terça-feira, 24 de junho de 2008

Morte de jovens não pode impedir ação do Exército nas ruas, diz Ministro do STF


Carolina Brígido - O Globo

BRASÍLIA - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, defendeu nesta terça-feira a atuação do Exército na segurança pública e disse que as Forças Armadas não podem ser impedidas de continuar o trabalho desenvolvido no Rio de Janeiro. Ele lamentou, no entanto, a morte de três moradores do Morro da Providência que foram entregues a traficantes por militares que faziam a segurança do local. Para Gilmar, o episódio não pode servir de justificativa para limitar as atribuições do Exército.

- O episódio é extremamente lamentável. Isto não deve ocorrer, mas isto não tem nada a ver com o papel das Forças Armadas enquanto órgão ao qual eventualmente incumbe a preservação da ordem pública. Não acho que o tema de segurança pública deva ser politizado a esse ponto, de impedir que as Forças Armadas sejam utilizadas em ações como as que vêm sendo utilizadas no Rio de Janeiro, diante da carência inclusive dos serviços de segurança - disse Gilmar, ao fim de um evento no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do qual também é presidente.

O ministro lembrou que a Constituição Federal dá às Forças Armadas a possibilidade de atuar na segurança pública. Ele defendeu, no entanto, que esse papel seja exercido com regras específicas e treinamento qualificado dos militares. O ministro ressaltou que casos isolados de desvio de conduta ocorrem em todas as instituições, especialmente nas polícias.

- Tenho absoluta convicção que a Constituição Federal permite, desde que devidamente regrado. O que não é possível é ideologicamente, a partir de um episódio de todo lamentável, começar a dizer que o Exército por isso não tem aptidão para eventualmente atuar na segurança. E os episódios que ocorrem todos os dias com organizações paramilitares, com organizações da polícia civil, da polícia militar? Isso prova o quê? - questionou.

Para combater a criminalidade, Gilmar defendeu, de forma genérica, uma maior coordenação das ações dos governos federal, estadual e municipal.

- O tema segurança pública hoje é uma das prioridades no sentimento do cidadão e é um tema grande e um tema necessariamente nacional. É preciso que haja uma coordenação das ações dos governos federal estadual e municipal - declarou o ministro.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Pepino torto agora pode entrar à vontade.

Comentário: O mundo com fome, em plena crise de alimentos, e estes civilizados discutindo a curvatura do pepino.

Que merda.

Países europeus se opõem ao fim da 'lei do pepino torto'

Antigas normas estabelecem parâmetros para frutas, legumes e verduras.
Comissão tentou acabar com isso para evitar que alimentos feios fossem parar no lixo.

 

Foto: Divulgação
Divulgação
Na Europa, verduras, frutas e legumes têm que estar dentro das medidas. (Foto: Divulgação )
A curva do pepino e o formato da cebola têm sido regulados na Europa desde o surgimento de leis padronizando as características físicas dos produtos agrícolas no mercado. No fim do ano passado, a Comissão Européia de Agricultura criou um pacote de propostas incluindo a extinção de limites para tamanho, forma, curvatura e deformidade de produtos que vão do feijão à melancia. De 36 padronizações, só dez continuariam em vigor.

Curiosamente, vários governos reagiram de forma negativa ao pacote. Representantes da França, Alemanha, Hungria, Itália e Espanha, entre outros, deram para trás na hora de colocar as novidades em prática. Somente oito países aderiram.

Apesar do retrocesso, Mariann Fischer Boel, a chefe da comissão, planeja seguir adiante. Assessores dizem que ela está surpresa com a forte resistência ao pacote, especialmente numa época de alta dos preços dos alimentos. Uma das intenções de Mariann era deixar frutas deformadas serem vendidas com um selo especial ao invés de simplesmente jogá-las fora.

"Finalmente a Comissão veio com uma idéia para se livrar de leis absolutamente idiotas sobre a forma e não sobre a qualidade dos produtos", disse Neil Parish, presidente da Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural do Parlamento Europeu. "Mas por que franceses, espanhóis, alemães e italianos querem continuar seu injustificável banimento aos pepinos tortos está além da minha compreensão."


terça-feira, 17 de junho de 2008

PSDB: um partido "partido"!

Comentários: A guerra entre Serra e Alckmin remonta à candidatura deste à presidência. Na época da decisão para o segundo turno, a jornalista Mônica Bergamo mostrou que quando o resultado apontou que Alckmin ganharia uma sobrevida, Serra e um grupo de correligionários lamentaram, dando murros na mesa.

Para piorar FHC e a direção nacional apóiam Alckmin, o que deixa Serra ainda mais isolado, ante a ameaça concreta do trabalho de conquista de espaço lançado por Aécio Neves (na sua bandeira "pós-Lula-e-não-anti-Lula"), que conta com a simpatia até de petistas.

O que pesa contra Serra é justamente o desempenho apenas mediano no governo de São Paulo (contra a alta aprovação de Aécio em Minas) e o risco de chegar mal das pernas no final do mandato.



Grupo de Serra reúne assinaturas para deter Alckmin

da Folha Online


O grupo de apoio do governador José Serra (SP) no PSDB recolhe assinaturas para tentar pela última vez uma união entre os tucanos e o DEM, de Gilberto Kassab, na disputa à Prefeitura de São Paulo.


O partido realiza em 22 de junho a convenção para formalizar a candidatura de Geraldo Alckmin. A idéia do grupo de Serra é conseguir o apoio do partido para Kassab como candidato e Geraldo Alkcmin, vice.


Reunido com a cúpula nacional do DEM, Kassab informou que o abaixo-assinado tucano pró-coligação já reúne 570 nomes. Segundo o blog, faltariam cerca de 30 assinaturas para alcançar a maioria na convenção do PSDB, composta de 1.200 delegados.


A ala pró-Alckmin diz que os apoiadores da coligação blefam e que as adesões à composição com Kassab não passam de 400.


Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, diz que "nosso candidato será o Geraldo [Alckmin]. A convenção vai sacramentar o nome dele. É com essa perspectiva que estamos trabalhando".

Cooperação entre Serra e Lula beneficiará 1/3 das favelas.


Comentário: só mesmo quem considera a política um jogo de futebol americano, onde derrubar o adversário é mais interessante que atingir a meta, poderia gostar do clima de guerra que se estabeleceu entre os partidos desde a posse de Lula.

A insistência de Aécio e Lula em firmar a coligação em Belo Horizonte, e a iniciativa conjunta entre o Governo Federal e o governo de SP, para urbanização das favelas (obras do PAC), mostram que quando PT e PSDB se entendem o país só tem a ganhar.

É por isso, justamente por isso, que se criticava tanto a cobertura política de 2005 e 2006, dos jornais e das revistas, o que mais parecia uma cobertura de guerra.

Parece que os críticos estavam certos.


Estadão

Ação conjunta de governos pode urbanizar 1/3 das favelas de SP
Município quer aproveitar o PAC federal e o convênio com o Estado para atender 56 locais e 130 mil famílias

Sérgio Duran
Uma parceria inédita entre as três esferas de governo promete urbanizar até o fim do próximo ano um terço das favelas paulistanas. "E isso nos dá a idéia de que em 12 anos, nesse ritmo, poderemos zerar essa demanda", afirma a superintendente de Habitação Popular da Prefeitura, Elisabete França.

A maior parte dos recursos virá do Programa da Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. Entre ocupações que já estavam em obras e outras que andavam desfalcadas de recursos, a administração municipal planeja utilizar esses novos recursos para chegar em 2009 com 56 favelas e assentamentos em mananciais da cidade regularizados.

Segundo os técnicos do Município, será possível atender quase 130 mil famílias até o próximo ano, entre as urbanizações inscritas no PAC e outras em desenvolvimento. Só a urbanização de três das dez glebas de Heliópolis, as maiores, consumirá R$ 165 milhões. A Prefeitura entrará com cerca de R$ 70 milhões (42%) daquele total. Dependendo da ocupação, a proporção Prefeitura e Ministério das Cidades varia. Sem contar a participação da Secretaria de Estado da Habitação e da Companhia de Desenvolvimento Urbano e Habitacional (CDHU), que constrói apartamentos em várias favelas.

Para o secretário de Estado, Lair Krähenbühl, o ineditismo nessa urbanização está justamente na união entre Estado, governo federal e Município. "Trabalho há mais de 20 anos nesse setor e nunca vi uma articulação desse tamanho." A parceria não se restringe à divisão dos custos, mas leva em conta a mobilização da população e a disponibilização de terrenos, entre outros pontos. Anteriormente, a CDHU queria construir em terreno municipal, mas não conseguia, porque a Prefeitura não facilitava, ou, então, o próprio Município planejava erguer prédios no lote de alguma autarquia estadual.

A CDHU é um dos melhores exemplos dessa melhor articulação. Em 2002, 67% da produção de unidades habitacionais da companhia era feita no interior do Estado, onde está a menor demanda por moradia; 9% na região metropolitana e 24% na capital. No ano passado, essa proporção mudou para 44,5% na capital, 10,5% na Grande São Paulo e 45% no interior. Até março deste ano, a CDHU concluiu mais de 30 mil unidades.

O governo do Estado trabalha com uma demanda de 620 mil novas unidades habitacionais na região metropolitana, além da necessidade de reforma e adequação de 2,2 milhões de domicílios. "Só não seria tão otimista quanto a Prefeitura na solução das favelas. Acho que levaria mais de 20 anos para resolver, sem contar os moradores de loteamentos clandestinos - esses sim, o maior problema habitacional da capital", diz Krähenbühl.

HELIÓPOLIS

O líder comunitário Nazareno Antônio da Silva, de 24 anos, há duas décadas em Heliópolis, acredita que a divisão do ônus da urbanização das três glebas da favela deve tornar o processo mais democrático. "A gente não quer que os técnicos venham aqui e decidam o que vão fazer. Esse dinheiro é da comunidade. Queremos decidir onde será aplicado, centavo por centavo", afirma Silva, o Buiú. Ele integra a União de Núcleos, Associações e Sociedades de Moradores de Heliópolis (Unas).

Segundo Buiú, a primeira proposta da Prefeitura foi rejeitada. A preocupação da comunidade em se ver obrigada a aceitar Verba de Apoio Habitacional (o cheque-despejo) ou o aluguel social motivou a ida do prefeito Gilberto Kassab (DEM) à assembléia-geral. "Ele nos garantiu que o processo será democrático. Não queremos só urbanização, queremos praças, posto de saúde, escola."

Na primeira avaliação, concluiu-se que 1.900 famílias, em média 7 mil pessoas, terão de ser desapropriadas de suas casas para abrir ruas dentro da favela. "Tem um terreno da Petrobrás e outro da Sabesp que poderão ser usados para a construção de apartamentos", adiantou Buiú.

O arquiteto Ruy Ohtake e a professora de urbanismo da Universidade de São Paulo (USP) Maria Ruth Amaral de Sampaio são voluntários da Unas na elaboração de projetos e nos subsídios à população para negociar com a Prefeitura como deverá ser a urbanização da favela. "Eles têm sido parceiros fantásticos", diz Buiú

Incrível: Veja mentiu de novo.


Comentário: A matéria da Veja em que afirma que a TAM havia oferecido mais dinheiro pela Varig foi desmentida pela própria empresa aérea supostamente interessada. A informação era o carro chefe do argumento de que o país perdeu dinheiro com a venda da Varig.

Desmontada a versão da revista, fica mais uma farsa. Anti-jornalismo é isso aí. Não dura duas semanas. Agora, difícil é compreender como se chegou áquela informação.

Primeiro: imaginamos que eles ouviram alguém autorizado da empresa para fazer tão asserção. Se a informação veio de terceiros, isso deveria ter sido checado. Se não checaram cometeram um equívoco básico no jornalismo. Um equívoco técnico. Se simplesmente inventaram a notícia, cometeram um erro ético: mentiram.

O outro aspecto é o da incoerência: como uma revista que sustenta a bandeira da abertura para o capital estrangeiro em setores básicos (como o petróleo e as telecomunicações) pode se voltar contra o capital estrangeiro na aviação?

Ou a Veja não tem qualidade técnica ou não tem postura ética ou não tem coerência. Às vezes penso que o problema da revista passa pelos três aspectos.

Fico imaginando o leitor da Veja. Deveria pedir ressarcimento por cada informação enganosa.


Jornal Estado de SP

SÃO PAULO - A empresa TAM informou hoje que analisou oportunidades de investimentos no setor aéreo e não efetuou nenhuma proposta vinculativa no caso da Varig por considerar a relação risco/retorno desfavorável. Segundo reportagem veiculada na edição desta semana da revista Veja, a TAM teria apresentado uma oferta de US$ 738 milhões pela Varig.

A revista questiona, então, por que a proposta da Gol, de US$ 320 milhões, foi aceita.


O caso da Varig virou polêmica desde que a ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, afirmou que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, fez pressão a favor do fundo norte-americano Matlin Patterson e de três sócios brasileiros no processo de venda da VarigLog. O negócio violaria a legislação brasileira, que limita a 20% o capital estrangeiro nas companhias aéreas.


Crescimento econômico acima do recomendado?



Comentário: A economia brasileira parece ter entrado num ritmo intenso de crescimento, o que pode trazer inflação de demanda além da própria inflação importada dos alimentos.

È uma encruzilhada: abortar o crescimento, com aumento dos juros, para conter a inflação, ou ser um pouco tolerante com o "dragão" para permtir maior crescimento?

Previsões é de que o país supere os 5% neste ano, crescimento incomum para país de médio desenvolvimento, pois a tendência é que países mais desenvolvidos cresçam a taxas menores. É bom lembrar que China e Índia eram países de baixo desenvolvimento até os anos 90, daí as altas taxas, de 7 a 11 %, que foi a média brasileira entre os anos 40 e 70. França e Alemanha por exemplo apontam para crescimento de 2 a 3%.




Economia brasileira cresce em ritmo mais alto nos últimos 12 anos

CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio


A economia brasileira acelerou no primeiro trimestre de 2008 em um ritmo não visto nos últimos 12 anos, apontou o (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta segunda-feira. O PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas pela economia do país) cresceu 5,8% no primeiro trimestre deste ano contra o mesmo período de 2007, o que é a maior taxa da série histórica iniciada em 1996.


O IBGE também registrou que a taxa de investimento da economia brasileira foi a mais alta para um primeiro trimestre nos últimos oito anos: 18,3%.


O governo tem como meta fazer com que a taxa de investimento do PIB atinja 21% até 2010. Para economistas, é importante que essa taxa cresça em ritmo apropriado, para que a economia consiga fazer frente à demanda sem pressões inflacionárias.


Ao todo, a economia movimentou R$ 665,5 bilhões de janeiro a março, 0,7% acima do constatado em trimestre imediatamente anterior. A taxa acumulada dos últimos quatro trimestres (encerrados no primeiro trimestre deste ano) indica alta de 5,8% do PIB em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.


O resultado ficou acima do que previam economistas e analistas de mercado ouvidos pelo Banco Central na pesquisa semanal conhecida como relatório Focus. Conforme divulgou o BC ontem, o mercado aguardava crescimento de 5,66% no primeiro trimestre de 2008 em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.


Conforme o Focus, a economia brasileira terminaria o ano com crescimento de 4,77%. Para 2009, o mercado financeiro prevê uma expansão de 4%. Ambas estão abaixo da projeção oficial do governo, de 5% para os dois anos.


Dicionário vai ganhando novo vocábulo: nardonismo.


Comentário: Perita diz que alguém revirou material no apartamento. E afirma que a versão de que o pai jogou a criança da janela, na posição já divulgada pela imprensa, sem apoio e sem ferir os braços, é surreal.

O casal pode ser culpado, lógico. Mas a falta de pluralidade na cobertura (nesse caso a busca por outras versões do crime) foi a marca maior da condução da imprensa.

Nardonismo portanto seria o linchamento público e espetacularizado cometido pela imprensa, sem considerar outras versões possíveis e sem oferecer aos acusados o mesmo espaço para defesa. Uma das marcas do nardonismo é a compreensão de que há um fato consumado nas primeiras horas da investigação policial, o que muitas vezes induz os investigadores a narrativizar não o que vêem na realidade, mas o que está estabelecido no roteiro da mídia.


DO G1

Caso Isabella: cobertura completa

Acompanhada do legista George Sanguinetti, dos advogados do casal e até de um "dublê" de Alexandre Nardoni, Delma Gama afirmou que tirou fotos, filmou e gravou considerações sobre o que viu no local por cerca de seis horas. Os trabalhos se encerraram por volta das 15h30.

"Foi uma visita de observação. Fomos buscar vestígios. Eu tinha formulado uma teoria a respeito do crime e eu precisa ir até o local para que esta teoria ganhasse corpo. E foi o que aconteceu. Com a visita ao local, a teoria foi reforçada, ganhou uma outra dimensão.


O nosso trabalho é desconstruir o laudo, mostrando vertentes de investigações que forma deixadas de lado", disse.

Segundo ela, a teoria à qual se refere deverá ser relatada em parecer que será entregue aos advogados do casal Nardoni, para auxiliar na linha de defesa. Para a conclusão deste parecer, faltariam apenas "alguns detalhes" para formular a motivação do crime. "O local apresenta sinais de uma busca. Essa busca pode ter sido por algo que incriminasse alguém, como uma correspondência, um e-mail, e não necessariamente um objeto específico", explicou.

Delma Gama apontou alguns destes vestígios que teriam sido desconsiderados pela perícia durante a investigação. "Havia (no apartamento) um desalinho diferente do habitual. No laudo, disseram apenas que eles viviam no lixo. Mas havia uma mistura de livros, cartas com roupas íntimas, coisas caídas, tiradas do armário. Alguém estava buscando alguma coisa. Isso foi desprezado pela perícia", disse.

 Manobra surreal
 Com as simulações feitas no local, a perita convenceu-se de que Isabella teria mesmo sido jogada de cabeça para baixo, tese que defendeu em sua primeira entrevista depois de analisar os laudos do inquérito.

"Isso ficou claro. Toda aquela manobra (executada por Alexandre Nardoni ao jogar o corpo da filha pela grade da janela do quarto) descrita pela perícia é surreal. Ele não agüentaria cinco segundos segurando o corpo dela, pois a parte interna do peitoril da janela não é lisa, tem canaletas que machucariam e deixariam marcas no braço dele. E ele não apresentava estas marcas no braço no dia", afirmou.

Ela criticou os peritos do IC, que não teriam feito a coleta de impressões digitais no apartamento. "Eu nunca vi em 28 anos de perícia não se fazer um levantamento de impressões digitais." Apesar de já terem se passado mais de 70 dias desde o crime, a perita disse que ainda foi possível coletar algumas digitais e que estas "vão ser estudadas".

Folha faz melhor cobertura do caso Alstom na gestão Alckmin.


Comentário: As denúncias envolvendo o governo Alckmin de que teria beneficiado a Alstom (metrô e Eletropaulo), num processo que partiu da justiça suíça (onde empresários disseram ter pago propina à cúpula do governo) passam por duas formas de cobertura bem distintas.

De um lado, o Estadão e as organizações Globo dão o mínimo de cobertura possível. Já a Folha faz uma cobertura cotidiana do caso, somada a duas virtudes raras no jornalismo atual: "não escandaliza" o caso e nem faz pre-julgamentos, deixando que a justiça percorra o seu caminho.

Há críticas - inclusive do ombudsman - em relação à sua falta de escuta do ex-governador envolvido. Mas diante da moderação, isso é o de menos.


No governo de SP, ex-diretor da Alstom dispensa licitação

Publicidade

da Folha Online

Hoje na Folha Um ex-diretor da empresa francesa Alstom, o engenheiro eletricista José Sidnei Colombo Martini, tornou-se presidente em 1999 de uma companhia do governo de São Paulo, a EPTE (Empresa Paulista de Transmissão de Energia), e dois anos depois firmou negócio adicional com a Alstom de R$ 4,82 milhões sem concorrência, informa nesta sexta-feira reportagem de Mario Cesar Carvalho e José Ernesto Credendio, publicada pela Folha (a íntegra da reportagem está disponível para assinantes do UOL e do jornal).


Martini foi indicado ao posto pelo secretário de Energia de Alckmin, Mauro Arce, que hoje integra o governo Serra.


Martini autorizou a EPTE a pagar R$ 4,82 milhões a mais à Alstom para que ela acondicionasse e armazenasse seis transformadores de 120 toneladas cada um, devido a um atraso nas obras civis de uma subestação no Cambuci, na região central de São Paulo.


Os transformadores haviam sido comprados pela EPTE por R$ 110 milhões.

Dois especialistas em licitações ouvidos pela Folha, sob a condição de que seus nomes não fossem citados, disseram estranhar que um contrato de R$ 110 milhões não contemplasse o possível atraso.


A EPTE surgiu de uma cisão do patrimônio da Eletropaulo, privatizada em 1998. Em 2001, a EPTE foi incorporada pela Cteep (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista). Martini, que havia saído da Alstom em 1999, assumiu nesse processo a presidência da Cteep. Em 2006, a Cteep foi vendida pelo governo paulista por R$ 1,19 bilhão para o grupo colombiano Interconexión Elétrica S.A.


Martini continua presidindo a empresa, rebatizada com o nome de Transmissão Paulista. O lucro da Cteep em 2007 foi de 630%.


Em nota, a empresa diz que o contrato com a Alstom foi aprovado pelo Tribunal de Contas do Estado. De acordo com a nota, a Eletropaulo assinou o contrato com a Alstom em 1983 para o projeto Gisel.


Os piores e os melhores blogs americanos


Comentário: Essa aí vem do ótimo blog do Pedro Dória. A Vanity publicou um mapa com os melhores e os piores blogs jornalísticos da mídia americana.

Não relaciona somente os louváveis, mas também os voltados para "spinning" (torções de informação).

Ver aqui


Veja ataca vice gaúcho que denunciou suposto esquema


Comentário: A melhor maneira de o jornalismo se defender de intempéries é se preservar.

A Veja, que vende uma imagem de "indignação contra os males públicos" estava absolutamente calada em relação ao caso Alstom, envolvendo o governo Alckmim, e a crise do Piratini, envolvendo Yeda Crusius.

A estratégia da omissão funcionou, porque obrigou a revista a não se posicionar. Mas agora que a crise sobe ao telhado, ela resolveu sair do armário e piorou bastante o quadro clínico.

Se o desastre poderia ser maior, porque não tentá-lo. Eis que agora, a revista usa o colunista Reinaldo Azevedo para atacar Feijó, o vice-governador gaúcho que denunciou o suposto esquema de corrupção ativa envolvendo a governadora Yeda Crusius.

Segundo Reinaldo, não se pode fazer política com "esse tipo de moralismo!!" "Sem provas", "com pre-julgamentos", etc, etc, etc.

Só falta denunciar o jornalismo de escândalo...

Continua sendo melhor acompanhar o caso pelo Zero Hora.

domingo, 15 de junho de 2008

Educação em SP: Xingu no Rio Grande do Sul.


Comentários: numa iniciativa inovadora, o governo estadual de SP entregou à Editora Abril a responsabilidade para a produção dos apostilados do ensino público paulista. Os resultados já começaram a aparecer.


Da revista Fórum.

A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo distribuiu apostilas para os professores da rede pública de ensino com um erro de português. No caderno de dicas entregue aos docentes de inglês da 8ª série a palavra ensino está grafada "encino".

Segundo o professor Carlos Ramiro de Castro, presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), o sindicato ainda não terminou de fazer a revisão em todos os livros entregues para serem usados no segundo semestre, mas esta não é a primeira vez que isso acontece.

"Os livros são entregues aos professores sem nenhuma revisão. No início do ano os professores constataram outros erros. Um deles dizia que o rio Xingu estava no Rio Grande do Sul", disse.

Castro disse ainda que os livros e apostilas são impostos pelo governo e as obras não passam pela aprovação dos professores da rede. "Os livros têm revisão superficial. Eu acho que o Estado tem que recolher o material entregue para corrigir e imprimir novamente", avaliou o professor.

A Secretaria de Educação informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o erro foi constatado pela própria secretaria, que alertou os professores. Segundo a assessoria, o erro existe apenas na página 11 dos livros dos professores de inglês da 8ª série e é um problema de digitação, já que a mesma palavra está escrita quatro vezes no mesmo livro de maneira correta.

Além disso, a assessoria informou que os alunos não têm acesso a este material e que a Secretaria tem 76 tipos de apostilas, em que estão grafadas mais de 350 vezes a palavra ensino corretamente. Por isso, os livros não serão recolhidos.


Apostilas

No atual ano letivo, as escolas estaduais de São Paulo começam a adotar um material didático em forma de apostila para orientar professores sobre como proceder e quais conteúdos abordar em sala de aula. Essa é a primeira vez que a rede, com 200 mil professores e 5 mil escolas, tem um material único de proposta curricular para 5ª a 8ª séries e ensino médio.

Os livros elaborados pelo governo funcionam como guias - detalham o que deve ser feito aula a aula, indicam as habilidades dos alunos que precisam ser trabalhadas e propõem avaliações. Segundo o sindicato dos professores do Estado de São Paulo (Apeoesp), o o formato massifica a maneira de ensinar. 'Esse material tira o direito do professor de conduzir sua aula', diz Carlos Ramiro, presidente da Apeoesp. Para ele, a proposta curricular é apresentada como 'apostilas usadas em sistemas de ensino particular', numa forma de padronização do ensino.


Fwd: Veja publica desmentido da TAM como se fosse confirmação.


Comentário: Essa aí vai entrar para a história do jornalismo. O desmentido da TAM de que queria comprar a Varig, e que veio a público na semana passada, foi publicado na Veja como se fosse confirmação.

Para isso a revista usa o expediente de contar com o não conhecimento do público de um termo jurídico. Na carta abaixo, fica clara que a consulta tem "caráter não vinculativo".

A TAM (e a GOL) realmente não poderia se interessar pela proposta, visto que se houvesse a falência, ela herdaria as rotas internacionais, o "filé mignon" da aviação.