segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Mensalinhos e mensalões

O mensalão federal (PT) já foi desvendado. O mensalão mineiro (PSDB) está sendo.

A operação abafa sobre o mensalão paulista (PSDB) continua forte. Mas parece que vai andar.

Para quem não sabe, o mensalão paulista é o esquema de desvio de dinheiro ordenado por Alckmin para bancar órgãos de imprensa simpáticos ao governo, como a Revista Primeira Leitura, dirigida pelo spin doctor* Reinaldo Azevedo.

O desvio foi de 45 milhões de reais em dois anos.

*Spin doctors são profissionais pagos para fazer marketing negativo de adversários. Depois da denúncia da Folha, a revista Primeira Leitura "foi à falência".


Do Blog de Frederico Vasconcelos, do portal Folha.

Há exatamente dois anos, uma carta anônima levou o Ministério Público do Estado de São Paulo a instaurar investigação sobre as suspeitas de irregularidades nos contratos da Nossa Caixa com as agências de publicidade Full Jazz e Colucci durante o governo Geraldo Alckmin, como revela o Painel da Folha em sua edição de hoje (só para assinantes).
Em março de 2006, quando Alckmin se preparava para lançar sua campanha à Presidência, a Folha publicou reportagem revelando esquema de direcionamento de recursos do banco para veículos ligados a parlamentares da base aliada do governo tucano em São Paulo.
Ao perceber que seria bode expiatório em uma sindicância interna, o ex-gerente de marketing Jaime de Castro Júnior ofereceu à auditoria do banco informações e documentos comprovando que vinham do Palácio dos Bandeirantes as instruções para favorecer veículos e deputados. As determinações, por e-mail, tinham o código de "lixão".
Castro Júnior listou, inclusive, contratos milionários suspeitos do banco estadual com a Asbace _associação dos bancos estaduais_ fato que só seria confirmado mais recentemente, a partir de investigações de negócios entre aquela entidade e o Banco Regional de Brasília.
Aquela reportagem provocou o afastamento no dia seguinte, a pedido, do então secretário de Comunicações do governo Alckmin, Roger Ferreira. A Nossa Caixa e o governador sustentaram que se tratava de "mero erro formal", que as impropriedades haviam sido sanadas pelo banco. As agências de publicidade prestaram informações alegando não terem responsabilidade sobre irregularidades nos contratos.
Em dezembro de 2006, o Tribunal de Contas do Estado esvaziou essas alegações. Em decisão unânime, julgou que a Nossa Caixa "afrontou os princípios da legalidade e da moralidade" ao manter, durante 24 meses, negócios com as duas agências no total de R$ 45 milhões apenas com base em "acertos verbais", pois não houve licitação para renovação dos contratos com vigência encerrada em 2003.
O tribunal também julgou que era "incompatível com o interesse público" o fato de a Nossa Caixa ter gasto, em apenas oito meses, R$ 12 milhões com a Colucci e R$ 16 milhões com a Full Jazz, volume de recursos previsto para desembolso em um ano e meio. Essa despesa concentrada coincide com o período da campanha de reeleição de Alckmin, de março a novembro de 2002.
Também há exatamente um ano, o promotor Sérgio Turra Sobrane, responsável pelas investigações no MPE, afirmou que havia "indícios seguros de prática de improbidade, com danos ao patrimônio".
Na última sexta-feira, o MPE informou que o caso ainda permanecia "sob investigação".
Em artigo publicado na página 2 da Folha , em 4 de novembro de 2006, afirmamos que os governos de José Serra e de Aécio Neves conviveriam com "minas tucanas que foram relegadas durante a campanha eleitoral". Do lado mineiro, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso admitiu que o PSDB tentara "tapar o sol com a peneira" nos esquemas de financiamento da campanha para reeleição do governador Eduardo Azeredo, em 1998. Do lado paulista, houve uma "operação-abafa", deixando debaixo do tapete as suspeitas de um "mensalinho" para favorecer deputados da base aliada com publicidade do banco.
Coube ao procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, trazer à luz neste ano parte das articulações do valerioduto tucano com uso de dinheiro público em campanha eleitoral em Minas Gerais.
Depois de dois anos de investigação no MPE paulista, os negócios mal-explicados do governo Alckmin aparentemente ainda continuam sob o tapete.

Lendo as estatísticas da Veja: pelo avesso!!


Estatística é um bicho engraçado.
Que pode ser visto por um e também por outro lado.

Observem a chamada para a pesquisa encomendada pela Veja:

"Pesquisa encomendada por VEJA, realizada pela CNT-Sensus, mostra que 84% dos brasileiros votariam em um negro para presidente da República, 57% dariam o voto a uma mulher, 32% aceitariam votar em um homossexual, mas apenas 13% votariam em um ateu".

Agora vamos ler a pesquisa pelo avesso:

16% não votariam em um negro.

Ou seja, 20 milhões de eleitores não querem saber de um negro na presidência.

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43% não votariam em uma mulher.

A rejeição a uma mulher negra na presidência, portanto, varia de 43 a 59%.

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68% não votariam em um homossexual

A rejeição a uma mulher negra e homossexual, portanto, poderia ser total.
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87% são mentirosos.

Porque FHC é ateu.

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Só não entendo o que esse "mas" está fazendo na chamada da Veja.

(se for "mas em compensação" a leitura é uma; se for "mas curiosamente", a leitura é outra)


hehehehe

"Quanto pior melhor" será o mote, sugere oposição

2008: vêm aí muito denuncismo e muita briga no parlamento

Tudo que o PT praticou de oposição, muitas vezes destrutiva, volta agora, com a diferença do apoio da mídia.


Nada de pacto pelo crescimento, pelo acordo político, pelo diálogo para uma nova agenda social e tributária.

A questão é "sangrar" e destruir o governo. E quem sabe a governabilidade: dificultar ao máximo o crescimento econômico, apostar na inflação, emperrar os trabalhos legislativos.

Brasil, quando será um país civilizado?


Preparando a guerra


Oposição planeja fazer Lula 'sangrar' sem trégua até 2010
Ana Paula Scinocca, no "Estadão" de hoje

Depois de derrotar o governo e pôr fim à CPMF, a oposição pretende daqui para a frente aproveitar todas as chances de desgastar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Isso tem uma razão: evitar que, em 2010, Lula ainda tenha silhueta de candidato ou de forte cabo eleitoral.

Líderes do PSDB e do DEM, os dois principais partidos da oposição, sabem que não podem repetir o erro cometido em 2005. À época, acharam que o desgaste natural de Lula no escândalo do mensalão iria prejudicá-lo na campanha à reeleição. Não foi o que se viu. Agora, caciques e parlamentares das duas siglas estão convencidos de que precisam trabalhar com os erros do adversário.

Dois dos principais estrategistas da oposição, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e o ex-senador e ex-presidente do DEM Jorge Bornhausen estão convencidos de que o governo não pode ter uma agenda positiva.
Eles acham que o desgaste de Lula é a única maneira de os dois partidos chegarem a 2010 com alguma chance de voltar ao poder. Embora ressalve que o petista não tem perfil de ditador, Fernando Henrique tem expressado o temor de o PT, na ausência de um candidato de peso, ressuscitar a tese do terceiro mandato.

"Lula não pode chegar em 2010 com a popularidade de 60%. Se repetir o fenômeno Aécio Neves em Minas, que sem oposição tinha bons índices de popularidade, ninguém supera o PT no próximo pleito", afirmou o novo presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), em conversa informal no cafezinho do Senado na segunda-feira.

Preconceito pode ter levado Gloria Maria a desistir

Ironia do destino.

Ali Kamel, aquele mesmo que nega o óbvio, resolveu "atender" ao pedido de afastamento do Fantástico que Gloria Maria teria feito.

Na versão oficial, a apresentadora brasileira saiu para investir em outros negócios.

Na reportagem debaixo, sugere-se que a saída (voluntária ou compulsória) pode ter sido causada pela quantidade de críticas que ela vinha recebendo dos telespectadores.

Algumas das quais listadas aqui abaixo, encontráveis no Forum UOL.


Outros apresentadores também receberam críticas (Bial menos, Cid Moreira um pouco mais, Ana Maria Braga, etc)...Mas que saiu primeiro foi a Glória. Sinal de que ela recebia as críticas mais duras.

Será que Ali Kamel terá que reescrever o livro?

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Richard Coelho] [Fortaleza /CE]
Gória Maria já vai tarde. Antipática, sem interação com o público e cara de invejosa e briguenta. Zeca Camargo viajava e a Dna. Glória ia logo atrás tb. É o fim.

Maria Andrade] [Salvador, Bahia, Brasil]
A Gloria Maria já deveria estar aposentada ha muito tempo. Ela sempre foi insuportável como apresentadora. Só assim voltarei a assistir o Fantastico

Doris] [S.José dos Campos, SP]
O Fantástico era fantástico há muito tempo atrás. Hoje já não tem nada mais de fantástico. Esse programa tem de chegar ao fim. Começa-se outro. Agora, a inglória maria já saiu tarde. Não fará falta

[A voz da verdade] [Washington, D.C., USA]
A culpa é da Preta Pernóstica ©. Simples assim.

giselle cunha] [sao paulo sp]
ESSA FOI A MELHOR NOTICIA DO ANO!!!!A GLORIA MARIA DE GLORIA NAO TEM NADA , ELA É UMA ARROGANCIA EM PESSOA, E JÁ TÁ MAIS Q ULTRAPASSADA, VIROU JURASSIC. AGORA VOLTO ASSISTIR O FANTÁSTICO.OBA!!!!

Guido Luis] [Rio de Janeiro, RJ, Brasil]
Há muito já não via o Fantástico, não por causa do Zeca Camargo mas, sim, pela Glória Maria que, com seus trejeitos burlescos, quis chamar a atenção somente para ela, quando, na verdade, só foi digna de descaso. Será que ela não tem espelho em casa? Parabéns à Globo pelo seu bota-fora

Leonardo ] [Sete Lagoas, MG]
Uma apresentadora como a Glória Maria que tem coragem de usar um brinco tão extravagante a ponto de rasgar-lhe a orelha durante a apresentação do programa, no ar, deve ficar longe das telas. É o cúmulo da baranguisse e da falta de bom senso. Foi tarde

marcia] [são paulo]
Já vai tarde GLÓRIA MARIA, de uma arrogância sem tamanho, me lembro dos domingos sempre vendo o fantastico, mas desde quando ela passou a apresentar, tenho pânico em assistir, ela faz "caras e bocas" em pleno ar, anda se sentindo dona do programa.... tirem ela o quanto antes, por favor!!!!!

Mauricio] [São Paulo, SP]
O primeiro fantástico de 2008 com certeza será muito melhor com a Patricia Poeta, muito mais bonita e simpática!! Eu me lembro de uma reportagem que falava das mulheres que alisavam os cabelos e no final a Glória Maria ainda falou algo assim: "Mulheres, assumam seus cabelos". Meu, quem é ela pra falar dos outros com aquele cabelo alisado. ..fala sério! bom final de ano a todos

Patricia] [Goiânia-Goiás]
O que é mais chato no Fantastico é realmente a Glória Maria, chata, veste mal , e ainda se acha uma adolecente , tadinha... Como se veste mal. Minha cara vc é uma mulher inteligente ou o que? Cai na real.

marcus vinicius braga] [São Paulo]
A queda no ibope do programa se da muito pelo fato de ser um programa sem nenhuma evolução e sempre na mesmisse,sem cara nova. A apresentadora Glória Maria ja deveria ter se aposentado a muito tempo, pois ela infelizmente é uma apresentadoa sem nenhuma expressão jornalistica e extremamente desatualizada com a midia moderna

Silvia Tosato] [São Paulo - SP - Brasil]
O que acontece é que a Gloria Maria é insuportável e nem sabe falar direito. Muito bom que ela tenha saído!! O Zeca até dá pra encarar. Mas quem deveria mesmo apresentar o Fantástico inteirinho é o maravilhoso Tadeu Schimidt, o cara mais talentoso do programa!!

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27/12/2007 - 12h22

Críticas e ibope tiraram Glória Maria do "Fantástico"

Ricardo Feltrin
colunista do UOL News


Glória Maria anunciou ontem sua saída do "Fantástico" e justificou que a medida foi tomada por "cansaço". Ela disse que vai entrar em "período sabático" de dois anos (para viajar, escrever, gravar um CD etc). Em seu lugar ficará Patrícia Poeta (mulher do diretor da Globo Internacional, Amauri Soares).

No entanto, Ooops! apurou que o motivo real que levou Glória Maria a deixar o programa após uma década foi outro tipo de "cansaço": cansaço de críticas, aliado ao mau momento que a revista dominical atravessa no ibope.

Nas últimas semanas Gloria Maria vinha dizendo a amigos que não suportava mais receber o que classificou como ataques "injustos" de telespectadores e internautas. Ela disse sentir também que estava sendo apontada --injustamente- como uma das responsáveis pela queda de ibope da atração.

Na verdade, cansados de sua presença quase opressiva na TV  (?????) todos os domingos, cada vez mais telespectadores vinham escrevendo à Globo e em sites especializados pedindo a saída de Glória (e a de Zeca Camargo também, o que pode ocorrer em breve).

Padrão Veja de qualidade

Rapaziada. Olha o editor da Veja.

O jornalista Luis Nassif vem investigando a relação entre o editor Eurípedes Alcântara e o Daniel Dantas (empresário da área de telecom acusado de várias irregularidades, incluindo jogos de influência política).
A denúncia é de que o editor da Veja vem desenvolvendo negócios com o empresário nas costas da editora - parece que os Civita não sabiam da história.

Parece que o dedo foi na ferida. Olha a reação (comprovada) do editor da Veja sobre Nassif, que publicou o comentário.

Enviado por: Euripedes Alcantara
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turco ladrao, cara de rato, roubou o proprio cunhado e
tenta arrastar as pessoas honestas para sua vala de
bestas. cuidado comigo, turco ladrao, mascate, cara
de rato..tu nao me conheces cuidado...f**** da p****,
ladrtao de cunhado. influencia sobre mim ninguem tem...
seu rato. cuidado. conheco sua fuca. vou jogar uma taca de vinho( do bom) na sua cara....rato,mascate, ladrao, f*** da p ***,
ladrao de cunhado...!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!ladrao de cunhado !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
09/12/2007 22:11
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Obs para os mais novos.

A Veja sempre foi uma revista conservadora. Até aí tudo bem. Nenhum problema.

Nos anos 2000, no entanto, descambou para a perseguição política, a difamação, a injúria, sendo condenada pelo menos seis vezes pela justiça nos últimos três anos.

Isso custou uma queda nas vendas na ordem de 200 mil exemplares.

O padrão Veja não tem nada a ver com o padrão Abril, que tem ótimas revistas, como a Exame, e a Nova Escola.
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Portanto, o problema dos Civita foi ter dado carta branca para o Alcântara, que vulgarizou a revista, e ainda contratou "profissionais" do quilate de um Reinaldo Azevedo, especializado em xingamentos e difamações.
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Não sei dos desdobramentos. Mas se os Civita observar com cuidado o que andam fazendo com o seu carro-chefe, Alcântara estará perto da rua.

De forma merecida. E a Veja poderá voltar aos velhos tempos.

CPMF saindo pela culatra


O feitiço e o feiticeiro.

Pesquisa de opinião em SP sobre o fim da CPMF mostra que a população acredita, em primeiro lugar, que a queda do imposto deveu-se a questões políticas, e segundo, à intenção de favorecer os ricos.


Fim da CPMF beneficiou os ricos e a oposição, diz pesquisa


Para a população, a real motivação para a extinção da CPMF foi o interesse da oposição em prejudicar o presidente Lula e dos ricos e empresários. É isso o que mostra uma pesquisa realizada na capital paulista pelo Brasmarket e divulgada hoje pelo jornal DCI, de São Paulo.

O instituto perguntou aos paulistanos qual o interesse por trás da queda do "imposto do cheque". A maioria respondeu que o fim do "imposto do cheque" se deveu ao interesse da oposição em prejudicar o presidente (30,8%) e em benefício de ricos e empresários (23,4%) .

Para 17,9% dos entrevistados o interesse no fim do tributo foi do povo em geral e para 11% o benefício é dos mais pobres. Outros 17% não quiseram opinar.

A pesquisa mostra que ao menos no discurso o governo venceu. Como a maioria da população não pagava diretamente o tributo, ficou o entendimento de que a CPMF era importante para a saúde e para os programas sociais.

O levantamento mostra mais uma vez o distanciamento das classes populares das reivindicações da classe média. Caberá agora à oposição conseguir recursos para saúde e programas sociais para não ser vista pela população como "vilã".

O Brasmarket ouviu 839 pessoas na cidade de São Paulo nos dias 20 e 21 de dezembro. A margem de erro do levantamento é de 3,5%.(Eduardo Bresciani - repórter de política)

enviada por Etevaldo Dias

Ombudsman mostra alinhamento da Folha

Há que não se perder a vigília, nem no último dia do ano.


rsrs

Bom 2008 para todos.

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Comentário: Algumas pessoas confundem "imprensa crítica" com "imprensa oposicionista".


E esquecem que "imprensa crítica" não pode ser alinhada.

Quando ela se alinha à oposição, ela se transforma em imprensa chapa branca da oposição, cometendo os mesmos equívocos da chapa branca do outro lado (a governista).

A Folha se diz crítica, mas infelizmente ela é no máximo oposicionista (o que, no caso particular de SP, significa ser também governista).

Quando a "crise" da saúde tem a ver com Governo Federal, ela dedica uma ampla e aprofundada cobertura.

Faz bem.


Agora quando o problema é do governo do Estado de SP ela alivia, e comete erros grosseiros (como o denunciado pelo Mário Magalhães, o ombudsman do próprio jornal).

Faz mal.

O HC é ONG?

MÁRIO MAGALHÃES
ombudsman@uol.com.br

"A pergunta, em tom irônico, foi feita hoje por leitor em mensagem ao ombudsman.

Depois do título em uma única coluna na primeira página de ontem para o incêndio no Hospital das Clínicas, o jornal promove hoje o assunto a manchete: "HC adiou obra em central que pegou fogo".

Se conta histórias das pessoas prejudicadas pelo baque no atendimento, a cobertura praticamente omite os vínculos do HC com o Estado de São Paulo.

Não se trata de produzir investigações jornalísticas com cacoetes inquisitoriais, mas, no mínimo, de indagar as autoridades, ainda que o hospital tenha autonomia de gestão.

Nem na primeira página nem em nenhuma das três páginas internas, incluindo a capa de Cotidiano, dedicadas ao episódio a Folha destaca os vínculos do HC com a administração estadual".

O máximo que se lê, no último parágrafo de um texto: "No dia 25, a direção do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, que está sob alçada da Secretaria de Estado da Saúde, informou que nenhum paciente havia morrido durante o incêndio".
A Folha não traz declarações do secretário Barradas Barata, a não ser nos votos de Boas-festas no Painel do Leitor. Nem do governador Serra. Aparentemente, nem foram procurados para se pronunciar sobre a situação do hospital. Eles não são acusados de nada, o governador correu ao local quando soube do fogo, mas é dever do jornal cobrar a palavra deles.
Chama atenção o fato de a Folha não ter tomado nem a providência mais elementar, consagrada pelo próprio jornal, de investigar as despesas públicas. O principal concorrente local fez isso, e obteve a manchete "Estado só gastou 17,8% da verba para obras no HC".
E acrescentou na linha-fina: "Desde 2005 a Prefeitura pede melhorias no prédio que pegou fogo segunda-feira" _outra informação não encontrada na Folha.
Se a Folha descobriu que houve adiamento em reforma elétrica, repetiu insistentemente que o motivo foi "questão burocrática", aceitando um argumento que pode ser correto ou não.
A Folha preconiza, não custa lembrar, um jornalismo crítico.
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Obs. Esse "alívio" é sistemático.
Obs. 2. Se o ombudsman analisar a cobertura da Globo sobre o caso, iria ficar mais desesperado ainda.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Chineses são mais capitalistas que o nossos capitalistas

Quando o Governo Federal, na sua política de remapear as relações comerciais no mundo, resolveu investir na América Latina e à Àfrica, alguns empresários torceram o nariz.

A imprensa nem se fala. Mesmo assim, o faro empresarial funcionou com a América Latina. As transações comerciais garantiram um grau de exportação excelente, mesmo com a valorização do real. A A.L ocupa a primeira posição entre mercados consumidores de manufaturados brasileiros.

Em relação à África, o preconceito no entanto foi mais forte. Resultado, a avalanche de investimentos chineses na África leva esse continente hoje a contabilizar mais de USS 30 bi, superando outras regiões do globo.

Os EUA vendo os concorrentes chineses também começam a investir. A Europa deve seguir os passos. Os empresários brasileiros estão ficando para trás. Sinal de que preconceito também pesa no bolso.

Aqui um documento interessante sobre a estratégia chinesa na África.

http://www.fmprc.gov.cn/ce/cgrj/pot/xxdt/t230977.htm

PT e PSDB estudam nova CPMF

Gente me ajudem a entender, que eu não estou conseguindo.

O PSDB lutou contra a CPMF. Certo? Conseguiu acabar com a CPMF. Certo?

Mas por isso, saiu rachado da vitória (???), pois as relações entre Serra e Aécio, de um lado, e FHC e Arthur Virgílio, ficaram estremecidas. Afinal, a principal bandeira do Serra é justamente a saúde, que perdeu 3 bi em SP.

Por sua vez, o governo que perdeu quatro votos na base aliada, ou seja, o suficiente para aprovar a CPMF (mostrando que também é meio "rachado") se movimenta para anunciar um pacotão compensatório (aumento de impostos, contenção salarial, redução de investimento em saúde, etc).

Depois disso tudo, como se não bastasse, agora governo e oposição estudam nova CPMF, para não precisar produzir o pacotão compensatório.

A nova CPMF seria de 0,20 % e voltada toda para a saúde. Menos que a  última  proposta do governo de 0,38 %... toda voltada para a saúde.

Não era mais fácil, simplesmente reduzir a já existente e aprovar a destinação para  a saúde?

Ou seria essa nova CPMF para "desproduzir" o racha no PSDB?

Vocês entenderam?

Análise jornalística

Caso CPMF

1. Situação: "O atraso na aprovação, pelo Congresso, da proposta de emenda constitucional que prorroga a CPMF, abre buraco inaceitável nas contas públicas brasileiras".

2. Oposição: "A decisão do Ministério da Fazenda de aumentar a alíquota do IOF caracteriza mais um dos abusos que este governo vem cometendo sistematicamente contra o contribuinte e o consumidor. Chega a ser revoltante o fato de que este governo teve... anos para implementar uma reforma tributária, que aliviasse o setor produtivo e instituísse a justiça tributária, por meio de um sistema que fizesse a tributação pesar menos sobre os mais pobres, mas nada fez.

Vou dar dois personagens:

Arthur Virgílio PSDB (    )
José Genuíno  PT (    )

Datafolha: classe C tem 90 milhões de pessoas

Comentário: Mesmo com uma média modesta de crescimento econômico, na ordem de 3.5%  nos últimos quatro anos, o mercado consumidor brasileiro chega a 130 milhões de pessoas. São vinte milhões de pobres a menos.

Se os próximos três anos repetir o crescimento de 5% ao ano, que deve acontecer agora em 2007, é possível que pelo menos mais uns 15 milhões migrem para a a classe média baixa.

O que deixaria o país com um número ainda grande, mas comparativamente bem mais reduzido de 30 milhões de pessoas (D/E) ante um total de 180 mi.

É o número de pobres nos EUA, com uma população  60 % maior.

Um último detalhe: as classes A-B contam com 45 milhões de pessoas. O tamanho do mercado consumidor italiano.

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Crescimento econômico tira 20 milhões de brasileiros da classe D/E

da Folha de S.Paulo
da Folha Online
Cerca de 20 milhões de brasileiros com mais de 16 anos migraram para a classe C nos últimos cinco anos, revela pesquisa Datafolha, divulgada na edição deste domingo (16) da Folha (conteúdo exclusivo para assinantes do UOL e do jornal).
Entre janeiro de 2003 e junho de 2006, seis milhões de pessoas, a maioria oriunda da classe D/E, fizeram a transição.
Já nos últimos 17 meses, entre julho de 2006 e novembro passado, aproximadamente 14 milhões de brasileiros passaram à classe C. A aceleração na transição durante o período coincide com a recuperação mais acentuada da economia. Além disso, este aumento na migração de classes sugere que os programas sociais e previdenciários têm elevado o padrão de vida das faixas mais pobres da sociedade.
Nos últimos cinco anos, a classe D/E encolheu de 46% (cerca de 74 mi) do total da população para 26% (aproximadamente, 45 mi).
Já a C cresceu de 32% para 49% ( 90 milhões), reunindo hoje quase a metade dos eleitores do país.
A classe A/B manteve-se praticamente estável, tendo oscilado de 20% para 23% do total da população ( 40 milhões).
A pesquisa ainda aponta que a migração da classe D/E para a C foi mais acentuada no interior do que nas áreas metropolitanas, com maior impacto nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste do país.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Um país menos desigual!!!!

Comentário: o grande salto do Norte/Nordeste foi em 2006. Diferença de renda, educação e saúde caiu pela metade. Resultado só aparecerá no cálculo do IDH do PNUD no relatório de 2008.

Diferenças sociais entre Norte e Sul do País

 caem pela metade, aponta BNDES

    De acordo com os dados, em 1995, o Nordeste que pontuava com 0,13, teve um leve crescimento até 1999, quando atingiu o índice de 0,19 para, finalmente, em 2006 saltar para 0,35.
   Na região Norte, o processo foi mais lento. Saiu de 0,32, crescendo três pontos em 1999 e, hoje, apresenta um índice de 0,39 de desenvolvimento.
    Ou seja, o Sudeste, cujo indicador em 1995 era 4,5 vezes maior que o do Nordeste, hoje supera a região nordestina em 2,4 vezes.
     "Ele continua sendo o pior quadro brasileiro do ponto de vista social, mas a diferença dele com relação ao Sudeste diminuiu muito", reforça o o superintendente da Área de Pesquisa e Acompanhamento Econômico (APE) do BNDES, Ernani Teixeira Torres.
    De acorodo com a pesquisa, a situação social do Brasil melhorou de 1995 a 2006 principalmente pela evolução dos indicadores de educação e saúde, mas em 2006 foi a renda que alavancou o aumento do desenvolvimento social.
    "A educação é o pior dos três indicadores (os outros são renda e saúde), mas é o que melhorou mais e mais consistentemente ao longo do período", disse o superintendente de Assuntos Econômicos do BNDES, Ernani Torres Filho.
    O trabalho mostra que o IDS-Educação aumentou 59,5% de 1995 a 2006. O indicador é feito para ir de 0 a 1, e no caso da educação vai de 0,34 em 1995 para 0,54 em 2006. No mesmo período, o IDS-Saúde subiu de 0,48 para 0,65 .
    O índice da renda estava em 0,55 em 1995 e chegou a 0,65 em 2006, mas ao contrário dos outros dois componentes do índice geral, a renda teve um comportamento muito volátil e sua alta mais significativa foi só no último ano, quando saiu de 0,59 em 2005 para 0,65 em 2006, com crescimento de 10,2%.
    De acordo com a PNAD, a renda domiciliar subiu 7,4% por habitante em 2006.
Desenvolvimento regional
    O IDS do Nordeste subiu de 0,13 para 0,35, o que é menos da metade dos índices da Região Sul, de 0,71, e da Sudeste, de 0,77.
    Já a Região Centro-Oeste saiu de um nível intermediário entre as demais regiões, de 0,44 em 1995, para o de 0,65 em 2006. O Norte quase não evoluiu no período, passando de 0,32 para 0,39.
    Os pesquisadores identificaram os investimentos em saneamento e aumento da permanência das crianças nas escolas, principalmente no Nordeste e no Norte, como maiores oportunidades para melhorar o desenvolvimento social e reduzir as disparidades regionais.
    As maiores diferenças entre regiões aparecem em relação ao saneamento, em que o Distrito Federal e Estados como o Rio de Janeiro têm cobertura de mais de 80%, contrastando com a situação de outros como o Amapá, que tem apenas 1,7% dos domicílios com rede coletora de esgoto.
    Os economistas estão otimistas quanto à tendência do IDS continuar melhorando. Um dos principais motivos para isso são as perspectivas de crescimento da economia brasileira a um ritmo de cerca de 5% neste ano e nos próximos anos, o que deve elevar a renda.
    Eles destacaram também a necessidade de continuidade de políticas do governo como o Bolsa Família e ressaltaram a importância dos investimentos em saneamento previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Quebrou o Rio Grande do Sul.

Governo de Yeda Crusius (PSDB) praticamente decretou falência do Estado. Ao contrário da maioria dos estados, que estão crescendo, Rio Grande do Sul vive o pior momento de sua história.


A crise gaúcha

Luis Nassif.

Boa matéria de Elder Ogllarl, no "Estadão" de hoje, sobre a crise financeira gaúcha. Clique aqui.
Comprova que falta estatura à governador Yeda Crusius para enfrentar um problema no qual todos seus antecessores falharam. 
As explicações para a crise não convencem. Primeiro, que o Rio Grande do Sul teria montado uma rede pública antes dos demais estados, e estaria pagando o preço. A própria matéria desmonta essa tese. Se fosse assim, Inglaterra e França também estariam quebrados.
Há a tentativa de encontrar raízes históricas para o endividamento. O ex-governador Jair Soares levantou empréstimos concedidos à infra-estrutura no início do século 20. Tá bom! Não tinha estado brasileiro que não se endividasse no período.
A razão maior, apontada corretamente na reportagem, foi o imediatismo e a falta de estadistas no período. Assim como seu colega mineiro Eduardo Azeredo, o ex-governador Antonio Britto se fiou no aquecimento da economia no segundo semestre de 1994 (induzida, em parte, pela apreciação do real) para conceder reajustes a torto e a direito. Na época, consultorias estimavam que o ICMS pudesse crescer de forma sustentada 12% ao ano.
Em junho de 1995, quando o sonho acabou, os dois estados estavam quebrados. No caso de Minas, Aécio Neves contou com Anastasia e Fouad Noman para ajeitar as contas. No caso do Rio Grande, faltou o estadista capaz do grande pacto político pelo ajuste.

Déficit da Previdência é menor do que se diz

  Comentário: Uma das bandeiras da mídia e economistas mais conservadores que é a redução da participação do Estado na seguridade social pode estar baseada em equívocos contábeis.

     A bandeira tem como objetivo a transferência cada vez maior das funções da seguridade para a iniciativa privada, que renderá grandes lucros ao mercado e pode tirar a proteção pública da maior parte da população. Nos EUA, 47 milhões de pessoas (16% da população) não contam com qualquer seguridade até os 65 anos.

     No Chile, que privatizou o sistema de seguridade em 1981, durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1989), o modelo faz água. No país de Michelet, menos de 50 % da força de trabalho chilena conta com a cobertura, mas os lucros do mercado são altíssimos.
       


Estudo da Unicamp mostra
 que o "propalado déficit" da Previdência resulta de um erro de cálculo


Luis Nassif.
Em encontro recente de especialistas em Previdência Social, organizado pelo CESIT (Carta Social e do Trabalho), do Instituto de Economia da Unicamp, foi apresentado um levantamento minucioso sobre a maneira como se manipulam as informações do orçamento para criar a idéia de déficit da Previdência Social. 
trabalho "Praticas Orçamentárias a Esvaziar a Previdência Social", de Flávio Tonelli Vaz e Floriano José Martins, assessores parlamentares.
***
O que os autores percebem é que não há uma separação correta entre os orçamentos Fiscal e da Seguridade Social. O da Seguridade Social deveria incluir todas as receitas e despesas específicas. Mas isso não ocorre.
No Balanço Geral da União, consta como receita do Orçamento Fiscal parcela grande de recursos oriundos de contribuições sociais, além do resultados das DRUs (Desvinculação das Receitas Orçamentárias), que dá ao governo direito de tirar recursos carimbados de outros setores.
O governo tem o direito de retirar recursos através da DRU. Só que esse dinheiro que sai não é computado como receita da Seguridade, inflando artificialmente o déficit do setor.
***
Se há sonegação, o buraco é tratado como déficit da Previdência. Quando o INSS consegue recuperar a dívida ativa, tanto a dívida quanto parte das receitas de juros, multas e correção monetária constam como receitas do Orçamento Fiscal.
Pela Constituição Previdência e Seguridade Social devem constituir um único orçamento. No entanto, parcelas da CPMF relativas ao fundo da pobreza, e taxas por serviços e ações do Ministério da Saúde entram como se fosse Orçamento Fiscal. E as despesas, como se fosse do Orçamento da Seguridade. No Orçamento Fiscal é tratado como "transferência" para a Seguridade. E a devolução desses recursos é tratada como déficit na Seguridade.
Outro item é o Fundo de Saúde Militar. O que é arrecadado dos militares entra no Orçamento Fiscal. As despesas com o Fundo, na conta da Seguridade. E nem despesa do sistema é.
***
Entre 1998 e 2006, a carga tributária avançou 4,3 pontos percentuais do PIB. A União ficou com 2/3 desse aumento. As receitas das contribuições sociais cresceram relativamente mais que o dobro do aumento verificado na carga tributária total. Como o aumento da carga foi decorrência da necessidade de aumentar o superávit primário, o correto teria sido aumentar a receita do Orçamento Fiscal, responsável pelos encargos da dívida e outras despesas financeiras.
Os autores não minimizam o aumento de despesas da Seguridade, saúde, assistência social e o impacto dos aumentos do salário mínimo. Apenas alertam para a manipulação de dados que cria um déficit artificial.
***
Colocando todos os itens de receita e despesa nos lugares corretos, os autores chegam a uma receita total da Seguridade Social de R$ 306,3 bilhões, contra despesas de R$ 254,3 bilhões.
A íntegra desse e de outros trabalhos pode ser baixado do site  da CESIT

domingo, 2 de dezembro de 2007

Fwd: Gramática, léxico e pouca lingüística


FHC tentou desfazer-se de Lula, e acabou mostrando que também tem problemas de gramática (usou "melhor educado" e não "mais bem educado").

Mas não é só o problema da concordância nominal que atrapalha FHC (e comum ele "cometer esse erro", que em espécie não é "menos grave" do que se atrapalhar em concordância verbal.)

O léxico pernóstico também provoca problemas sérios.

Moral da estória: não corrija, se não domina.

Era melhor, como os lingüistas, aprender que todos os nativos sabem a língua, embora nem sempre, como o próprio FHC, tenham domínio completo da gramática.


O leguleio de FHC

Luis Nassif.


Sabe o mais engraçado na manifestação de Fernando Henrique Cardoso sobre Lula? É que todo mundo se apegou ao "mais bem" (já nem sei mais o que era), e não se deu conta de que ele caprichou no "leguleio", mas utilizou a palavra de forma errada.
Olha o que ele disse:
"É preciso que o presidente Lula aja com menos leguleios ao companheiro da Venezuela. Espero que diga com clareza: eu sou contra. Até porque ele foi contra a reeleição em 1997."
Segundo o Houaiss, leguleio significa:
"1 aquele que observa rigorosamente as formalidades legais, interpretando a lei sem atentar para o espírito que a norteia; profissional formalista
2 (1899)Derivação: sentido figurado.
advogado que se vale de meios para confundir uma questão ou protelar o andamento das causas; chicaneiro, rábula"
Ou seja, a frase de FHC deveria ser: "É preciso que o presidente Lula não aja como um leguleio...." Mas certamente ele não conhece o significado da palavra, e a utilizou como "conversa mole", ou "embromação", ou "volteios". Quis sofisticar o termo, e se enrolou.
Conheço bem o termo porque, na discussão da Lei das Sociedades Anônimas, em início de carreira, entrevistei o advogado Fábio Konder Comparato, que se referiu a um advogado da Comissão Nacional de Bolsas de Valores como um "leguleio". Publiquei o termo, ele mandou uma carta à Veja desmentindo que tivesse dito isso.
Fiquei em situação difícil: a palavra de um repórter iniciante contra a de um comercialista consagrado. O secretário de redação Sérgio Pompeu acreditou em mim por dois motivos. Primeiro, porque lhe dei minha palavra de que Comparato havia dito isso sim. Segundo, porque até então nunca tinha ouvido a expressão. Tanto que grafei como lego-leio. Fui salvo pela ignorância.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Um a cada seis novaiorquinos passam fome

Comentário: A principal bandeira dos neoliberais era o Estado mínimo. E a certeza de que o mercado é a solução para tudo.

Olha o que vem acontecendo num país que tem um PIB de 12 trilhões de dólares, o correspondente à soma das economias do Japão (5 tri), da Alemanha (3 tri), da China ( 2.4 tri) e do Reino Unido (1.5).

O Estado mínimo de Bush simplesmente cortou em 3/4 a ajuda aos pobres.

Mas o mercado não supriu a demanda da miséria.

(obs. Com uma economia correspondente a 1/12 avos da americana, o Brasil soma ainda a infeliz marca de 36 milhões de miseráveis. Os EUA somam 30 mi.)


Fome já atinge um em cada seis nova-iorquinos, diz ONG

da BBC Brasil

Mais de 1,3 milhão de pessoas --um em cada seis nova-iorquinos-- não têm dinheiro para comprar comida suficiente e estão recorrendo às cozinhas públicas, segundo grupos americanos de luta contra a pobreza.

A Coalizão da Cidade de Nova York Contra a Fome afirma que o número de pessoas nas filas em locais e abrigos que distribuem comida gratuita aumentou em 20% neste ano.

Vários armazéns do chamado Food Bank, uma rede que distribui doações de alimentos em Nova York, também estão tendo dificuldade para suprir a demanda.

A ONG responsabiliza o aumento da pobreza e os cortes do governo em programas de alimentação no país pela situação.

"A pesquisa deste ano sobre os armazéns e pontos de distribuição de sopa mostra que mais famílias de trabalhadores, crianças e idosos estão sendo obrigados a buscar ajuda alimentar de emergência", afirmou o diretor executivo da coalizão, Joel Berg.

De acordo com a pesquisa, 59% dos programas de alimentação em Nova York, em comparação com 48%, no ano passado, disseram não ter recursos suficientes para suprir a demanda.

O Departamento de Agricultura americano afirma que 12,6 milhões de famílias em todo o país, ou mais de 30 milhões de pessoas --10% da população-- mão teve comida suficiente em casa em algum momento em 2006.

sábado, 10 de novembro de 2007

Jabor: só uma brincadeira..rsrs

(Texto de 2006)


Arnaldo Jabor para nosso Guru


Dotado de Sublime e Eterna Lucidez, capaz de nos encaminhar para um mundo melhor, vós fostes, fascinante Arnaldo Jabor, escolhido o Guru dos Novos Tempos. A votação se deu em meio ao único grupo humano que importa para a Humanidade, a Boa Classe Média.

Sim, da Boa Classe Média, porque precisávamos higienizar a eleição de massas ignorantes e intelectuais esquerdistas e fetichistas, como bem vós os denominastes no artigo, quer dizer, na matéria prima do dia  08 de agosto

Sim, da Boa Classe Média. Não da classe média que lê Drummond, Lispector, Guimarães Rosa, que ouve Chico Buarque, Pinxinguinha, Mozart. Não da classe média que discute textos de Raymond Aron, mas também de Gramsci e Michel Foucault.

Não da classe média que segue perdida pelos subúrbios em busca da quadra da Portela, da Mangueira, e que tem um nojo injustificável de racismo, de preconceitos de qualquer natureza.

Não da classe média que não acha que o morro é o inferno pelo simples de ser habitado por uma corja satânica.

Não da classe média que é capaz de discutir e aceitar o contraditório.

Somos da Boa Classe Média, porque não queremos ver mais nossas Suzanes Richthofens serem levadas ao Mal por irmãos Cravinhos, como disse na maravilhosa crônica do dia 21/07.

Somos da Boa Classe Média porque não queremos ver nossas filhas cair na mãos de suburbanos e funkeiros.

Somos da Boa Classe Média porque achamos, como Condolezza Rice (embora preta), que a força bruta é um meio justificável para aplacar a desrazão de latinos insubmissos, palestinos revoltados e iraquianos rebeldes. E que a dor desses povos é apenas a dor do parto de um mundo melhor.

Porque nesse mundo cada um deve saber o seu lugar. E nós sabemos o nosso. O melhor lugar.

Sabedoria extrema, oh Amado Arnaldo Jabor. Feliz decisão quando trocastes o vosso nome de Arnaldo Borja, que lembrava algo muito ibérico, por algo mais próximo do francês.

Mas vos aconselhamos, para finalmente vos eternizardes como nosso guru, que agora vos auto pronuncieis Arnald Jêibor, visto que cultura francesa lembra palavras tolas como igualdade ou fraternidade.

Vós que falastes dos caminhos para os intelectuais de esquerda (esses adoradores e eleitores de nordestinos, como Lula, Cristóvam e Helóisa Helena), das sutis diferenças entre o amor e o sexo (coitado de Freud!), das avaliações de esquemas táticos de esportes radicais, da política internacional de protetorados,  da criação de golfinhos, do terceiro livro da juventude de Tio Patinhas, das formas de cumprimento de costas, de ponto em cruz, da constituição geológica do calçadão de Copacabana e, ultimamente, da teoria dos modelos matemáticos aplicada à constituição do malte, deveis ser agraciado com uma estátua ali no lugar onde podereis ser para sempre adorado: no New York City Center, segurando uma tocha.

Ass. A Boa Classe Média.


Che: a mensagem subliminar da Veja.

Revista Veja substituiu a estrela de Che Guevara por uma estrela que lembra o símbolo do PT, na capa.

Ela sobressai e mostra a imagem de Che ao fundo.
 



A foto histórica


A capa da Veja de 1997


A capa da Veja de 2007, com a estrela falsa
 

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Resposta: Ali Kamel teria tentado beneficiar Editora Moderna II

Sugestão de resposta ao final.

O ataque de Ali Kamel ao livro da Geração Editorial, Nova História Crítica, o campeão de vendagem na disciplina, pode ter sido motivada pelo interesse da Editora Moderna em abocanhar o principal produto de uma das poucas editoras de capital totalmente nacional.

Num artigo seguinte, no Globo, Ali Kamel também "critica" uma suposta propaganda petista do Fome Zero (a edição é de 2003, ano do lançamento do programa), que estaria no campeão de vendagem da editora Moderna (Grupo espanhol Santillana) no que "prontamente" a Editora Moderna "admitiu" o erro, alertando que "já havia corrigido o problema" nas edições posteriores.

Ou seja: a "falsa denúncia" de Kamel contra o livro da editora Moderna teria servido para despistar o bombardeio contra o correspondente de mercado da Editora Geração.

Para se ter uma idéia do poder do Grupo Santillana, dono da Moderna, ele domina todo o mercado de livros didáticos da Espanha e de Portugal. E investe fortemente no mercado brasileiro e latinoamericano.

O Brasil que já chegou a ter 500 editoras para livros didáticos, agora só tem 12. A Geração Editorial resiste. Mas a concentração pode levar ao domínio total das editoras internacionais.

O MEC é o maior comprador de livros didáticos do mundo, um negócio de 720 milhões de reais, e o sucesso da Geração poderia estar incomodando, por isso.

A Editorial Santillana é o braço editorial do poderoso grupo Prisa, pertencente a Jesus de Polanco, também dono do El Pais, cadeias de rádio, televisão no mundo iberoamericano.

O EL Pais publicou artigo ressoando a polêmica no Brasil. Numa questão eminentemente doméstica, foi o único jornal estrangeiro a repercutir o caso .

O mega-empresário também é parceiro da Telefônica e do grupo Santander.

Outro a repercutir o caso foi o ex ministro da Educação, Paulo Renato de Souza, consultor da Santillana. A relação de Paulo Renato com a Santillana é tão forte, que a sua "braço direito" no MEC, Mônica Messemberg, é hoje diretora  de "assuntos institucionais",  junto a governos e prefeituras, no Brasil.

Mas se as ligações entre Paulo Renato e a editora Moderna (grupo Santillana) são claras, falta esclarecer qual o propósito de Ali Kamel atacar a concorrente Geração Editorial.

A pista poderia ser a íntima relação entre Kamel e Paulo Renato. Uma espécie de apoio estratégico. Mas seria só isso?

A resposta, na verdade, pode estar na joint venture entre editora Globo e editora Moderna, chamada UNO, produtora de materiais didáticos, forma de driblar os limites impostos pelo MEC (no MEC, a escolha é feita pelas Universidades. Antes era suscetível a lobbies.)

Como não podem "vender" livros, são produzidas apostilas e recursos midiáticos, negociadas diretamente com prefeituras e governos de Estado.

È um mercado milionário que já tem a Abril como concorrente e outras de menor peso.

Bombardear a política do MEC e enfraquecer a política de escolhas de livro didáticos (ou seja, tirar das mãos das Universidades), a partir de supostos "escândalos ideológicos", pode forçar uma tentativa de reformulação dessa política, que é considerada uma das mais indicadas do mundo.

Não foi à toa que o ministro Paulo Renato ensaiou pedir uma  CPI dos livros didáticos. Se o plano desse certo, poderia se instalar uma "crise", própria para obrigar uma correção de rota.

Com a "revisão" e conseqüente abertura de mercado, um negócio bilionário estaria livre para ser explorado.

Ali Kamel pode estar no centro dessa articulação.

Ali Kamel teria tentado beneficiar Editora Moderna

O ataque de Ali Kamel ao livro da Geração Editorial, Nova História Crítica, o campeão de vendagem na disciplina, pode ter sido motivada pelo interesse da Editora Moderna em abocanhar o principal produto de uma das poucas editoras de capital totalmente nacional.Num artigo seguinte, no Globo, Ali Kamel também "critica" uma suposta propaganda petista do Fome Zero (a edição é de 2003, ano do lançamento do programa), que estaria no campeão de vendagem da editora Moderna (Grupo espanhol Santillana) no que "prontamente" a Editora Moderna "admitiu" o erro, alertando que "já havia corrigido o problema" nas edições posteriores.

Ou seja: a "falsa denúncia" de Kamel contra o livro da editora Moderna teria servido para despistar o bombardeio contra o correspondente de mercado da Editora Geração.

Para se ter uma idéia do poder do Grupo Santillana, dono da Moderna, ele domina todo o mercado de livros didáticos da Espanha e de Portugal. E investe fortemente no mercado brasileiro e latinoamericano.

O Brasil que já chegou a ter 500 editoras para livros didáticos, agora só tem 12. A Geração Editorial resiste. Mas a concentração pode levar ao domínio total das editoras internacionais.

O MEC é o maior comprador de livros didáticos do mundo, um negócio de 720 milhões de reais, e o sucesso da Geração poderia estar incomodando, por isso.

A Editorial Santillana é o braço editorial do poderoso grupo Prisa, pertencente a Jesus de Polanco, também dono do El Pais, cadeias de rádio, televisão no mundo iberoamericano.

O EL Pais publicou artigo ressoando a polêmica no Brasil. Numa questão eminentemente doméstica, foi o único jornal estrangeiro a repercutir o caso.

O mega-empresário também é parceiro da Telefônica e do grupo Santander.

Outro a repercutir o caso foi o ex ministro da Educação, Paulo Renato de Souza, consultor da Santillana. A relação de Paulo Renato com a Santillana é tão forte, que a sua "braço direito" no MEC, Mônica Messemberg, é hoje diretora  de "assuntos institucionais",  junto a governos e prefeituras, no Brasil.

Mas se as ligações entre Paulo Renato e a editora Moderna (grupo Santillana) são claras, falta esclarecer qual o propósito de Ali Kamel atacar a concorrente Geração Editorial.

A única pista pode ser a íntima relação entre Kamel e Paulo Renato. Uma espécie de apoio estratégico. Mas seria só isso?

O problema do alinhamento da imprensa.

Aí pessoal, o problema do alinhamento da imprensa, que nunca é discutido.

A crítica que sempre externei à imprensa devia-se ao fato de claramente ela ter se alinhado, o que é muito diferente de ser independente.

Na Venezuela, dizem os maiores perseguidos não são os pró-Chavez, nem os anti-Chavez. Mas os que estão no meio, visto que, ou apanham de Chavez, ou apanham da mídia.

A imprensa oposicionista é tão perigosa quanto a governista. Ambas são chapas brancas, visto que, em algum lugar e salvo partidos pequenos, a oposição é poder. E, na luta engajada, sobra hipocrisia e anti jornalismo

Quem tenta, na guerra insana, um ponto de equilíbrio, geralmente é confundido com o defensor do adversário. Quem se posicionou contra os denuncismos e a indústria do escândalo foi condenado por não aderir à falsa indignação.

O que Nassif mostra abaixo é o horror de quem não percebeu a cilada em que estava se metendo.



Política e hipocrisia

Coluna Econômica - 05/10/2007
Nassif.
Na CPI do Mensalão, um dos parlamentares mais críticos e ativos era o deputado federal Eduardo Paes (PSDB-RJ). Batia, questionava, expressava indignação, aparecia.
Esta semana Paes trocou o PSDB pelo PMDB e declarou que, em caso de candidato ao governo do Rio de Janeiro, não abdicará do apoio de Lula. Hipocrisia? Sim. Mas absolutamente usual na política nacional.
Nos seus tempos de oposição, o PT esmerou-se em fazer tempestade em copo d'água para criar crises políticas artificiais ou reais. Como oposição, o PSDB faz o mesmo jogo, a ponto de aliar-se a uma ultra-direita barra –pesada.
Petistas históricos, tucanos históricos estão órfãos. Mas para onde ir?
***
De seu lado, a chamada grande mídia usa politicamente os escândalos, denunciando de maneira seletiva. Exemplo? Denunciou-se o "mensalão" do governo federal. Depois, constatou-se que havia um "mensalão" mineiro.
Em breve será revelado o "mensalão" paulista, mostrando alianças entre o ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz e o ex-governador paulista Geraldo Alckmin.
O mesmo esquema controlou a Nossa Caixa e o BRB, financiou as mesmas ONGs e as mesmas publicações ligadas aos tucanos. E, possivelmente, o mesmo Marco Valério estava por trás do esquema Roriz – já que sua agência era uma das que serviam ao GDF (Governo do Distrito Federal).
É questão de tempo para o Ministério Público completar as investigações.
***
Todo esse estoque de escândalos fica guardado, como produtos em gôndolas de supermercados. Aí o jornal ou a televisão escolhe o alvo que quer atingir, vai na prateleira, tira o produto, desembrulha e transforma em escândalo.
Os atingidos reagem com a indignação dos inocentes; a oposição, com a indignação dos justos. E ambos sabem que tudo não passa de uma enorme marmelada.
***
A tragédia dessa história é que a hipocrisia chegou a tal nível que praticamente transfigurou os partidos políticos. Vinte e cinco anos após a redemocratização, não existem mais partidos políticos programáticos; não existem centros referenciais de pensamento político e econômico; e não existe uma opinião pública que sirva de referência – como ocorreu, bem ou mal, nos anos 80 até meados dos anos 90.
Essa falta de rumo abre espaço para chantagens políticas e jornalísticas de toda espécie. Suponha que, de repente, um presidenciável queira romper com o discurso mercadista e lançar uma nova bandeira.

Imediatamente uma dessas grandes publicações irá até a prateleira, escolherá um escândalo novo ou velho, inédito ou conhecido, e transformará em arma para atingir o indigitado.
Com isso, têm-se hoje presidenciáveis que poderiam estar brandindo um novo discurso, e que quedam inertes, à mercê desse jogo hipócrita.
***
Parte da opinião pública se dá conta dessa hipocrisia. Mas para onde caminhar? Partidos políticos, não mais existem. A perda de rumo é total, entre outras coisas porque estão ocorrendo transformações profundas na sociedade brasileira, que irão resultar inexoravelmente em mudanças.
Que tipo de mudanças? Nem mesmo um oráculo poderá prever.

Ali Kamel "corrige" a cor dos brasileiros

Observem a pesquisa do IBGE

Brancos ganham em média 40% mais do que PRETOS OU PARDOS com mesma escolaridade

"Os rendimentos médios de pretos e pardos se apresentavam sempre menores que os dos brancos. Mesmo quando são considerados os rendimentos-hora de acordo com grupos de anos de estudo, as diferenças permaneciam, com o rendimento-hora dos brancos em média 40% mais elevado que o de pretos e pardos para uma mesma faixa de anos de estudo"

Agora, o Terra.

Brancos ganham 40% mais do que NEGROS e PARDOS, diz IBGE

__________

Comentário: onde havia PRETOS, entrou "NEGROS", o que exclui PARDOS (mulatos) da classificação de "NEGROS" (para o IBGE, negros são pretos  +  pardos).

 É o que se pode chamar efeito Ali Kamel, que defende a "correção" e impôs à "nova classificação" aos telejornais da casa.

Com isso o país deixa de ser uma das maiores nações com negros no mundo.

Só temos agora 6%. Pelo menos para a grande imprensa.

A questão é que, apesar dessa "correção" que a imprensa está fazendo sobre as designações do IBGE, nada muda: PARDOS continuam ganhando 40% menos apesar da escolaridade.

Moral da história: se à noite todos os gatos são pardos, no mercado de trabalho, todos os pardos são negros.

_____________

Anedota: Diz-se que Ali Kamel chega à Rede Globo e determina: daqui em diante, não há mais negros ou brancos na redação. Todos são azuis.

No que foi prontamente aplaudido pelos jornalistas - chegando a serem mais ovacionados pelos mais submissos.

Mas para efeito de organização, continuou, os 95 % azul-claros sentam na frente, e os 5 % azul-escuros sentam atrás.

Agora, jornalistas defendem mensalão tucano!

Os mesmos que se indignaram agora mostram-se mais compreensíveis e cautelosos.

Quem se enganou com eles? Alguem pensou que defendessem a pátria?

Seremos cautelosos (pelas acusações fáceis ou prejulgamentos!) com todos. Ou indignados com todos (pelo montante de dinheiro público envolvido) ?

Isso é que dá pensar com a lógica das novelas.

23/09/07 12:29

As diferenças entre mensalões

Da Dora Kramer, no Estadão de hoje
"Podem-se invocar diferenças entre um esquema e outro, sendo a principal delas a amplitude (uma foi federal e outra estadual) e a notoriedade dos envolvidos. É diferente também o impacto provocado por um caso e outro, já que no federal estava à frente um partido de combate em prol da ética e isso, obviamente, assusta bem mais.
Do André Petry, da Veja
"O conteúdo, no entanto, é distinto. No caso tucano, pelo que se sabe até agora, é um caixa dois eleitoral. É um crime, mas o crime é esse.
No caso petista, o mensalão também teve seu lado de caixa dois eleitoral, mas foi bem mais do que isso. Serviu sobretudo para subornar outro poder, trocando apoio por dinheiro e violando um princípio basilar da democracia. Simbolicamente, os petistas fecharam as portas da Câmara dos Deputados e foram às compras. No bazar das consciências de suas excelências, arremataram as mais baratas, as mais convenientes. É corrupção ativa e passiva. E é, também, um crime de lesa-democracia".
"O esquema do PT em Brasília é pior do que o do PSDB em Minas? Talvez seja, sobretudo porque o mensalão tomou a estrutura do PT, com adesão de toda a sua antiga cúpula, mostrando que a roubalheira tinha uma espécie de chancela institucional. No caso tucano, não há indicações de que a pilantragem de Eduardo Azeredo tenha sido organizada e executada pela cúpula nacional do PSDB".


O "Boca do Inferno" está de volta!


O jeito metralhadora de Ciro Gomes está de volta

Ciro diz que CPMF é assunto de branco que não quer pagar imposto

da Agência Folha, em Fortaleza
O deputado federal e ex-ministro Ciro Gomes (PSB) fez ontem uma forte defesa da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), que o governo federal tenta prorrogar no Congresso. Para ele, "a CPMF é assunto de branco que não quer pagar imposto, para que o povo perca o Bolsa Família".
"Se acabar a CPMF, acaba o Bolsa Família. Isso é o que eles [a oposição] querem e não têm coragem de dizer", afirmou Ciro, em Teresina.
Ciro fez uma palestra na Assembléia Legislativa do Piauí em homenagem aos 60 anos de fundação de seu partido, o PSB.
A jornalistas ele voltou a admitir que pode ser candidato a presidente em 2010, mas rechaçou que se inicie a discussão sobre sucessão presidencial agora, por faltar ainda mais de três anos do governo de Luiz Inácio Lula da Silva pela frente.
"Eu não seria sincero em afirmar que não sou candidato, mas, com a experiência que tenho, também não seria justo falar de sucessão presidencial, já que estamos apenas nos primeiros nove meses do segundo mandato do presidente Lula, e nosso objetivo é contribuir para que ele faça um bom trabalho", disse.
Ciro já foi candidato a presidente duas vezes (em 1994 e em 1998) e disse que isso, por si só, já demonstra seu desejo de governar o país. O deputado tem viajado por vários Estados para fazer palestras sobre a conjuntura nacional e lidera, no Congresso, um bloco formado pelo PSB, PDT, PC do B, PRB, PHS e PMN, que discute uma candidatura própria em 2010, independentemente do PT.
Ainda assim, ele voltou a rechaçar a antecipação do debate presidencial: "Acho absurdamente um desserviço ao país se discutir eleição quando o presidente não inteirou nem nove meses de quatro anos de governo", afirmou.

Por que são pobres? Ou por que são do Pro Uni?



---------- Forwarded message ----------
From: wedencley alves <wedenn@yahoo.com.br>
Date: 21/09/2007 17:21
Subject: Por que são pobres? Ou por que são do Pro Uni?
To: Weden Alves <wedenn@yahoo.com.br>


Da série: Este fato nunca virou notícia.

Sucesso dos alunos do Pro Uni é ignorado pela Mídia.


Alunos do ProUni se destacam no Enade





Os estudantes universitários beneficiados pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) obtiveram notas superiores aos alunos de ensino superior não-bolsistas no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2006. Os resultados do Enade foram divulgados no final da semana passada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC).
O resultado apontou superioridade dos bolsistas do ProUni em 14 das 15 áreas do conhecimento avaliadas: administração, arquivologia, biblioteconomia, biomedicina, ciências contábeis, ciências econômicas, comunicação social, design, direito, formação de professores (normal superior), música, psicologia, secretariado executivo, teatro e turismo. Participaram do exame 871 municípios, em todos os estados e no Distrito Federal, com 386.524 estudantes — 211.837 ingressantes e 174.687 concluintes — pertencentes a 5.701 cursos de 1.600 instituições de educação superior.
No curso de administração — área com maior número de universitários no país — os estudantes do ProUni atingiram nota média de 48,7, na escala de 0 a 100, enquanto os não-bolsistas ficaram com 39,9. Na formação de professores (normal superior), os beneficiados pelo ProUni obtiveram 50,4 enquanto os não-bolsistas, 46,1. A maior diferença ocorreu nos cursos de biomedicina, 55,0 contra 44,7.
Para o secretário de Educação Superior, Ronaldo Mota, "os resultados do Enade demonstram que o ProUni não só atinge um grande contingente de alunos, mas qualifica a educação superior. Invariavelmente, os beneficiários do ProUni têm apresentado rendimento acadêmico superior aos não- bolsistas".

Ali Kamel indexa livro de história.

O caso do livro no index

Ali Kamel, poderoso chefão da Rede Globo, tenta "queimar" o MEC da atual gestão, condenando livro adotado em 2002, e retirado de distribuição justamente nesta.

Obs. Ali Kamel, o sofista, é o mesmo que garante que o Brasil só tem 6% de negros, e proibiu, de forma ditatorial, os jornalistas da Globo de dizer o contrário.

Luis Nassif

A guerra ideológica continua produzindo uma vítima recorrente: a notícia. Digo isso a propósito do artigo de Ali Kamel em "O Globo", reproduzido no "Estadão", desancando o livro "Nova História Crítica, 8ª série" – acusado por ele de doutrinação comunista - , e denunciando o MEC (Ministério da Educação) de distribuí-lo gratuitamente.
A denúncia repercutiu na imprensa mundial, de "El Pais", na Espanha, ao "Miami Herald", nos Estados Unidos.
Na verdade o livro foi adotado pelo MEC em 2002, gestão Fernando Henrique Cardoso, e deixou de ser adotado em abril deste ano, gestão Luiz Ignácio Lula da Silva. E Kamel sabia disso.
***
Nem a indicação foi culpa de FHC (se é que se pode falar em culpa), nem a desclassificação foi obra de Lula.
Kamel sabia que o processo de seleção de livros, pelo MEC, virou uma política de estado, ainda na gestão FHC, e não houve nenhuma modificação que sinalizasse para sua politização.
O sistema de seleção criado virou padrão para muitos países. O papel do MEC é definir um conjunto de universidades que sejam centros de excelência. Depois, cada qual indica professores para analisar as obras. O MEC avalia apenas se há conflito de interesses, se o professor eventualmente tem ligação com alguma editora.
Em seguida, todos são chamados a Brasília e lhes são entregues os livros sem identificação de editora ou autor. As obras recomendadas entram em uma lista do MEC e são apresentadas às escolas, para escolha dos professores.
***
Antes, havia um problema. Grandes editoras faziam um trabalho de marketing, enviando vendedores para convencer os professores. O MEC corrigiu o que considerava uma distorção. Passou a editar um Guia de Leitura e a remeter para as escolas. E os professores passaram a fazer escolhas pela Internet. Esse modelo reduziu o poder de fogo das grandes editoras, gerou muita pressão, mas abriu a possibilidades para pequenas e médias editoras entrarem no mercado.
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O livro em questão entrou para a lista em 2002, devido à avaliação positiva de um professor da UNESP (Universidade Estadual Júlio de Mesquita Neto), ainda na gestão Paulo Renato de Souza.
Quem retirou de pauta, na última avaliação, em abril passado, foi a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, pois os novos avaliadores entenderam que as ressalvas eram fortes demais para que permanecessem. Nem o MEC interferiu no primeiro movimento, nem interferiu no segundo.
A única mudança que fez foi ampliar o número de universidades de quatro para oito. O livro acabou vetado por um avaliador de uma nova universidade incluída na seleção.
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Repito, Kamel sabia disso. Mais. Na seleção de trechos que colocou, do livro, menciona o que considera loas aos regimes comunistas. Mas deixou de fora trechos do livro em que há críticas explícitas ao marxismo, a Stalin e a Mao.
Pior: homem que domina as estatísticas, deixou as ferramentas de lado na hora de analisar as obras colocadas à disposição dos professores.
Existem 400 livros didáticos apenas na 4ª e 5ª séries. Não se valeu sequer de amostragem estatística, como, por exemplo, avaliar 20 livros e constatar problemas em parte deles.


Noticiário não destaca redução da miséria!

O Holocausto pôs fim à vida de 6 milhões de judeus. O maior crime da História.

A miséria põe em risco a vida de milhões de pessoas no mundo. E 6 milhões de pessoas morrem por ano devido ao estado de miserabilidade. Um holocausto a cada ano.

No jornalismo, a matéria de maior relevância deve ser a de maior destaque!

A redução da miséria deve ser a primeira manchete de qualquer meio de comunicação, em qualquer tempo, em qualquer lugar.

Onde está a notícia sobre os 6 milhões a menos de miseráveis no Brasil, fato constatado pelo IBGE em 2006?

Encontre, se for capaz!

Direto do G1:

Dia 19/09 - 23 h.

Câmara aprova continuação da cobrança da CPMF em 1º turno Proposta de Emenda à Constituição ainda precisa ser votada em 2º turno e depois passar pelo Senado.


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Na verdade, nosso jornalismo está pouco ligando para a miséria alheia.