O mensalão federal (PT) já foi desvendado. O mensalão mineiro (PSDB) está sendo.
A operação abafa sobre o mensalão paulista (PSDB) continua forte. Mas parece que vai andar.
Para quem não sabe, o mensalão paulista é o esquema de desvio de dinheiro ordenado por Alckmin para bancar órgãos de imprensa simpáticos ao governo, como a Revista Primeira Leitura, dirigida pelo spin doctor* Reinaldo Azevedo.
O desvio foi de 45 milhões de reais em dois anos.
*Spin doctors são profissionais pagos para fazer marketing negativo de adversários. Depois da denúncia da Folha, a revista Primeira Leitura "foi à falência".
Do Blog de Frederico Vasconcelos, do portal Folha.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
Mensalinhos e mensalões
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Lendo as estatísticas da Veja: pelo avesso!!
Que pode ser visto por um e também por outro lado.
Observem a chamada para a pesquisa encomendada pela Veja:
"Pesquisa encomendada por VEJA, realizada pela CNT-Sensus, mostra que 84% dos brasileiros votariam em um negro para presidente da República, 57% dariam o voto a uma mulher, 32% aceitariam votar em um homossexual, mas apenas 13% votariam em um ateu".
Agora vamos ler a pesquisa pelo avesso:
16% não votariam em um negro.
Ou seja, 20 milhões de eleitores não querem saber de um negro na presidência.
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43% não votariam em uma mulher.
A rejeição a uma mulher negra na presidência, portanto, varia de 43 a 59%.
________________
68% não votariam em um homossexual
A rejeição a uma mulher negra e homossexual, portanto, poderia ser total.
________________
87% são mentirosos.
Porque FHC é ateu.
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Só não entendo o que esse "mas" está fazendo na chamada da Veja.
(se for "mas em compensação" a leitura é uma; se for "mas curiosamente", a leitura é outra)
hehehehe
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"Quanto pior melhor" será o mote, sugere oposição
2008: vêm aí muito denuncismo e muita briga no parlamento
Tudo que o PT praticou de oposição, muitas vezes destrutiva, volta agora, com a diferença do apoio da mídia.
Nada de pacto pelo crescimento, pelo acordo político, pelo diálogo para uma nova agenda social e tributária.
A questão é "sangrar" e destruir o governo. E quem sabe a governabilidade: dificultar ao máximo o crescimento econômico, apostar na inflação, emperrar os trabalhos legislativos.
Brasil, quando será um país civilizado?
Preparando a guerra
Depois de derrotar o governo e pôr fim à CPMF, a oposição pretende daqui para a frente aproveitar todas as chances de desgastar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Isso tem uma razão: evitar que, em 2010, Lula ainda tenha silhueta de candidato ou de forte cabo eleitoral.
Líderes do PSDB e do DEM, os dois principais partidos da oposição, sabem que não podem repetir o erro cometido em 2005. À época, acharam que o desgaste natural de Lula no escândalo do mensalão iria prejudicá-lo na campanha à reeleição. Não foi o que se viu. Agora, caciques e parlamentares das duas siglas estão convencidos de que precisam trabalhar com os erros do adversário.
Dois dos principais estrategistas da oposição, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e o ex-senador e ex-presidente do DEM Jorge Bornhausen estão convencidos de que o governo não pode ter uma agenda positiva.
"Lula não pode chegar em 2010 com a popularidade de 60%. Se repetir o fenômeno Aécio Neves em Minas, que sem oposição tinha bons índices de popularidade, ninguém supera o PT no próximo pleito", afirmou o novo presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), em conversa informal no cafezinho do Senado na segunda-feira.
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Preconceito pode ter levado Gloria Maria a desistir
Ali Kamel, aquele mesmo que nega o óbvio, resolveu "atender" ao pedido de afastamento do Fantástico que Gloria Maria teria feito.
Na versão oficial, a apresentadora brasileira saiu para investir em outros negócios.
Na reportagem debaixo, sugere-se que a saída (voluntária ou compulsória) pode ter sido causada pela quantidade de críticas que ela vinha recebendo dos telespectadores.
Algumas das quais listadas aqui abaixo, encontráveis no Forum UOL.
Outros apresentadores também receberam críticas (Bial menos, Cid Moreira um pouco mais, Ana Maria Braga, etc)...Mas que saiu primeiro foi a Glória. Sinal de que ela recebia as críticas mais duras.
Será que Ali Kamel terá que reescrever o livro?
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Richard Coelho] [Fortaleza /CE]
Gória Maria já vai tarde. Antipática, sem interação com o público e cara de invejosa e briguenta. Zeca Camargo viajava e a Dna. Glória ia logo atrás tb. É o fim.
Maria Andrade] [Salvador, Bahia, Brasil]
A Gloria Maria já deveria estar aposentada ha muito tempo. Ela sempre foi insuportável como apresentadora. Só assim voltarei a assistir o Fantastico
Doris] [S.José dos Campos, SP]
O Fantástico era fantástico há muito tempo atrás. Hoje já não tem nada mais de fantástico. Esse programa tem de chegar ao fim. Começa-se outro. Agora, a inglória maria já saiu tarde. Não fará falta
[A voz da verdade] [Washington, D.C., USA]
A culpa é da Preta Pernóstica ©. Simples assim.
giselle cunha] [sao paulo sp]
ESSA FOI A MELHOR NOTICIA DO ANO!!!!A GLORIA MARIA DE GLORIA NAO TEM NADA , ELA É UMA ARROGANCIA EM PESSOA, E JÁ TÁ MAIS Q ULTRAPASSADA, VIROU JURASSIC. AGORA VOLTO ASSISTIR O FANTÁSTICO.OBA!!!!
Guido Luis] [Rio de Janeiro, RJ, Brasil]
Há muito já não via o Fantástico, não por causa do Zeca Camargo mas, sim, pela Glória Maria que, com seus trejeitos burlescos, quis chamar a atenção somente para ela, quando, na verdade, só foi digna de descaso. Será que ela não tem espelho em casa? Parabéns à Globo pelo seu bota-fora
Leonardo ] [Sete Lagoas, MG]
Uma apresentadora como a Glória Maria que tem coragem de usar um brinco tão extravagante a ponto de rasgar-lhe a orelha durante a apresentação do programa, no ar, deve ficar longe das telas. É o cúmulo da baranguisse e da falta de bom senso. Foi tarde
marcia] [são paulo]
Já vai tarde GLÓRIA MARIA, de uma arrogância sem tamanho, me lembro dos domingos sempre vendo o fantastico, mas desde quando ela passou a apresentar, tenho pânico em assistir, ela faz "caras e bocas" em pleno ar, anda se sentindo dona do programa.... tirem ela o quanto antes, por favor!!!!!
Mauricio] [São Paulo, SP]
O primeiro fantástico de 2008 com certeza será muito melhor com a Patricia Poeta, muito mais bonita e simpática!! Eu me lembro de uma reportagem que falava das mulheres que alisavam os cabelos e no final a Glória Maria ainda falou algo assim: "Mulheres, assumam seus cabelos". Meu, quem é ela pra falar dos outros com aquele cabelo alisado. ..fala sério! bom final de ano a todos
Patricia] [Goiânia-Goiás]
O que é mais chato no Fantastico é realmente a Glória Maria, chata, veste mal , e ainda se acha uma adolecente , tadinha... Como se veste mal. Minha cara vc é uma mulher inteligente ou o que? Cai na real.
marcus vinicius braga] [São Paulo]
A queda no ibope do programa se da muito pelo fato de ser um programa sem nenhuma evolução e sempre na mesmisse,sem cara nova. A apresentadora Glória Maria ja deveria ter se aposentado a muito tempo, pois ela infelizmente é uma apresentadoa sem nenhuma expressão jornalistica e extremamente desatualizada com a midia moderna
Silvia Tosato] [São Paulo - SP - Brasil]
O que acontece é que a Gloria Maria é insuportável e nem sabe falar direito. Muito bom que ela tenha saído!! O Zeca até dá pra encarar. Mas quem deveria mesmo apresentar o Fantástico inteirinho é o maravilhoso Tadeu Schimidt, o cara mais talentoso do programa!!
27/12/2007 - 12h22
Críticas e ibope tiraram Glória Maria do "Fantástico"
Ricardo Feltrin
colunista do UOL News
Glória Maria anunciou ontem sua saída do "Fantástico" e justificou que a medida foi tomada por "cansaço". Ela disse que vai entrar em "período sabático" de dois anos (para viajar, escrever, gravar um CD etc). Em seu lugar ficará Patrícia Poeta (mulher do diretor da Globo Internacional, Amauri Soares).
No entanto, Ooops! apurou que o motivo real que levou Glória Maria a deixar o programa após uma década foi outro tipo de "cansaço": cansaço de críticas, aliado ao mau momento que a revista dominical atravessa no ibope.
Nas últimas semanas Gloria Maria vinha dizendo a amigos que não suportava mais receber o que classificou como ataques "injustos" de telespectadores e internautas. Ela disse sentir também que estava sendo apontada --injustamente- como uma das responsáveis pela queda de ibope da atração.
Na verdade, cansados de sua presença quase opressiva na TV (?????) todos os domingos, cada vez mais telespectadores vinham escrevendo à Globo e em sites especializados pedindo a saída de Glória (e a de Zeca Camargo também, o que pode ocorrer em breve).
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Padrão Veja de qualidade
Rapaziada. Olha o editor da Veja.
Parece que o dedo foi na ferida. Olha a reação (comprovada) do editor da Veja sobre Nassif, que publicou o comentário.
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turco ladrao, cara de rato, roubou o proprio cunhado e
tenta arrastar as pessoas honestas para sua vala de
bestas. cuidado comigo, turco ladrao, mascate, cara
de rato..tu nao me conheces cuidado...f**** da p****,
ladrtao de cunhado. influencia sobre mim ninguem tem...
seu rato. cuidado. conheco sua fuca. vou jogar uma taca de vinho( do bom) na sua cara....rato,mascate, ladrao, f*** da p ***,
ladrao de cunhado...!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!ladrao de cunhado !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
09/12/2007 22:11
Obs para os mais novos.
A Veja sempre foi uma revista conservadora. Até aí tudo bem. Nenhum problema.
Nos anos 2000, no entanto, descambou para a perseguição política, a difamação, a injúria, sendo condenada pelo menos seis vezes pela justiça nos últimos três anos.
Isso custou uma queda nas vendas na ordem de 200 mil exemplares.
O padrão Veja não tem nada a ver com o padrão Abril, que tem ótimas revistas, como a Exame, e a Nova Escola.
___________
Não sei dos desdobramentos. Mas se os Civita observar com cuidado o que andam fazendo com o seu carro-chefe, Alcântara estará perto da rua.
De forma merecida. E a Veja poderá voltar aos velhos tempos.
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CPMF saindo pela culatra
O feitiço e o feiticeiro.
Pesquisa de opinião em SP sobre o fim da CPMF mostra que a população acredita, em primeiro lugar, que a queda do imposto deveu-se a questões políticas, e segundo, à intenção de favorecer os ricos.
Fim da CPMF beneficiou os ricos e a oposição, diz pesquisa
Para a população, a real motivação para a extinção da CPMF foi o interesse da oposição em prejudicar o presidente Lula e dos ricos e empresários. É isso o que mostra uma pesquisa realizada na capital paulista pelo Brasmarket e divulgada hoje pelo jornal DCI, de São Paulo.
O instituto perguntou aos paulistanos qual o interesse por trás da queda do "imposto do cheque". A maioria respondeu que o fim do "imposto do cheque" se deveu ao interesse da oposição em prejudicar o presidente (30,8%) e em benefício de ricos e empresários (23,4%) .
Para 17,9% dos entrevistados o interesse no fim do tributo foi do povo em geral e para 11% o benefício é dos mais pobres. Outros 17% não quiseram opinar.
A pesquisa mostra que ao menos no discurso o governo venceu. Como a maioria da população não pagava diretamente o tributo, ficou o entendimento de que a CPMF era importante para a saúde e para os programas sociais.
O levantamento mostra mais uma vez o distanciamento das classes populares das reivindicações da classe média. Caberá agora à oposição conseguir recursos para saúde e programas sociais para não ser vista pela população como "vilã".
O Brasmarket ouviu 839 pessoas na cidade de São Paulo nos dias 20 e 21 de dezembro. A margem de erro do levantamento é de 3,5%.(Eduardo Bresciani - repórter de política)
enviada por Etevaldo Dias
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Ombudsman mostra alinhamento da Folha
Há que não se perder a vigília, nem no último dia do ano.
rsrs
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Comentário: Algumas pessoas confundem "imprensa crítica" com "imprensa oposicionista".
E esquecem que "imprensa crítica" não pode ser alinhada.
Quando ela se alinha à oposição, ela se transforma em imprensa chapa branca da oposição, cometendo os mesmos equívocos da chapa branca do outro lado (a governista).
A Folha se diz crítica, mas infelizmente ela é no máximo oposicionista (o que, no caso particular de SP, significa ser também governista).
Quando a "crise" da saúde tem a ver com Governo Federal, ela dedica uma ampla e aprofundada cobertura.
Faz bem.
Agora quando o problema é do governo do Estado de SP ela alivia, e comete erros grosseiros (como o denunciado pelo Mário Magalhães, o ombudsman do próprio jornal).
Faz mal.
O HC é ONG?
MÁRIO MAGALHÃES
ombudsman@uol.com.br
"A pergunta, em tom irônico, foi feita hoje por leitor em mensagem ao ombudsman.
Depois do título em uma única coluna na primeira página de ontem para o incêndio no Hospital das Clínicas, o jornal promove hoje o assunto a manchete: "HC adiou obra em central que pegou fogo".
Se conta histórias das pessoas prejudicadas pelo baque no atendimento, a cobertura praticamente omite os vínculos do HC com o Estado de São Paulo.
Não se trata de produzir investigações jornalísticas com cacoetes inquisitoriais, mas, no mínimo, de indagar as autoridades, ainda que o hospital tenha autonomia de gestão.
Nem na primeira página nem em nenhuma das três páginas internas, incluindo a capa de Cotidiano, dedicadas ao episódio a Folha destaca os vínculos do HC com a administração estadual".
Obs. Esse "alívio" é sistemático.
Obs. 2. Se o ombudsman analisar a cobertura da Globo sobre o caso, iria ficar mais desesperado ainda.
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Chineses são mais capitalistas que o nossos capitalistas
Quando o Governo Federal, na sua política de remapear as relações comerciais no mundo, resolveu investir na América Latina e à Àfrica, alguns empresários torceram o nariz.
A imprensa nem se fala. Mesmo assim, o faro empresarial funcionou com a América Latina. As transações comerciais garantiram um grau de exportação excelente, mesmo com a valorização do real. A A.L ocupa a primeira posição entre mercados consumidores de manufaturados brasileiros.
Em relação à África, o preconceito no entanto foi mais forte. Resultado, a avalanche de investimentos chineses na África leva esse continente hoje a contabilizar mais de USS 30 bi, superando outras regiões do globo.
Os EUA vendo os concorrentes chineses também começam a investir. A Europa deve seguir os passos. Os empresários brasileiros estão ficando para trás. Sinal de que preconceito também pesa no bolso.
Aqui um documento interessante sobre a estratégia chinesa na África.
http://www.fmprc.gov.cn/ce/cgrj/pot/xxdt/t230977.htm
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PT e PSDB estudam nova CPMF
Gente me ajudem a entender, que eu não estou conseguindo.
O PSDB lutou contra a CPMF. Certo? Conseguiu acabar com a CPMF. Certo?
Mas por isso, saiu rachado da vitória (???), pois as relações entre Serra e Aécio, de um lado, e FHC e Arthur Virgílio, ficaram estremecidas. Afinal, a principal bandeira do Serra é justamente a saúde, que perdeu 3 bi em SP.
Por sua vez, o governo que perdeu quatro votos na base aliada, ou seja, o suficiente para aprovar a CPMF (mostrando que também é meio "rachado") se movimenta para anunciar um pacotão compensatório (aumento de impostos, contenção salarial, redução de investimento em saúde, etc).
Depois disso tudo, como se não bastasse, agora governo e oposição estudam nova CPMF, para não precisar produzir o pacotão compensatório.
A nova CPMF seria de 0,20 % e voltada toda para a saúde. Menos que a última proposta do governo de 0,38 %... toda voltada para a saúde.
Não era mais fácil, simplesmente reduzir a já existente e aprovar a destinação para a saúde?
Ou seria essa nova CPMF para "desproduzir" o racha no PSDB?
Vocês entenderam?
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Análise jornalística
Caso CPMF
1. Situação: "O atraso na aprovação, pelo Congresso, da proposta de emenda constitucional que prorroga a CPMF, abre buraco inaceitável nas contas públicas brasileiras".
2. Oposição: "A decisão do Ministério da Fazenda de aumentar a alíquota do IOF caracteriza mais um dos abusos que este governo vem cometendo sistematicamente contra o contribuinte e o consumidor. Chega a ser revoltante o fato de que este governo teve... anos para implementar uma reforma tributária, que aliviasse o setor produtivo e instituísse a justiça tributária, por meio de um sistema que fizesse a tributação pesar menos sobre os mais pobres, mas nada fez.
Vou dar dois personagens:
Arthur Virgílio PSDB ( )
José Genuíno PT ( )
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Datafolha: classe C tem 90 milhões de pessoas
Comentário: Mesmo com uma média modesta de crescimento econômico, na ordem de 3.5% nos últimos quatro anos, o mercado consumidor brasileiro chega a 130 milhões de pessoas. São vinte milhões de pobres a menos.
Se os próximos três anos repetir o crescimento de 5% ao ano, que deve acontecer agora em 2007, é possível que pelo menos mais uns 15 milhões migrem para a a classe média baixa.
O que deixaria o país com um número ainda grande, mas comparativamente bem mais reduzido de 30 milhões de pessoas (D/E) ante um total de 180 mi.
É o número de pobres nos EUA, com uma população 60 % maior.
Um último detalhe: as classes A-B contam com 45 milhões de pessoas. O tamanho do mercado consumidor italiano.
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Crescimento econômico tira 20 milhões de brasileiros da classe D/E
da Folha Online
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sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Um país menos desigual!!!!
Comentário: o grande salto do Norte/Nordeste foi em 2006. Diferença de renda, educação e saúde caiu pela metade. Resultado só aparecerá no cálculo do IDH do PNUD no relatório de 2008.
Diferenças sociais entre Norte e Sul do País
caem pela metade, aponta BNDES
De acordo com os dados, em 1995, o Nordeste que pontuava com 0,13, teve um leve crescimento até 1999, quando atingiu o índice de 0,19 para, finalmente, em 2006 saltar para 0,35.Marcadores: Papo Cabeça
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Quebrou o Rio Grande do Sul.
Governo de Yeda Crusius (PSDB) praticamente decretou falência do Estado. Ao contrário da maioria dos estados, que estão crescendo, Rio Grande do Sul vive o pior momento de sua história.
A crise gaúcha
Luis Nassif.
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Déficit da Previdência é menor do que se diz
Comentário: Uma das bandeiras da mídia e economistas mais conservadores que é a redução da participação do Estado na seguridade social pode estar baseada em equívocos contábeis.
A bandeira tem como objetivo a transferência cada vez maior das funções da seguridade para a iniciativa privada, que renderá grandes lucros ao mercado e pode tirar a proteção pública da maior parte da população. Nos EUA, 47 milhões de pessoas (16% da população) não contam com qualquer seguridade até os 65 anos.
No Chile, que privatizou o sistema de seguridade em 1981, durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1989), o modelo faz água. No país de Michelet, menos de 50 % da força de trabalho chilena conta com a cobertura, mas os lucros do mercado são altíssimos.
Estudo da Unicamp mostra
que o "propalado déficit" da Previdência resulta de um erro de cálculo
Luis Nassif.
A íntegra desse e de outros trabalhos pode ser baixado do site da CESIT
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domingo, 2 de dezembro de 2007
Fwd: Gramática, léxico e pouca lingüística
FHC tentou desfazer-se de Lula, e acabou mostrando que também tem problemas de gramática (usou "melhor educado" e não "mais bem educado").
Mas não é só o problema da concordância nominal que atrapalha FHC (e comum ele "cometer esse erro", que em espécie não é "menos grave" do que se atrapalhar em concordância verbal.)
O léxico pernóstico também provoca problemas sérios.
Moral da estória: não corrija, se não domina.
Era melhor, como os lingüistas, aprender que todos os nativos sabem a língua, embora nem sempre, como o próprio FHC, tenham domínio completo da gramática.
O leguleio de FHC
Luis Nassif.
Sabe o mais engraçado na manifestação de Fernando Henrique Cardoso sobre Lula? É que todo mundo se apegou ao "mais bem" (já nem sei mais o que era), e não se deu conta de que ele caprichou no "leguleio", mas utilizou a palavra de forma errada.
Olha o que ele disse:
"É preciso que o presidente Lula aja com menos leguleios ao companheiro da Venezuela. Espero que diga com clareza: eu sou contra. Até porque ele foi contra a reeleição em 1997."
Segundo o Houaiss, leguleio significa:
"1 aquele que observa rigorosamente as formalidades legais, interpretando a lei sem atentar para o espírito que a norteia; profissional formalista
2 (1899)Derivação: sentido figurado.
advogado que se vale de meios para confundir uma questão ou protelar o andamento das causas; chicaneiro, rábula"
Ou seja, a frase de FHC deveria ser: "É preciso que o presidente Lula não aja como um leguleio...." Mas certamente ele não conhece o significado da palavra, e a utilizou como "conversa mole", ou "embromação", ou "volteios". Quis sofisticar o termo, e se enrolou.
Conheço bem o termo porque, na discussão da Lei das Sociedades Anônimas, em início de carreira, entrevistei o advogado Fábio Konder Comparato, que se referiu a um advogado da Comissão Nacional de Bolsas de Valores como um "leguleio". Publiquei o termo, ele mandou uma carta à Veja desmentindo que tivesse dito isso.
Fiquei em situação difícil: a palavra de um repórter iniciante contra a de um comercialista consagrado. O secretário de redação Sérgio Pompeu acreditou em mim por dois motivos. Primeiro, porque lhe dei minha palavra de que Comparato havia dito isso sim. Segundo, porque até então nunca tinha ouvido a expressão. Tanto que grafei como lego-leio. Fui salvo pela ignorância.
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quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Um a cada seis novaiorquinos passam fome
Comentário: A principal bandeira dos neoliberais era o Estado mínimo. E a certeza de que o mercado é a solução para tudo.
Olha o que vem acontecendo num país que tem um PIB de 12 trilhões de dólares, o correspondente à soma das economias do Japão (5 tri), da Alemanha (3 tri), da China ( 2.4 tri) e do Reino Unido (1.5).
O Estado mínimo de Bush simplesmente cortou em 3/4 a ajuda aos pobres.
Mas o mercado não supriu a demanda da miséria.
(obs. Com uma economia correspondente a 1/12 avos da americana, o Brasil soma ainda a infeliz marca de 36 milhões de miseráveis. Os EUA somam 30 mi.)
Fome já atinge um em cada seis nova-iorquinos, diz ONG
da BBC Brasil
Mais de 1,3 milhão de pessoas --um em cada seis nova-iorquinos-- não têm dinheiro para comprar comida suficiente e estão recorrendo às cozinhas públicas, segundo grupos americanos de luta contra a pobreza.
A Coalizão da Cidade de Nova York Contra a Fome afirma que o número de pessoas nas filas em locais e abrigos que distribuem comida gratuita aumentou em 20% neste ano.
Vários armazéns do chamado Food Bank, uma rede que distribui doações de alimentos em Nova York, também estão tendo dificuldade para suprir a demanda.
A ONG responsabiliza o aumento da pobreza e os cortes do governo em programas de alimentação no país pela situação.
"A pesquisa deste ano sobre os armazéns e pontos de distribuição de sopa mostra que mais famílias de trabalhadores, crianças e idosos estão sendo obrigados a buscar ajuda alimentar de emergência", afirmou o diretor executivo da coalizão, Joel Berg.
De acordo com a pesquisa, 59% dos programas de alimentação em Nova York, em comparação com 48%, no ano passado, disseram não ter recursos suficientes para suprir a demanda.
O Departamento de Agricultura americano afirma que 12,6 milhões de famílias em todo o país, ou mais de 30 milhões de pessoas --10% da população-- mão teve comida suficiente em casa em algum momento em 2006.
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sábado, 10 de novembro de 2007
Jabor: só uma brincadeira..rsrs
(Texto de 2006)
Arnaldo Jabor para nosso Guru
Dotado de Sublime e Eterna Lucidez, capaz de nos encaminhar para um mundo melhor, vós fostes, fascinante Arnaldo Jabor, escolhido o Guru dos Novos Tempos. A votação se deu em meio ao único grupo humano que importa para a Humanidade, a Boa Classe Média.
Sim, da Boa Classe Média, porque precisávamos higienizar a eleição de massas ignorantes e intelectuais esquerdistas e fetichistas, como bem vós os denominastes no artigo, quer dizer, na matéria prima do dia 08 de agosto
Sim, da Boa Classe Média. Não da classe média que lê Drummond, Lispector, Guimarães Rosa, que ouve Chico Buarque, Pinxinguinha, Mozart. Não da classe média que discute textos de Raymond Aron, mas também de Gramsci e Michel Foucault.
Não da classe média que segue perdida pelos subúrbios em busca da quadra da Portela, da Mangueira, e que tem um nojo injustificável de racismo, de preconceitos de qualquer natureza.
Não da classe média que não acha que o morro é o inferno pelo simples de ser habitado por uma corja satânica.
Não da classe média que é capaz de discutir e aceitar o contraditório.
Somos da Boa Classe Média, porque não queremos ver mais nossas Suzanes Richthofens serem levadas ao Mal por irmãos Cravinhos, como disse na maravilhosa crônica do dia 21/07.
Somos da Boa Classe Média porque não queremos ver nossas filhas cair na mãos de suburbanos e funkeiros.
Somos da Boa Classe Média porque achamos, como Condolezza Rice (embora preta), que a força bruta é um meio justificável para aplacar a desrazão de latinos insubmissos, palestinos revoltados e iraquianos rebeldes. E que a dor desses povos é apenas a dor do parto de um mundo melhor.
Porque nesse mundo cada um deve saber o seu lugar. E nós sabemos o nosso. O melhor lugar.
Sabedoria extrema, oh Amado Arnaldo Jabor. Feliz decisão quando trocastes o vosso nome de Arnaldo Borja, que lembrava algo muito ibérico, por algo mais próximo do francês.
Mas vos aconselhamos, para finalmente vos eternizardes como nosso guru, que agora vos auto pronuncieis Arnald Jêibor, visto que cultura francesa lembra palavras tolas como igualdade ou fraternidade.
Vós que falastes dos caminhos para os intelectuais de esquerda (esses adoradores e eleitores de nordestinos, como Lula, Cristóvam e Helóisa Helena), das sutis diferenças entre o amor e o sexo (coitado de Freud!), das avaliações de esquemas táticos de esportes radicais, da política internacional de protetorados, da criação de golfinhos, do terceiro livro da juventude de Tio Patinhas, das formas de cumprimento de costas, de ponto em cruz, da constituição geológica do calçadão de Copacabana e, ultimamente, da teoria dos modelos matemáticos aplicada à constituição do malte, deveis ser agraciado com uma estátua ali no lugar onde podereis ser para sempre adorado: no New York City Center, segurando uma tocha.
Ass. A Boa Classe Média.
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Che: a mensagem subliminar da Veja.
Ela sobressai e mostra a imagem de Che ao fundo.
A foto histórica
A capa da Veja de 1997
A capa da Veja de 2007, com a estrela falsa
Abra sua conta no Yahoo! Mail, o único sem limite de espaço para armazenamento!
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Resposta: Ali Kamel teria tentado beneficiar Editora Moderna II
Sugestão de resposta ao final.
O ataque de Ali Kamel ao livro da Geração Editorial, Nova História Crítica, o campeão de vendagem na disciplina, pode ter sido motivada pelo interesse da Editora Moderna em abocanhar o principal produto de uma das poucas editoras de capital totalmente nacional.
Num artigo seguinte, no Globo, Ali Kamel também "critica" uma suposta propaganda petista do Fome Zero (a edição é de 2003, ano do lançamento do programa), que estaria no campeão de vendagem da editora Moderna (Grupo espanhol Santillana) no que "prontamente" a Editora Moderna "admitiu" o erro, alertando que "já havia corrigido o problema" nas edições posteriores.
Ou seja: a "falsa denúncia" de Kamel contra o livro da editora Moderna teria servido para despistar o bombardeio contra o correspondente de mercado da Editora Geração.
Para se ter uma idéia do poder do Grupo Santillana, dono da Moderna, ele domina todo o mercado de livros didáticos da Espanha e de Portugal. E investe fortemente no mercado brasileiro e latinoamericano.
O Brasil que já chegou a ter 500 editoras para livros didáticos, agora só tem 12. A Geração Editorial resiste. Mas a concentração pode levar ao domínio total das editoras internacionais.
O MEC é o maior comprador de livros didáticos do mundo, um negócio de 720 milhões de reais, e o sucesso da Geração poderia estar incomodando, por isso.
A Editorial Santillana é o braço editorial do poderoso grupo Prisa, pertencente a Jesus de Polanco, também dono do El Pais, cadeias de rádio, televisão no mundo iberoamericano.
O EL Pais publicou artigo ressoando a polêmica no Brasil. Numa questão eminentemente doméstica, foi o único jornal estrangeiro a repercutir o caso .
O mega-empresário também é parceiro da Telefônica e do grupo Santander.
Outro a repercutir o caso foi o ex ministro da Educação, Paulo Renato de Souza, consultor da Santillana. A relação de Paulo Renato com a Santillana é tão forte, que a sua "braço direito" no MEC, Mônica Messemberg, é hoje diretora de "assuntos institucionais", junto a governos e prefeituras, no Brasil.
Mas se as ligações entre Paulo Renato e a editora Moderna (grupo Santillana) são claras, falta esclarecer qual o propósito de Ali Kamel atacar a concorrente Geração Editorial.
A pista poderia ser a íntima relação entre Kamel e Paulo Renato. Uma espécie de apoio estratégico. Mas seria só isso?
A resposta, na verdade, pode estar na joint venture entre editora Globo e editora Moderna, chamada UNO, produtora de materiais didáticos, forma de driblar os limites impostos pelo MEC (no MEC, a escolha é feita pelas Universidades. Antes era suscetível a lobbies.)
Como não podem "vender" livros, são produzidas apostilas e recursos midiáticos, negociadas diretamente com prefeituras e governos de Estado.
È um mercado milionário que já tem a Abril como concorrente e outras de menor peso.
Bombardear a política do MEC e enfraquecer a política de escolhas de livro didáticos (ou seja, tirar das mãos das Universidades), a partir de supostos "escândalos ideológicos", pode forçar uma tentativa de reformulação dessa política, que é considerada uma das mais indicadas do mundo.
Não foi à toa que o ministro Paulo Renato ensaiou pedir uma CPI dos livros didáticos. Se o plano desse certo, poderia se instalar uma "crise", própria para obrigar uma correção de rota.
Com a "revisão" e conseqüente abertura de mercado, um negócio bilionário estaria livre para ser explorado.
Ali Kamel pode estar no centro dessa articulação.
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Ali Kamel teria tentado beneficiar Editora Moderna
O ataque de Ali Kamel ao livro da Geração Editorial, Nova História Crítica, o campeão de vendagem na disciplina, pode ter sido motivada pelo interesse da Editora Moderna em abocanhar o principal produto de uma das poucas editoras de capital totalmente nacional.Num artigo seguinte, no Globo, Ali Kamel também "critica" uma suposta propaganda petista do Fome Zero (a edição é de 2003, ano do lançamento do programa), que estaria no campeão de vendagem da editora Moderna (Grupo espanhol Santillana) no que "prontamente" a Editora Moderna "admitiu" o erro, alertando que "já havia corrigido o problema" nas edições posteriores.
Ou seja: a "falsa denúncia" de Kamel contra o livro da editora Moderna teria servido para despistar o bombardeio contra o correspondente de mercado da Editora Geração.
Para se ter uma idéia do poder do Grupo Santillana, dono da Moderna, ele domina todo o mercado de livros didáticos da Espanha e de Portugal. E investe fortemente no mercado brasileiro e latinoamericano.
O Brasil que já chegou a ter 500 editoras para livros didáticos, agora só tem 12. A Geração Editorial resiste. Mas a concentração pode levar ao domínio total das editoras internacionais.
O MEC é o maior comprador de livros didáticos do mundo, um negócio de 720 milhões de reais, e o sucesso da Geração poderia estar incomodando, por isso.
A Editorial Santillana é o braço editorial do poderoso grupo Prisa, pertencente a Jesus de Polanco, também dono do El Pais, cadeias de rádio, televisão no mundo iberoamericano.
O EL Pais publicou artigo ressoando a polêmica no Brasil. Numa questão eminentemente doméstica, foi o único jornal estrangeiro a repercutir o caso.
O mega-empresário também é parceiro da Telefônica e do grupo Santander.
Outro a repercutir o caso foi o ex ministro da Educação, Paulo Renato de Souza, consultor da Santillana. A relação de Paulo Renato com a Santillana é tão forte, que a sua "braço direito" no MEC, Mônica Messemberg, é hoje diretora de "assuntos institucionais", junto a governos e prefeituras, no Brasil.
Mas se as ligações entre Paulo Renato e a editora Moderna (grupo Santillana) são claras, falta esclarecer qual o propósito de Ali Kamel atacar a concorrente Geração Editorial.
A única pista pode ser a íntima relação entre Kamel e Paulo Renato. Uma espécie de apoio estratégico. Mas seria só isso?
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O problema do alinhamento da imprensa.
Aí pessoal, o problema do alinhamento da imprensa, que nunca é discutido.
A crítica que sempre externei à imprensa devia-se ao fato de claramente ela ter se alinhado, o que é muito diferente de ser independente.
Na Venezuela, dizem os maiores perseguidos não são os pró-Chavez, nem os anti-Chavez. Mas os que estão no meio, visto que, ou apanham de Chavez, ou apanham da mídia.
A imprensa oposicionista é tão perigosa quanto a governista. Ambas são chapas brancas, visto que, em algum lugar e salvo partidos pequenos, a oposição é poder. E, na luta engajada, sobra hipocrisia e anti jornalismo
Quem tenta, na guerra insana, um ponto de equilíbrio, geralmente é confundido com o defensor do adversário. Quem se posicionou contra os denuncismos e a indústria do escândalo foi condenado por não aderir à falsa indignação.
O que Nassif mostra abaixo é o horror de quem não percebeu a cilada em que estava se metendo.
Política e hipocrisia
Imediatamente uma dessas grandes publicações irá até a prateleira, escolherá um escândalo novo ou velho, inédito ou conhecido, e transformará em arma para atingir o indigitado.
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Ali Kamel "corrige" a cor dos brasileiros
Observem a pesquisa do IBGE
Brancos ganham em média 40% mais do que PRETOS OU PARDOS com mesma escolaridade
"Os rendimentos médios de pretos e pardos se apresentavam sempre menores que os dos brancos. Mesmo quando são considerados os rendimentos-hora de acordo com grupos de anos de estudo, as diferenças permaneciam, com o rendimento-hora dos brancos em média 40% mais elevado que o de pretos e pardos para uma mesma faixa de anos de estudo"
Agora, o Terra.
Brancos ganham 40% mais do que NEGROS e PARDOS, diz IBGE
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Comentário: onde havia PRETOS, entrou "NEGROS", o que exclui PARDOS (mulatos) da classificação de "NEGROS" (para o IBGE, negros são pretos + pardos).
É o que se pode chamar efeito Ali Kamel, que defende a "correção" e impôs à "nova classificação" aos telejornais da casa.
Com isso o país deixa de ser uma das maiores nações com negros no mundo.
Só temos agora 6%. Pelo menos para a grande imprensa.
A questão é que, apesar dessa "correção" que a imprensa está fazendo sobre as designações do IBGE, nada muda: PARDOS continuam ganhando 40% menos apesar da escolaridade.
Moral da história: se à noite todos os gatos são pardos, no mercado de trabalho, todos os pardos são negros.
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Anedota: Diz-se que Ali Kamel chega à Rede Globo e determina: daqui em diante, não há mais negros ou brancos na redação. Todos são azuis.
No que foi prontamente aplaudido pelos jornalistas - chegando a serem mais ovacionados pelos mais submissos.
Mas para efeito de organização, continuou, os 95 % azul-claros sentam na frente, e os 5 % azul-escuros sentam atrás.
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Agora, jornalistas defendem mensalão tucano!
Os mesmos que se indignaram agora mostram-se mais compreensíveis e cautelosos.
Quem se enganou com eles? Alguem pensou que defendessem a pátria?
Seremos cautelosos (pelas acusações fáceis ou prejulgamentos!) com todos. Ou indignados com todos (pelo montante de dinheiro público envolvido) ?
Isso é que dá pensar com a lógica das novelas.
23/09/07 12:29
As diferenças entre mensalões
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O "Boca do Inferno" está de volta!
O jeito metralhadora de Ciro Gomes está de volta
Ciro diz que CPMF é assunto de branco que não quer pagar imposto
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Por que são pobres? Ou por que são do Pro Uni?
---------- Forwarded message ----------
From: wedencley alves <wedenn@yahoo.com.br>
Date: 21/09/2007 17:21
Subject: Por que são pobres? Ou por que são do Pro Uni?
To: Weden Alves <wedenn@yahoo.com.br>
Da série: Este fato nunca virou notícia.
Sucesso dos alunos do Pro Uni é ignorado pela Mídia.
| Alunos do ProUni se destacam no Enade | | | |
| Os estudantes universitários beneficiados pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) obtiveram notas superiores aos alunos de ensino superior não-bolsistas no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2006. Os resultados do Enade foram divulgados no final da semana passada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC). O resultado apontou superioridade dos bolsistas do ProUni em 14 das 15 áreas do conhecimento avaliadas: administração, arquivologia, biblioteconomia, biomedicina, ciências contábeis, ciências econômicas, comunicação social, design, direito, formação de professores (normal superior), música, psicologia, secretariado executivo, teatro e turismo. Participaram do exame 871 municípios, em todos os estados e no Distrito Federal, com 386.524 estudantes — 211.837 ingressantes e 174.687 concluintes — pertencentes a 5.701 cursos de 1.600 instituições de educação superior. No curso de administração — área com maior número de universitários no país — os estudantes do ProUni atingiram nota média de 48,7, na escala de 0 a 100, enquanto os não-bolsistas ficaram com 39,9. Na formação de professores (normal superior), os beneficiados pelo ProUni obtiveram 50,4 enquanto os não-bolsistas, 46,1. A maior diferença ocorreu nos cursos de biomedicina, 55,0 contra 44,7. Para o secretário de Educação Superior, Ronaldo Mota, "os resultados do Enade demonstram que o ProUni não só atinge um grande contingente de alunos, mas qualifica a educação superior. Invariavelmente, os beneficiários do ProUni têm apresentado rendimento acadêmico superior aos não- bolsistas". |
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Ali Kamel indexa livro de história.
O caso do livro no index
Ali Kamel, poderoso chefão da Rede Globo, tenta "queimar" o MEC da atual gestão, condenando livro adotado em 2002, e retirado de distribuição justamente nesta.
Obs. Ali Kamel, o sofista, é o mesmo que garante que o Brasil só tem 6% de negros, e proibiu, de forma ditatorial, os jornalistas da Globo de dizer o contrário.
Luis Nassif
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Noticiário não destaca redução da miséria!
O Holocausto pôs fim à vida de 6 milhões de judeus. O maior crime da História.
A miséria põe em risco a vida de milhões de pessoas no mundo. E 6 milhões de pessoas morrem por ano devido ao estado de miserabilidade. Um holocausto a cada ano.
No jornalismo, a matéria de maior relevância deve ser a de maior destaque!
A redução da miséria deve ser a primeira manchete de qualquer meio de comunicação, em qualquer tempo, em qualquer lugar.
Onde está a notícia sobre os 6 milhões a menos de miseráveis no Brasil, fato constatado pelo IBGE em 2006?
Encontre, se for capaz!
Direto do G1:
Dia 19/09 - 23 h.
Câmara aprova continuação da cobrança da CPMF em 1º turno Proposta de Emenda à Constituição ainda precisa ser votada em 2º turno e depois passar pelo Senado.
Suspeita de superfaturamento
Vôo 3054
Carteiro não chegou
Clima de negociação Homem mantém mulher e filho reféns em SP Vítimas estão sob a mira de uma faca. Seqüestro começou às 23h25 desta quarta-feira (19), em Osasco, e ainda não se sabe suas causas.
Sorte grande Mega-Sena acumula e chega a R$ 8 milhões 62 acertadores com cinco números irão receber R$ 19.346,40. Outras 4.688 apostas com quatro números sorteados embolsarão R$ 254,89.
Crise no Senado Oposição impede votações pelo 2º dia seguido Renan, que responde a 2 processos, nega ser causa de reações. Senador José Agripino diz que 'não recebe ordens de um acusado' .
O.J.Simpson está livre Ex-jogador paga fiança de US$ 125 mil Ele foi preso no dia 16, em Las Vegas, após ter invadido o quarto de um hotel. Após audiência, O.J. foi solto nesta quarta-feira.
Caso Madeleine Peritos britânicos farão novo exame de DNA
Família questiona resultado do primeiro exame, que levou polícia a suspeitar dos pais. Garota de 4 anos desapareceu em Portugal, no dia 3 de maio.
Plástica com seqüelas Médico terá de indenizar paciente em MG Mulher diz que notou deformidades nas mamas e cicatrizes pelo corpo, após cirurgia. Médico ainda poderá recorrer da decisão da Justiça.
Na verdade, nosso jornalismo está pouco ligando para a miséria alheia.
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