares ao Ministério da Defesa] é uma estatal, mantida pelo governo russo. Percebo que toda a viagem aqui é organizada pelos russos, transporte aéreo, hospedagem, eventuais almoços, jantares. Como o sr. vê esse lobby russo em relação ao Ministério da Defesa?
FOLHA - E quanto ao jantar com a Dassault, que também é eventual fornecedora de equipamentos? O sr. acha natural?
FOLHA - Eu não sei responder pelo jornal. Mas é uma empresa privada.
FOLHA - A pergunta é minha, como repórter.
JOBIM - Estou dizendo que a sua pergunta mostra claramente que a posição de vocês é pensar pequeno. No Brasil acabou essa história. Temos que pensar grande, no desenvolvimento do país.
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