segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Ciclo dos Caixotes

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Revelação: Serra e Agripino armaram o "caso Lina"


Num dia Serra e Agripino se encontra. No outro Lina é chamada a Natal para conversar com Agripino. No dia seguinte, Lina aparece com a denúncia.

No dia 19, Lina teria se encontrado com Dilma. Mas nem Dilma nem Lina estavam em Brasília.

Blogosfera vai desvendando a tentativa de golpe.

1.O encontro de Serra com Agripino.
2. O encontro de Agripino com LIna
3. O dia da "denúncia" de LIna


Reunião em SP pode ter acontecido para preparar o factóide Lina Vieira

Será que foi nesta reunião sem assunto específico que acertaram a acusação feita pela ex-secretária Lina Vieira?

A farsa estourou na Folha dia 08.08.09, cinco dias após essa reunião sem assunto e muito mal explicada.


Agripino se reúne com José Serra em São Paulo
Segunda-feira, 03/08/2009 às 15h54

Líder do Democratas tem encontro com o governador e com o presidente nacional tucano, Sérgio Guerra; não há assunto específico no encontro.

Por Júlio Pinheiro
Geraldo Magela - Agência Senado

"São reuniões de rotina", disse o senador José Agripino (DEM)

O senador José Agripino (DEM) mantém a sintonia com os membros do PSDB do país. Na tarde desta segunda-feira (3), o parlamentar potiguar terá encontro com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e com o presidente nacional da legenda, o senador pernambucano Sérgio Guerra. De acordo com o democrata, não há um tema específico.

Acompanhado pelos deputados ACM Neto e Rodrigo Maia (presidente do DEM) na visita, Agripino diz que a cada dois meses ocorrem esses encontros com líderes tucanos, como forma de "colocar os assuntos em dia". No entanto, a pauta das discussões não é 2010, quando Serra deverá ser o candidato do PSDB à Presidência da República com o apoio do DEM.

"São reuniões de rotina. Estive com Aécio (Neves, governador de Minas Gerais) também há poucos dias. Rogério (Marinho, deputado federal) me avisou que Serra também vai a Natal no próximo mês, aí decidi vim visitá-lo, mas sem um assunto em especial", explicou Agripino.

Os governadores José Serra e Aécio Neves confirmaram presença na finalização da campanha RN 45, que é um movimento para conseguir mais filiados e ampliar o debate dentro do PSDB para a eleição de 2010. O senador José Agripino já garantiu que estará no palanque tucano no estado na próxima eleição.



quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Fwd: Quem mandou negão ter Ecosport? Apanhou no Carrefour

O caso de racismo em São Paulo gerou uma concorrência curiosa.

O Jornal Nacional deu. O que é quase impossível, pois este é um assunto tabu no jornalismo da Globo.

Mas desta vez ficou com medo da Record cobrir melhor. Aí no dia seguinte, a Record correu atrás e deu também.

Ou seja: a concorrência fez Ali Kamel descobrir que há racismo no Brasil.

Homem negro é confundido com bandido e espancado por segurança de supermercado na Grande SP



quarta-feira, 17 de junho de 2009

Tiro pela culatra contra as cotas


Comentário: se racismo no Brasil não existe, por que causa tanta "surpresa" um homem negro passeando de mãos dadas com uma mulher branca (o inverso é "permitido", é "normal")?

Rodrigo Vianna e racismo:´Estadão´ queria alguém contra as cotas, errou na fonte

Atualizado em 16 de junho de 2009 às 22:21 | Publicado em 16 de junho de 2009 às 21:45

Racismo: ´Estadão´ queria alguém contra as cotas, mas errou na fonte; gringo defendeu cotas e Cuba

por Rodrigo Vianna, em Escrevinhador

Parte da elite brasileira detesta essa história de cotas. Há um jornalista, à frente da Redação da TV Globo, que jura não haver racismo no Brasil. Até aí é problema dele. Mas o sujeito insiste em pautar "reportagens" que comprovem essa tese.

A Globo tem duas ou três "fontes marcadas para falar" exatamente aquilo que o diretor de jornalismo quer ver no ar. São "especialistas" que defendem a mesma tese: o racismo no Brasil não existe, e estabelecer cotas é que vai "insuflar" o racismo nessa nossa sociedade doce, tranquila, onde impera a "democracia racial".

Entenderam? Racismo não existe. Cotas é que vão criar racismo.
A "tese" é exposta seguidamente, nas "reportagens" da Globo, por uma socióloga do Rio de Janeiro e por um geógrafo paulista que tem opinião sobre tudo!
Para não parecerem insensíveis, esses "especialistas" (sob patrocinio permanente do Ratzinger do jornalismo global) costumam defender que o certo é "educação de qualidade para todos", assim brancos pobres e negros pobres ganhariam o direito a um futuro melhor.

Então, tá. A gente vai ficar esperando. Ou melhor: a gente não vai esperar, porque a sociedade brasileira resolveu investir nas cotas. Para horror da turma do Leblon e Higienópolis.

A idéia dos que defendem cotas é a seguinte: educação de qualidade é pressuposto, serve para negros e brancos. Serve no longo prazo. E serviria mais ainda se essa fosse uma sociedade menos desigual. As cotas, por outro lado, dão um empurrãozinho a mais para aqueles que saem em desvantagem nessa corrida: os negros e seus descendentes, que foram escravizados durante mais de 3 séculos. Trata-se de fazer Justiça: trata-se de oferecer ferramentas diferentes para quem parte de condições diferentes.

A turma anticotas aceita, no máximo, no máximo, "umas cotas para pobres".

Até entendo: assim, não se mexe na velha ferida do racismo, nas memórias dos navios negreiros. Assim, não se atiçam velhas culpas, nem velhas perversidades. Assim, brancos e negros seguem irmanados pela "lei", que  trata a todos com igualdade nessa doce terra. Certo?

O "Estadão" (aquele jornal meio decadente de São Paulo), que eu saiba, também é contra as cotas. Mas isso não impediu o jornal de entrevistar um professor dos Estados Unidos que desmonta a tese de Ratzinger e seus asseclas.

Veja um trecho (a pergunta do repórter embute a tese da turma anti-cotas; e a resposta, direta,  ajuda a desmontar a tese).

"(P) - Críticos das cotas para negros dizem que elas teriam o efeito colateral de "fomentar o ódio racial". O Brasil correria o risco de ser repartido em etnias. O sr. concorda?

Conforme dados oficiais do IBGE nos últimos 30 anos, o Brasil efetivamente já é uma sociedade bicolor. Pardos e pretos experimentam níveis de desigualdade e discriminações bastante parecidos e o IBGE juntou os dois grupos numa só categoria de ?negros?. Criar um sistema de cotas dividido em brancos e negros seria reconhecer a realidade social e racial do país. A sociedade brasileira não pode deixar de responder às marcadas e seculares desigualdades raciais que a afligem. "

Sugiro que vocês leiam a entrevista na íntegra. Até para notar como é confusa a edição feita pelo jornal.

O título (e o texto de abertura) dão a entender que o especialista é contra as cotas para os pobres. Mas o que ele afirma é diferente: "cota para pobres não vai resolver os problemas enormes dos afro-brasileiros que estão na luta para entrar, ou avançar, na classe média". Ou seja: cota para pobre não basta, seria preciso ir mais longe, combinar vários tipos de ação afirmativa.

O título escolhido pelo jornal deixa tudo na dúvida. Foi proposital?

''COTA PARA POBRE NÃO RESOLVE PROBLEMA''
George Reid Andrews, historiador e autor de livros sobre o Brasil, defende ações afirmativas e concorda com as decisões judiciais, mas faz algumas ressalvas.


PARA LER A ENTREVISTA  NO BLOG DO RODRIGO, CLIQUE AQUI . HÁ UMA CHARGE IMPERDÍVEL.

 


terça-feira, 21 de abril de 2009

Prender banqueiro é crime. Torturar empregada, não.

Comentário: Marcelo Itagiba declarou ontem que Paulo Lacerda,
ex-diretor da Polícia Federal, é o mandante do crime de "escutas
ilegais" no caso Satiagraha. A ilegalidade destas escutas nunca foi
provada (então, se põe a culpa em quem permitiu, os juízes).

Já o atual diretor da Polícia Federal tem em seu currículo um caso de
tortura contra a própria empregada. A CPI ignora.

Mas mais do que a CPI, a imprensa, nossa grande imprensa, condena
Paulo Lacerda e silencia sobre Luiz Fernando Corrêa.


Mino Carta/Carta Capital (a exceção)

Que plano republicano é este em um país que se diz República? Até
parece que as maiores ameaças rondam o Brasil, republicano há 120
anos, e sua atual Constituição, velha de 21. O simples anúncio de que
os representantes dos Três Poderes democráticos se reuniram para
assinar o tal imponente e caudaloso documento presta-se a despertar,
muito além de perplexidades, espanto e temores. Ou não, melhor cair na
gargalhada?

Fosse este, ao contrário do que entendia De Gaulle, um país sério,
teríamos fartas razões para recear uma ruptura institucional, a impor
a urgência de um acordo por cima. Sim, convenhamos: a nação não parece
incomodar-se com a solene encenação. Mas, assim como cabe a pergunta
"que República é esta?", também vale outra: que nação é esta?

Interpretação viável. O presidente do STF, Gilmar Mendes, denuncia há
tempo a ameaça de um "Estado policial" pronto a se instalar no País,
se já não teria tomado posse. Não falta quem, do lado oposto, aponte a
tentativa do ministro Mendes de submeter o Brasil a um "Estado
judicial". Estaria aí o confronto em andamento?

Pode ser. Mas não se desenrola também uma luta surda, porém acirrada,
dentro da própria PF? Remonto, talvez instintivamente, à Operação
Satiagraha como a um divisor de águas, momento fatal que separa o
antes do depois. A partir daí o circo arrisca-se ao incêndio, a
despeito da tentativa bombeira da mídia. Com os habeas corpus a Daniel
Dantas, Mendes ganha dimensão extraordinária, reforçada pela história
fantasiosa do pretenso grampo da sua inócua conversa com o senador
Demóstenes, o que o leva a "chamar às falas" o presidente da
República. E o presidente? Acede ao chamado.

Decorrem implacavelmente o desterro do diretor da Abin, Paulo Lacerda,
e as diversas vicissitudes sofridas pelo delegado Protógenes e pelo
juiz Fausto De Sanctis. Recordo que na manhã do dia em que foi
deflagrada a Satiagraha, figura importantíssima do governo (escolho o
superlativo, embora avise não se tratar do presidente Lula) ligou-me
para dizer: "Viu, viu o que a gente fez?"

Caí das nuvens, nada sabia. Ouvi todas as explicações do outro lado da
linha, a começar pela frase: "Prendemos o orelhudo". A figura,
sublinho importantíssima, estava eufórica. Com o decorrer dos dias e
dos meses mudou o tom. Quem sabe a manada tenha entrado na linha.
Encontro motivos, contudo, para acreditar no delegado Protógenes
quando afirma que a Satiagraha recebeu o aval do Palácio do Planalto.

Seria o destino do banqueiro do Opportunity tão decisivo para a saúde
da República? Haja surpresa. De todo modo, enxergo no pacto
republicano o enésimo arreglo para oferecer aos privilegiados do
Brasil ulteriores e mais amplos privilégios. Acerto a bem da patota,
da turma, do grupo. Do estamento, diria Raymundo Faoro, de vivíssima
memória nesta redação. Algo bem mais medíocre do que a célebre
conciliação das elites, mas de efeitos igualmente deletérios para a
maioria dos cidadãos, sufragado pelo apoio, diria mesmo a proteção, da
mídia.

Sim, que República é esta, que nação, que elites... E qual seria o
país sério, democrático e civilizado em que a mídia não repercute uma
grave acusação contra o chefão da polícia, suspeito de atentado aos
direitos humanos?

CartaCapital, com uma reportagem de Leandro Fortes, acusou o diretor
da PF, Luiz Fernando Corrêa, de ter torturado a empregada doméstica da
avó da mulher nas dependências da polícia de Porto Alegre, quando lá
prestava serviço. Corrêa não soube produzir explicações convincentes
para o fato, e muito menos o desmentiu categoricamente. Contou,
entretanto, com o costumeiro silêncio do jornalismo pátrio. Normal,
normalíssimo. Estamos é no Brasil.

domingo, 22 de março de 2009

Para o Datafolha, população do Nordeste é igual à do Sul


Comentário: Há algo estranho na última pesquisa do Datafolha, que mereceu quatro páginas na Folha de sexta-feira. Pelos cálculos do instituto, a população do Nordeste é igual à população do Sul, consequentemente o número de eleitores é parecido. Pelo menos é o que se constata pelo número de entrevistados em cada região.

Segundo o IBGE, a população do Sul é de 25 milhões de pessoas, ou 15% da população brasileira, enquanto o Nordeste responde por 45 milhões ou 28% do total. Mas entre os entrevistados do Datafolha (que mereceu nada mais nada menos do que quatro páginas na edição de sexta da Folha), 28% moravam na Região Sul.

Ainda assim, a pesquisa mostrou queda ínfima de Lula e crescimento de Dilma. Agora, podemos perguntar para que um Instituto precisa se queimar por algo tão idiota? Para piorar o vexame, o Datafolha constatou que Lula caiu mais no Nordeste (81% para 77%) do que no Sul (59% para 57%). Ou seja, se tivesse respeitado a proporcionalidade, a diferença poderia ter sido um pouco maior a favor do instituto.

Chega ser infantil.

Do blog Vi o Mundo.

Mesmo com os efeitos da crise atingindo o Brasil, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua mantendo altos índices de aprovação. Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (20), mostra que 65% consideram o governo ótimo ou bom, contra apenas 8% que o vêem como ruim ou péssimo. Para 27%, o governo é regular.

A pesquisa traz um diferencial importante em relação às avaliações anteriores do mesmo Datafolha: nesta rodada, foram entrevistadas 11.204 pessoas, três vezes mais do que a média do instituto nos três levantamentos realizados em 2008. Também chama a atenção o peso dado agora à Região Sul, que responde por 27% dos entrevistados. Nas edições anteriores (março, setembro e novembro de 2008), eles eram, respectivamente, 9%, 15% e 11%.

Além disso, o peso do Nordeste desta vez ficou igual ao do Sul: 28%. Nas três edições de 2008, tinha mais ou menos ou o dobro: 18%, 28% e 20%.

Com o universo bastante ampliado e a proporcionalidade regional alterada, os números registraram pequena modificação em relação à pesquisa de novembro de 2008, quando foram ouvidas 3.486 pessoas. Assim, diminuiu o percentual de ótimo e bom (70% para 65%), aumentou o de regular (23% para 27%) e ficou praticamente estável o de ruim e péssimo (de 7% para 8%), considerando-se a margem de erro de dois pontos percentuais.

A nota média atribuída ao desempenho do presidente Lula quase não sofreu variação. Era de 7,6 em novembro e está em 7,4 agora.


sábado, 21 de março de 2009

Gilmar Mendes ameaça jornalista e impõe censura





Comentário: "Tome cuidado com este tipo de pergunta, disse ao jornalista acreano". Depois disse a seguranças:  "fica de olho nele que é perigoso".

Antes, porém pediu a censura de um programa inteiro da TV Câmara. O que foi prontamente atendido por Temer.


Por Leandro Fortes

CARTA ABERTA AOS JORNALISTAS DO BRASIL


Com cópias para:


Sérgio Murillo de Andrade, presidente da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj);

Maurício Azedo, presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI); e

Romário Schettino, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF)


No dia 11 de março de 2009, fui convidado pelo jornalista Paulo José Cunha, da TV Câmara, para participar do programa intitulado "Comitê de Imprensa", um espaço reconhecidamente plural de discussão da imprensa dentro do Congresso Nacional. A meu lado estava, também convidado, o jornalista Jailton de Carvalho, da sucursal de Brasília de O Globo. O tema do programa, naquele dia, era a reportagem da revista Veja, do fim de semana anterior, com as supostas e "aterradoras" revelações contidas no notebook apreendido pela Polícia Federal na casa do delegado Protógenes Queiroz, referentes à Operação Satiagraha.


Eu, assim como Jailton, já havia participado outras vezes do "Comitê de Imprensa", sempre a convite, para tratar de assuntos os mais diversos relativos ao comportamento e à rotina da imprensa em Brasília. Vale dizer que Jailton e eu somos repórteres veteranos na cobertura de assuntos de Polícia Federal, em todo o país. Razão pela qual, inclusive, o jornalista Paulo José Cunha nos convidou a participar do programa.


Nesta carta, contudo, falo somente por mim.


Durante a gravação, aliás, em ambiente muito bem humorado e de absoluta liberdade de expressão, como cabe a um encontro entre velhos amigos jornalistas, discutimos abertamente questões relativas à Operação Satiagraha, à CPI das Escutas Telefônicas Ilegais, às ações contra Protógenes Queiroz e, é claro, ao grampo telefônico - de áudio nunca revelado - envolvendo o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás.


Em particular, discordei da tese de contaminação da Satiagraha por conta da participação de agentes da Abin e citei o fato de estar sendo processado por Gilmar Mendes por ter denunciado, nas páginas da revista CartaCapital, os muitos negócios nebulosos que envolvem o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), de propriedade do ministro, farto de contratos sem licitação firmados com órgãos públicos e construído com recursos do Banco do Brasil sobre um terreno comprado ao governo do Distrito Federal, à época do governador Joaquim Roriz, com 80% de desconto.


Terminada a gravação, o programa foi colocado no ar, dentro de uma grade de programação pré-agendada, ao mesmo tempo em que foi disponibilizado na internet, na página eletrônica da TV Câmara. Lá, qualquer cidadão pode acessar e ver os debates, como cabe a um serviço público e democrático ligado ao Parlamento brasileiro. O debate daquele dia, realmente, rendeu audiência, tanto que acabou sendo reproduzido em muitos sites da blogosfera.


Qual foi minha surpresa ao ser informado por alguns colegas, na quarta-feira passada, dia 18 de março, exatamente quando completei 43 anos (23 dos quais dedicados ao jornalismo), que o link para o programa havia sido retirado da internet, sem que me fosse dada nenhuma explicação.


Aliás, nem a mim, nem aos contribuintes e cidadãos brasileiros. Apurar o evento, contudo, não foi muito difícil: irritado com o teor do programa, o ministro Gilmar Mendes telefonou ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, do PMDB de São Paulo, e pediu a retirada do conteúdo da página da internet e a suspensão da veiculação na grade da TV Câmara. O pedido de Mendes foi prontamente atendido.


Sem levar em conta o ridículo da situação (o programa já havia sido veiculado seis vezes pela TV Câmara, além de visto e baixado por milhares de internautas), esse episódio revela um estado de coisas que transcende, a meu ver, a discussão pura e simples dos limites de atuação do ministro Gilmar Mendes. Diante desta submissão inexplicável do presidente da Câmara dos Deputados e, por extensão, do Poder Legislativo, às vontades do presidente do STF, cabe a todos nós, jornalistas, refletir sobre os nossos próprios limites.


Na semana passada, diante de um questionamento feito por um jornalista do Acre sobre a posição contrária do ministro em relação ao MST, Mendes voltou-se furioso para o repórter e disparou: "Tome cuidado ao fazer esse tipo de pergunta". Como assim? Que perguntas podem ser feitas ao ministro Gilmar Mendes?


Até onde, nós, jornalistas, vamos deixar essa situação chegar sem nos pronunciarmos, em termos coletivos, sobre esse crescente cerco às liberdades individuais e de imprensa patrocinados pelo chefe do Poder Judiciário? Onde estão a Fenaj, e ABI e os sindicatos?


O vídeo censurado

http://www.youtube.com/watch?v=Ml_h0wAOJgE


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A lista dos partidos mais corruptos

Comentário: interessante estes dados recuperados na web. Entre os grandes, o primeiro colocado em corrupção é o PMDB (com 30 parlamentares citados). Depois vem o PSDB (com 20), o DEM (com 19) e finalmente o PT (16).

Um terço dos parlamentares tem problemas com Justiça e Tribunais de Conta, aponta Projeto Excelências

15/06 - 09:50, atualizada às 16:21 15/06 - Nara Alves, repórter iG no Rio



RIO DE JANEIRO – Cerca de um terço dos parlamentares brasileiros, entre deputados e senadores, tem problemas com a Justiça e com Tribunais de Contas. É o que aponta a pesquisa realizada pelo Projeto Excelências, da organização não-governamental Transparência Brasil. O site do projeto, hospedado no Portal iG, disponibiliza as ocorrências com o nome e a legenda de cada representante. "É deprimente que haja esse número exagerado de gente com ocorrências em processos criminais", avalia o diretor-executivo da ONG, Cláudio Abramo.



 

Dos 80 senadores, 28 (ou 35%) são citados em ocorrências. Na Câmara dos Deputados, 160 dos 513 (ou 31%) estão envolvidos em algum escândalo ou denúncia. Na Assembléia Legislativa de São Paulo, a porcentagem sobe para 39%, atingindo 37 dos 94 deputados estaduais. A maior parte das ocorrências são processos criminais por peculato e compra de votos, processos em Tribunais de Contas por multas e licitações irregulares.


"É espantoso que os partidos políticos dêem guarita a esses parlamentares. Como aceitam candidatos assim?", questiona Abramo. Para o diretor-executivo da ONG, as legendas deveriam proibir um político de se candidatar a um cargo público enquanto estivesse com problemas na Justiça ou com Tribunais de Contas. "Não é uma questão legal, mas deveria ser uma questão dos partidos", sugere.


Na Câmara

O diretor-executivo da ONG Transparência Brasil ressaltou a gravidade de algumas das acusações envolvendo parlamentares. "Eles respondem a processos gravíssimos na Justiça", afirmou. O deputado Asdrúbal Bentes (PMDB-PA), por exemplo, é acusado de fazer laqueaduras em troca de votos. Já Beto Mansur (PP-SP) responde por manter trabalho escravo. Paulo Magalhães (DEM-BA) responde por lesão corporal. Muitos são investigados, ainda, por denúncias feitas pelas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) como as do mensalão e sanguessuga.


Os deputados Neudo Campos (PP-RR) e Paulo Maluf (PP-SP) são um dos que mais apresentam ocorrências com a Justiça, com acusações de corrupção, formação de quadrilha e peculato. Abelardo Camarinha (PSB-SP) é indiciado por licitação ilegal e responde a diversas ações  no  TRE-SP. Já Alexandre Silveira (PPS-MG) responde a diversas ações e deve esclarecimentos ao Tribunal de Contas da União por irregularidades em sua passagem pelo Departamento Nacional de Infra-estrutura e Transportes (Dnit).


O parlamentar Antonio Thame (PSDB-SP) tem 18 contratos sob investigação em Piracicaba, onde foi prefeito. Outros ex-prefeitos, Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP), de Sorocaba, e Francisco Rossi (PMDB-SP), de Osasco, Severiano Alves (PDT-BA), de Saúde, Zé Gerardo (PMDB-CE), de Caucaia, e  Reinaldo Nogueira (PDT-SP), de Indaiatuba, também repondem por crime de responsabilidade. Jader Barbalho (PMDB-PA) responde a quatro ações no STF.


O ex-ministro dos Transportes Eliseu Padilha (PMDB-RS) reponde a um processo sigiloso no STF. A lista cita, ainda, Clodovil Hernandes (PTC-SP), indiciado por crime ambiental.


No Senado

Entre os senadores, as legendas com mais políticos citados são PMDB, com nove parlamentares, PSDB, com seis, e o DEM, com quatro. O PTB tem três senadores listados, o PR tem dois. Já PSB, PP, PCdoB e PT  têm um.


Os senadores mais comprometidos com a Justiça são Cícero Lucena (PSDB-PB), com processos no Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes contra a administração pública, Expedito Júnior (PR-RO), com ações por compra de votos, Fernando Collor (PTB-AL), por peculato, corrupção e crime contra administração pública, João Ribeiro (PR-TO), por manter trabalho escravo  e  Raimundo Colombo (DEM-SC), por improbidade administrativa. Já o senador Wellington Salgado (PMDB-MG) deve ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).


Os partidos que mais contam com deputados federais comprometidos com a Justiça são: PMDB, com 30 nomes, PSDB, com 20, DEM, com 19, e PT, com 16. As demais legendas somaram 69 parlamentares, com mais ocorrências no PP, PTB, PR e PDT. As ocorrências mais recorrentes são de irregularidades acusadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e Tribunal de Contas do Estado (TCE) de origem do parlamentar, além de processos no Superior Tribunal de Justiça (STJ) por crimes contra administração pública.

sábado, 31 de janeiro de 2009

ORKUT: Racismo tem divulgação disfarçada


Comentário: Matéria perdida na rede. Interessante.


Reporter SociaL.29/08/2005 17:32h

ORKUT SEM LEI - Racismo tem divulgação disfarçada

O controle de comunidades assumidamente racistas no Orkut vem ocorrendo com um certo sucesso. Diante da vigilância dos negros, ou mesmo da Justiça, elas são obrigadas a sobreviver com perfis falsos e duram poucos dias ou semanas. Mas o racismo prossegue a todo vapor no sítio com 6 milhões de brasileiros: ele aparece nas comunidades contra "manos" e disfarçado de brincadeira em comunidades que em tese não propagam a discriminação. Em muitos casos, o preconceito tem nome e sobrenome.

A carioca Alessandra Salles participa de uma discussão na comunidade Eu odeio a Preta Gil sobre "qual bicho ela parece". "Saca só o nariz na foto da comunidade, agora olhe a boca dela... na hora eu lembrei de um gorila", afirma. Vanessa Siqueira também participa e compara a cantora a um "macaco". A filha do Ministro da Cultura é comparada por 53 brancos, dois negros e quatro pessoas sem foto a inúmeros outros bichos, em comentários que reproduzem o rebaixamento histórico dos afrodescendentes à condição de animais.

Essa comunidade tem mais de 20.000 pessoas, quase o mesmo número da Anti-cotas Raciais. Um direito legítimo, o de ser contra as cotas. Mas que vira porta de entrada para avaliações como a do carioca Eduardo Chueri: "Na cultura negra balançar a bunda é legal. Se você é um negro preguiçoso, então é um cara maneiro e sangue bom. O dia que os negros começarem a pensar como japoneses, vão notar o como é fácil passar no vestibular."

Eles odeiam "manos"

Mas os racistas utilizam como maior recurso a criação ou utilização de comunidades contra "manos". Esse termo está ligado a jovens de periferia, em boa parte adeptos da cultura hip-hop, mas é utilizado pelos jovens de classe média em relação aos pobres e negros que, segundo eles, "invadem os shoppings". Nas fotos de apresentação dessas dezenas de comunidades aparece sempre um jovem negro. Algumas delas, como Mate um mano/plante uma árvore, pregam explicitamente a violência.

Em Eu odeio as Minas Mano, o paulista Fernando Rabello avalia: "O mais engraçado das minamano é quando elas vão sair e usam aqueles cabelos cheios de creme. Ô racinha pra ter cabelo ruim!" Michael Pires, que declara ter 19 anos, escancara, na comunidade com mais de 30.000 pessoas: "Sou preconceituoso, sim. E quero que todos os manos vão se foder."

Em uma mídia com 6 milhões de pessoas, o preconceito se espalha. Há comunidades com nomes como Manos estragam Sorocaba e Manos estragam Poços. Poços, no caso, é a mineira Poços de Caldas. Mas são os paulistas que estão à frente da discriminação no Orkut. Bauru, Rio Claro, São Carlos, Valinhos e Botucatu são outras cidades do interior paulista onde milhares de jovens declaram seu preconceito contra os "manos" e discutem "como acabar com eles". A comunidade sorocabana tem quase 2.000 membros.

Há um desejo recorrente de ver "os manos fora dos shoppings". Na verdade, mais do que isso. "Devíamos fazer que nem os nazistas", diz na comunidade Eu odeio os manos de shopping o título de um tópico postado por P. R. C. Junior, de Marília (SP). Ele não tem o nome divulgado aqui por aparentemente ter menos de 18 anos. "Fiquei pensando em como essa raça miserável é um soco na cara da sociedade... aí me veio na cabeça que eles podem ser o que está atrasando o Brasil, assim como Hitler pensou que os judeus estavam acabando com a economia alemã..."

O jovem prossegue em sua avaliação: "Mas no caso de Hitler ele estava errado... no nosso caso é verdade! Pense bem: são eles que assaltam, traficam drogas, picham muros, destroem patrimônio público e quando são pegos pela polícia somos nós que temos que pagar a estadia dos vagabundos na prisão. Imaginem se pegassem toda essa raça e começarem a jogar na câmara de gás? Sei que estou sendo utópico, mas seria uma bela solução." Nove outros internautas concordaram com Junior.

Influência do dono

Os moderadores influenciam diretamente o andamento das comunidades. A começar da escolha das fotos. Uma das descrições é repetida em vários fóruns. "Se você é que nem eu e quer exterminar essa raça entre na comunidade e discuta sobre esse lixo que são os manos", escreve o dono da comunidade Eu odeio manos. O dono do fórum BS- Black Service (em referência à expressão racista "serviço de preto") é o mesmo de Mate um mano/plante uma árvore.

Em Eu odeio o Alexandre Pires, o moderador avisa que ali não há espaço para racismo mas mesmo assim há várias tentativas nesse sentido – como um tópico na quinta-feira, onde o cantor, a exemplo de Preta Gil, é também comparado a um macaco.

Foi por ter supostamente chamado de "macaco" o jogador Grafite, do São Paulo, que o argentino DeSabato foi preso este ano após jogo no Morumbi. Em junho, o promotor Christiano Jorge Santos, denunciou em São Paulo Leonardo Viana da Silva, de 20 anos, por racismo praticado no Orkut. No seu caso, o perfil dizia: "Odeio preto". Segundo Santos, Silva confirmou ser racista no depoimento à promotoria. O crime praticado através de meio de comunicação prevê pena de reclusão de 2 a 5 anos, mais multa. Como ele fez quatro depoimentos racistas no Orkut, foi denunciado cinco vezes.

Segundo o Ministério Público, qualquer internauta pode ser punido.

Alceu Luís Castilho, Jéssika Torrezan e Lígia Ligabue

Lista de comunidades:

Eu odeio as "Minas Mano" - 31.323 membros – (Nº da comunidade 267420)

P.q.Pariu,eu odeio a Preta Gil - 20.167 membros – (Nº 79266)

Anti-cotas raciais - 18.031 membros – (Nº 40260)

Eu odeio mina q paga de mano - 6.556 membros – (Nº 1379753)

Eu não comeria a Preta Gil - 5.580 membros (Nº 92727)

Eu odeio os manos de shopping! - 3.532 membros – (Nº 774201)

Eu odeio mano & maloqueiro - 1.991 membros – (Nº1321197)

Manos Estragam Sorocaba! 1.836 membros – (Nº 902121)

Já arranjei briga com mano - 951 membros – (Nº 1326410)

Os Manos estragam Poços! - 930 membros – (Nº 1444511)

Eu odeio os manos de Bauru - 598 membros – (Nº 705014)

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Eu odeio os manos de Marília - 48 membros – (Nº 1980847)

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sábado, 10 de janeiro de 2009

Pode ser uma "pessoa de cor"?

Divirta-se. Ou vomite.

Obs. Rodrigo Vianna é branco!


VIANNA: CLASSE MÉDIA NÃO QUER BABÁ "DE COR"

Atualizado em 24 de novembro de 2008 às 20:13 | Publicado em 24 de novembro de 2008 às 20:09


CLASSE MÉDIA NÃO QUER BABÁ "DE COR"

de Rodrigo Vianna, em seu blog

sexta-feira, 21 de novembro de 2008 às 13:10

Véspera do feriado da Consciência Negra. Minha mulher liga para uma agência de empregos, pedindo indicação de uma babá pra trabalhar em casa.


A coordenadora da agência, muito solícita, engata de primeira: "pode ser uma pessoa "de cor", ou a senhora tem alguma restrição?


Desculpe, mas muita gente que liga pra cá não quer babá "de cor", por isso eu tô perguntando".

Minha mulher disse que não tinha problema com isso, não. A moça do outro lado deu uma risada sem graça. Eu não dei risada quando minha mulher contou o episódio.

Achei patético. Essa é a classe média brasileira, pensei com meus botões. A mesma classe média que escreve livros - também patéticos - para "provar" que "Não Somos Racistas". Freud explica esse título na negativa.


Já reparou nas crianças que cometem uma traquinagem? Quando o pai chega perto, sem perguntar nada, a criança já se entrega: "não fui eu", "não fiz nada". É o famoso processo da negação. "Não Somos racistas"... Sei.

Um dos argumentos desse povo que diz não haver racismo no Brasil chega a ser hilariante: "racismo não pode haver, porque raça não existe; é um conceito equivocado, que não se sustenta biologicamente". Percebem a sutileza?


Como não existe raça, então não pode haver racismo. Pronto, está resolvido. Com isso, evita-se a discussão sobre preconceito, sobre nossa história de Escravidão, sobre a tradição de nossas elites que sempre trataram os negros como mercadoria.

Certa vez, troquei umas mensagens com esse personagem sinistro que, na direção do jornalismo da Globo, tenta provar sua tese de que "Não Somos Racistas".


Eu escrevi pra ele, reclamando de uma reportagem sobre racismo, que fiz para o Jornal Nacional , mas que nunca foi ao ar (já contei esse episódio, numa entrevista para o Marcelo Salles, no site "Fazendo Media" http://www.fazendomedia.com/novas/entrevista120407b.htm).


Travei com esse personagem sinistro da Globo, por e-mail, um pequeno debate sobre o tema do racismo. Tentei lembrar a ele as raízes históricas do racismo no Brasil...


O sujeito teve o desplante de afirmar que nem na época Colonial o problema era tão sério, já que negros, muitas vezes, podiam ser proprietários de escravos... É de doer!

Negros podiam ser proprietários de escravos (em casos raríssimos), desde que escondessem sua condição de negros. Era a estratégia do branqueamento, que já foi estudada por dezenas de pesquisadores. Esse é o tipo do argumento que tenta provocar confusão: "olha, tanto faz a cor, havia negro escravo, negro proprietário de escravos..." Tenha dó.

É gente assim que tenta derrubar as quotas para negros nas universidades, argumentando que isso - sim - provocaria "racismo".

Felizmente, essa foi uma das poucas áreas em que governo Lula avançou, sem medo. E avançou porque o movimento social pressionou. O fato é que as quotas se consolidam (apesar da gritaria dos "jornalistas" e "geógrafos" muito bem pagos para defender as teses de nossas elites), vão virar até lei nas Universidades Federais.

Para a gloriosa classe média brasileira, restará o papel patético (desculpem a repetição , mas é o adjetivo perfeito para esse povo) de estabelecer quotas ao contrário, vetando gente "de cor" para cuidar das criancinhas brancas do Leblon e de Higienópolis.


Porque Alexandre Garcia foi demitido da Globo

Direito de Resposta Brizola x Globo

Israel nasceu de uma campanha terrorista


Ou: as voltas que o mundo dá.

Israel nació de una campaña terrorista

El terrorismo indiscriminado moderno comenzó con una campaña de los grupos sionistas judíos en Palestina contra la población árabe

Por Alvaro Peredo, en 18 de Agosto de 2008


La fundación del Estado de Israel estuvo precedida de una tremenda campaña terrorista ejecutada por diversas organizaciones, entre cuyos miembros se encontraban personas que se convirtieron con el tiempo en destacadas y respetadas personalidades de la política israelí. Y todo ello en vísperas de la Segunda Guerra Mundial.

El terrorismo indiscriminado moderno comenzó con una campaña de los grupos sionistas judíos en Palestina contra la población árabe en un intento de aterrorizar a todo aquel que se opusiese a la creación de un Estado judío en la región.

Los primeros atentados indiscriminados contra la población árabe se sucedieron a finales de los años 30. El 16 d julio un individuo provisto de una kufia y túnica, entra en un mercado repleto de gente con dos cantaros de leche que deposita en el suelo para marcharse a continuación. Tras unos minutos, los cantaros estallaron y sembraron el mercado con los cadáveres de 21 personas. 52 más se encontraban heridas.

La Irgun, una de las organizaciones judías mas extremistas habían inaugurado una nueva era, la del terrorismo indiscriminado. Tan sólo una semana más tarde, otro mercado de la Ciudad Vieja de Jerusalén, fue victima de una mina. La explosión se produjo en el momento en el que los fieles salían de orar de la mezquita. Ocho personas murieron y treinta mas resultaron heridas. No contentos con los resultados, una nueva bomba colocada en un mercado de Haifa mató a 39 árabes y dejó a 70 más heridos. Al día siguiente otra bomba acababa con la vida de 24 personas. Masacre tras masacre.



El historiador israelí Benny Morris, profesor de la Universidad Ben Gurion de Beersheba, explica que antes de aquella ola de atentados "los árabes y en menor medida judíos disparaban a vehículos y peatones". A veces "utilizaban granadas matando a unos pocos transeúntes y pasajeros". "Ahora, por vez primera, se colocaban bombas en centros árabes llenos de gente y docenas de personas eran asesinadas y mutiladas indiscriminadamente". Los árabes no tardaron en copiar los mismos métodos y este tipo de actos "se convirtió en algo así como una tradición: en el futuro, mercados, estaciones de autobuses, cines y otros edificios públicos de Palestina serían los objetivos de rutina, dándole un tinte brutal al conflicto".

Las dos principales organizaciones paramilitares judías fueron la Haganna y la Irgun.
La Haganna había sido constituida al principio como organización de autodefensa de las colonias judías en Palestina. Esta cambió a una táctica más agresiva a raíz de los levantamientos árabes de 1929 contra de la inmigración masiva. Estaba dirigida por Abraham Tahomi, emigrante ruso veterano de los grupos defensivos contra los pogromos en Odessa y próximo ideológicamente al fascismo. La Agenda Judía pasaría a dirigir la organización.

Por otro lado se encontraba el aún mas extremista Irgun, que para la década de los 30 recibiría el apoyo de diversas organizaciones como de el Betar (de ideología fascista), de miembros de la organización deportiva Macabi, del Partido General Sionista de carácter ultraortodoxo, el Mizrahi y del Partido Revisionista de Jabotinsky (miembro del ala ultraderechista del sionismo).

Desde 1936 el Irgún y la Haganna actuaron frecuentemente cometiendo asesinatos en venganza por otros asesinatos cometidos por árabes o en acciones de terror de mayor envergadura contra la población árabe. Hacia 1939, la Haganna al mando de Ben Gurion, cambió de táctica ante la presión de los ingleses y la necesidad de este de dar una imagen mas moderada. En los primeros meses de ese año Ben Gurion encargo la formación de tres grupos ultrasecretos, que se encargarían de realizar los trabajos mas sucios y dichos trabajos no se hicieron esperar.

Las luchas entre las facciones árabes y judías, aumentaba la represión británica y a finales de 1937, Londres cancelaba su proyecto de partición para Palestina. El secretario de Colonias, William Ormsby-Gore, antiguo partidario del sionismo, dimitió desengañado y comento que "Los árabes son traidores e indignos de confianza, los judíos son codiciosos y, cuando se los libera de la persecución, agresivos. A los árabes no puede confiarse el gobierno de los judíos del mismo modo que a los judíos no puede confiarse el gobierno de los arabes".

En 1944, el líder de la Irgun, David Raziel, moría a manos de los alemanes en Irak, durante un misión secreta encargada por los británicos. Le sucedió el futuro primer de Israel, el polaco Menahem Begin, un partido predilecto del ultraderechista Jabotinsky. Begin reorganizó la Irgun. El grupo se lanzó a una serie de ataques y atentados contra comisarías y oficinas de inmigración e impuestos del Gobierno británico. En una de sus acciones, voló el edificio de la inteligencia inglesa en Jerusalen, un atentado que se volvió contra él a los propios judíos revisionistas.

Otro de los grupos judío mas extremistas judías sino el más, la banda Stern, nombró a otro futuro primer ministro, Yitzak Shamir, como jefe de operaciones. El Stern fue el grupo que asesino al enviado de la ONU, Folke Bernadotte en 1948. Ben Gurion ilegaliz6 al Stern tras el asesinato y ordenó a la Haganna capturar y eliminar a miembros del Stern y la Irgun. Shamir también envió a dos asesinos a El Cairo para que asesinasen a Lord Moyne, ministro de Estado británico para el Próximo Oriente. Los asesinos capturados y juzgados en Egipto, fueron ahorcados pero Shamir se mantuvo.

A mediados del año 1945, la Hagana interrumpió la persecución de los miembros del Stern y la Irgun. Los tres grupos unieron sus fuerzas para iniciar una nueva escalada contra Gran Bretaña y a mediados de 1946, la Irgun demolió sin previo aviso un ala del Hotel King David de Jerusalen, en el cual se encontraba la sede administrativa civil y militar inglesa. 90 personas fueron asesinadas. La Haganna condenó el atentado…

Con los británicos ya fuera de Palestina la Haganna, con 35.000 hombres se unió de nuevo al Irgun que poseía 3.000. 50 hombres mas del Stern se unieron y desde entonces hasta el fin de la primera guerra árabe – israelí, llevaron adelante una estrategia basada en el terror.

Matanzas indiscriminadas y guerra psicológica contra poblados árabes desarmados fue el método para practicas la "limpiar" la "Tierra prometida" de impuros. El peor de estos actos ocurrió en la aldea de Deir Yassin, donde familias enteras murieron sepultadas dentro de sus viviendas dinamitadas. Los que salían de las casas eran abatidos y los algunos mujeres, nifios y ancianos supervivientes fueron trasladados en un camión a la parte judia de Jerusalen para ser exhibidos.

Tres días después de la masacre de Deir Yassin, en la que Yitzhak Shamir había jugado un papel fundamental, el comandante Levy del Shai, del servicio de inteligencia de la Haganna comentó… "Familias enteras fueron asesinadas y había pilas de muertos en varios sitios. Algunos de los prisioneros, incluyendo mujeres y niños, fueron asesinados por sus captores. Los miembros del LHI (Stern) relataron que los de la Irgun violaron a algunas jóvenes árabes y luego las asesinaron".

Un mes después de Deir Yassin, se fundaba el Estado de Israel. Dos terroristas de las organizaciones judías mas extremistas, que participaron en algunos de los atentados más brutales de su tiempo, llegaron a lo más alto de la política y desde sus puestos continuaron ejecutando las mismas estrategias de terror en Palestina y el vecino Líbano.