segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Ciclo dos Caixotes

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Revelação: Serra e Agripino armaram o "caso Lina"


Num dia Serra e Agripino se encontra. No outro Lina é chamada a Natal para conversar com Agripino. No dia seguinte, Lina aparece com a denúncia.

No dia 19, Lina teria se encontrado com Dilma. Mas nem Dilma nem Lina estavam em Brasília.

Blogosfera vai desvendando a tentativa de golpe.

1.O encontro de Serra com Agripino.
2. O encontro de Agripino com LIna
3. O dia da "denúncia" de LIna


Reunião em SP pode ter acontecido para preparar o factóide Lina Vieira

Será que foi nesta reunião sem assunto específico que acertaram a acusação feita pela ex-secretária Lina Vieira?

A farsa estourou na Folha dia 08.08.09, cinco dias após essa reunião sem assunto e muito mal explicada.


Agripino se reúne com José Serra em São Paulo
Segunda-feira, 03/08/2009 às 15h54

Líder do Democratas tem encontro com o governador e com o presidente nacional tucano, Sérgio Guerra; não há assunto específico no encontro.

Por Júlio Pinheiro
Geraldo Magela - Agência Senado

"São reuniões de rotina", disse o senador José Agripino (DEM)

O senador José Agripino (DEM) mantém a sintonia com os membros do PSDB do país. Na tarde desta segunda-feira (3), o parlamentar potiguar terá encontro com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e com o presidente nacional da legenda, o senador pernambucano Sérgio Guerra. De acordo com o democrata, não há um tema específico.

Acompanhado pelos deputados ACM Neto e Rodrigo Maia (presidente do DEM) na visita, Agripino diz que a cada dois meses ocorrem esses encontros com líderes tucanos, como forma de "colocar os assuntos em dia". No entanto, a pauta das discussões não é 2010, quando Serra deverá ser o candidato do PSDB à Presidência da República com o apoio do DEM.

"São reuniões de rotina. Estive com Aécio (Neves, governador de Minas Gerais) também há poucos dias. Rogério (Marinho, deputado federal) me avisou que Serra também vai a Natal no próximo mês, aí decidi vim visitá-lo, mas sem um assunto em especial", explicou Agripino.

Os governadores José Serra e Aécio Neves confirmaram presença na finalização da campanha RN 45, que é um movimento para conseguir mais filiados e ampliar o debate dentro do PSDB para a eleição de 2010. O senador José Agripino já garantiu que estará no palanque tucano no estado na próxima eleição.



quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Fwd: Quem mandou negão ter Ecosport? Apanhou no Carrefour

O caso de racismo em São Paulo gerou uma concorrência curiosa.

O Jornal Nacional deu. O que é quase impossível, pois este é um assunto tabu no jornalismo da Globo.

Mas desta vez ficou com medo da Record cobrir melhor. Aí no dia seguinte, a Record correu atrás e deu também.

Ou seja: a concorrência fez Ali Kamel descobrir que há racismo no Brasil.

Homem negro é confundido com bandido e espancado por segurança de supermercado na Grande SP



quarta-feira, 17 de junho de 2009

Tiro pela culatra contra as cotas


Comentário: se racismo no Brasil não existe, por que causa tanta "surpresa" um homem negro passeando de mãos dadas com uma mulher branca (o inverso é "permitido", é "normal")?

Rodrigo Vianna e racismo:´Estadão´ queria alguém contra as cotas, errou na fonte

Atualizado em 16 de junho de 2009 às 22:21 | Publicado em 16 de junho de 2009 às 21:45

Racismo: ´Estadão´ queria alguém contra as cotas, mas errou na fonte; gringo defendeu cotas e Cuba

por Rodrigo Vianna, em Escrevinhador

Parte da elite brasileira detesta essa história de cotas. Há um jornalista, à frente da Redação da TV Globo, que jura não haver racismo no Brasil. Até aí é problema dele. Mas o sujeito insiste em pautar "reportagens" que comprovem essa tese.

A Globo tem duas ou três "fontes marcadas para falar" exatamente aquilo que o diretor de jornalismo quer ver no ar. São "especialistas" que defendem a mesma tese: o racismo no Brasil não existe, e estabelecer cotas é que vai "insuflar" o racismo nessa nossa sociedade doce, tranquila, onde impera a "democracia racial".

Entenderam? Racismo não existe. Cotas é que vão criar racismo.
A "tese" é exposta seguidamente, nas "reportagens" da Globo, por uma socióloga do Rio de Janeiro e por um geógrafo paulista que tem opinião sobre tudo!
Para não parecerem insensíveis, esses "especialistas" (sob patrocinio permanente do Ratzinger do jornalismo global) costumam defender que o certo é "educação de qualidade para todos", assim brancos pobres e negros pobres ganhariam o direito a um futuro melhor.

Então, tá. A gente vai ficar esperando. Ou melhor: a gente não vai esperar, porque a sociedade brasileira resolveu investir nas cotas. Para horror da turma do Leblon e Higienópolis.

A idéia dos que defendem cotas é a seguinte: educação de qualidade é pressuposto, serve para negros e brancos. Serve no longo prazo. E serviria mais ainda se essa fosse uma sociedade menos desigual. As cotas, por outro lado, dão um empurrãozinho a mais para aqueles que saem em desvantagem nessa corrida: os negros e seus descendentes, que foram escravizados durante mais de 3 séculos. Trata-se de fazer Justiça: trata-se de oferecer ferramentas diferentes para quem parte de condições diferentes.

A turma anticotas aceita, no máximo, no máximo, "umas cotas para pobres".

Até entendo: assim, não se mexe na velha ferida do racismo, nas memórias dos navios negreiros. Assim, não se atiçam velhas culpas, nem velhas perversidades. Assim, brancos e negros seguem irmanados pela "lei", que  trata a todos com igualdade nessa doce terra. Certo?

O "Estadão" (aquele jornal meio decadente de São Paulo), que eu saiba, também é contra as cotas. Mas isso não impediu o jornal de entrevistar um professor dos Estados Unidos que desmonta a tese de Ratzinger e seus asseclas.

Veja um trecho (a pergunta do repórter embute a tese da turma anti-cotas; e a resposta, direta,  ajuda a desmontar a tese).

"(P) - Críticos das cotas para negros dizem que elas teriam o efeito colateral de "fomentar o ódio racial". O Brasil correria o risco de ser repartido em etnias. O sr. concorda?

Conforme dados oficiais do IBGE nos últimos 30 anos, o Brasil efetivamente já é uma sociedade bicolor. Pardos e pretos experimentam níveis de desigualdade e discriminações bastante parecidos e o IBGE juntou os dois grupos numa só categoria de ?negros?. Criar um sistema de cotas dividido em brancos e negros seria reconhecer a realidade social e racial do país. A sociedade brasileira não pode deixar de responder às marcadas e seculares desigualdades raciais que a afligem. "

Sugiro que vocês leiam a entrevista na íntegra. Até para notar como é confusa a edição feita pelo jornal.

O título (e o texto de abertura) dão a entender que o especialista é contra as cotas para os pobres. Mas o que ele afirma é diferente: "cota para pobres não vai resolver os problemas enormes dos afro-brasileiros que estão na luta para entrar, ou avançar, na classe média". Ou seja: cota para pobre não basta, seria preciso ir mais longe, combinar vários tipos de ação afirmativa.

O título escolhido pelo jornal deixa tudo na dúvida. Foi proposital?

''COTA PARA POBRE NÃO RESOLVE PROBLEMA''
George Reid Andrews, historiador e autor de livros sobre o Brasil, defende ações afirmativas e concorda com as decisões judiciais, mas faz algumas ressalvas.


PARA LER A ENTREVISTA  NO BLOG DO RODRIGO, CLIQUE AQUI . HÁ UMA CHARGE IMPERDÍVEL.

 


terça-feira, 21 de abril de 2009

Prender banqueiro é crime. Torturar empregada, não.

Comentário: Marcelo Itagiba declarou ontem que Paulo Lacerda,
ex-diretor da Polícia Federal, é o mandante do crime de "escutas
ilegais" no caso Satiagraha. A ilegalidade destas escutas nunca foi
provada (então, se põe a culpa em quem permitiu, os juízes).

Já o atual diretor da Polícia Federal tem em seu currículo um caso de
tortura contra a própria empregada. A CPI ignora.

Mas mais do que a CPI, a imprensa, nossa grande imprensa, condena
Paulo Lacerda e silencia sobre Luiz Fernando Corrêa.


Mino Carta/Carta Capital (a exceção)

Que plano republicano é este em um país que se diz República? Até
parece que as maiores ameaças rondam o Brasil, republicano há 120
anos, e sua atual Constituição, velha de 21. O simples anúncio de que
os representantes dos Três Poderes democráticos se reuniram para
assinar o tal imponente e caudaloso documento presta-se a despertar,
muito além de perplexidades, espanto e temores. Ou não, melhor cair na
gargalhada?

Fosse este, ao contrário do que entendia De Gaulle, um país sério,
teríamos fartas razões para recear uma ruptura institucional, a impor
a urgência de um acordo por cima. Sim, convenhamos: a nação não parece
incomodar-se com a solene encenação. Mas, assim como cabe a pergunta
"que República é esta?", também vale outra: que nação é esta?

Interpretação viável. O presidente do STF, Gilmar Mendes, denuncia há
tempo a ameaça de um "Estado policial" pronto a se instalar no País,
se já não teria tomado posse. Não falta quem, do lado oposto, aponte a
tentativa do ministro Mendes de submeter o Brasil a um "Estado
judicial". Estaria aí o confronto em andamento?

Pode ser. Mas não se desenrola também uma luta surda, porém acirrada,
dentro da própria PF? Remonto, talvez instintivamente, à Operação
Satiagraha como a um divisor de águas, momento fatal que separa o
antes do depois. A partir daí o circo arrisca-se ao incêndio, a
despeito da tentativa bombeira da mídia. Com os habeas corpus a Daniel
Dantas, Mendes ganha dimensão extraordinária, reforçada pela história
fantasiosa do pretenso grampo da sua inócua conversa com o senador
Demóstenes, o que o leva a "chamar às falas" o presidente da
República. E o presidente? Acede ao chamado.

Decorrem implacavelmente o desterro do diretor da Abin, Paulo Lacerda,
e as diversas vicissitudes sofridas pelo delegado Protógenes e pelo
juiz Fausto De Sanctis. Recordo que na manhã do dia em que foi
deflagrada a Satiagraha, figura importantíssima do governo (escolho o
superlativo, embora avise não se tratar do presidente Lula) ligou-me
para dizer: "Viu, viu o que a gente fez?"

Caí das nuvens, nada sabia. Ouvi todas as explicações do outro lado da
linha, a começar pela frase: "Prendemos o orelhudo". A figura,
sublinho importantíssima, estava eufórica. Com o decorrer dos dias e
dos meses mudou o tom. Quem sabe a manada tenha entrado na linha.
Encontro motivos, contudo, para acreditar no delegado Protógenes
quando afirma que a Satiagraha recebeu o aval do Palácio do Planalto.

Seria o destino do banqueiro do Opportunity tão decisivo para a saúde
da República? Haja surpresa. De todo modo, enxergo no pacto
republicano o enésimo arreglo para oferecer aos privilegiados do
Brasil ulteriores e mais amplos privilégios. Acerto a bem da patota,
da turma, do grupo. Do estamento, diria Raymundo Faoro, de vivíssima
memória nesta redação. Algo bem mais medíocre do que a célebre
conciliação das elites, mas de efeitos igualmente deletérios para a
maioria dos cidadãos, sufragado pelo apoio, diria mesmo a proteção, da
mídia.

Sim, que República é esta, que nação, que elites... E qual seria o
país sério, democrático e civilizado em que a mídia não repercute uma
grave acusação contra o chefão da polícia, suspeito de atentado aos
direitos humanos?

CartaCapital, com uma reportagem de Leandro Fortes, acusou o diretor
da PF, Luiz Fernando Corrêa, de ter torturado a empregada doméstica da
avó da mulher nas dependências da polícia de Porto Alegre, quando lá
prestava serviço. Corrêa não soube produzir explicações convincentes
para o fato, e muito menos o desmentiu categoricamente. Contou,
entretanto, com o costumeiro silêncio do jornalismo pátrio. Normal,
normalíssimo. Estamos é no Brasil.

domingo, 22 de março de 2009

Para o Datafolha, população do Nordeste é igual à do Sul


Comentário: Há algo estranho na última pesquisa do Datafolha, que mereceu quatro páginas na Folha de sexta-feira. Pelos cálculos do instituto, a população do Nordeste é igual à população do Sul, consequentemente o número de eleitores é parecido. Pelo menos é o que se constata pelo número de entrevistados em cada região.

Segundo o IBGE, a população do Sul é de 25 milhões de pessoas, ou 15% da população brasileira, enquanto o Nordeste responde por 45 milhões ou 28% do total. Mas entre os entrevistados do Datafolha (que mereceu nada mais nada menos do que quatro páginas na edição de sexta da Folha), 28% moravam na Região Sul.

Ainda assim, a pesquisa mostrou queda ínfima de Lula e crescimento de Dilma. Agora, podemos perguntar para que um Instituto precisa se queimar por algo tão idiota? Para piorar o vexame, o Datafolha constatou que Lula caiu mais no Nordeste (81% para 77%) do que no Sul (59% para 57%). Ou seja, se tivesse respeitado a proporcionalidade, a diferença poderia ter sido um pouco maior a favor do instituto.

Chega ser infantil.

Do blog Vi o Mundo.

Mesmo com os efeitos da crise atingindo o Brasil, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua mantendo altos índices de aprovação. Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (20), mostra que 65% consideram o governo ótimo ou bom, contra apenas 8% que o vêem como ruim ou péssimo. Para 27%, o governo é regular.

A pesquisa traz um diferencial importante em relação às avaliações anteriores do mesmo Datafolha: nesta rodada, foram entrevistadas 11.204 pessoas, três vezes mais do que a média do instituto nos três levantamentos realizados em 2008. Também chama a atenção o peso dado agora à Região Sul, que responde por 27% dos entrevistados. Nas edições anteriores (março, setembro e novembro de 2008), eles eram, respectivamente, 9%, 15% e 11%.

Além disso, o peso do Nordeste desta vez ficou igual ao do Sul: 28%. Nas três edições de 2008, tinha mais ou menos ou o dobro: 18%, 28% e 20%.

Com o universo bastante ampliado e a proporcionalidade regional alterada, os números registraram pequena modificação em relação à pesquisa de novembro de 2008, quando foram ouvidas 3.486 pessoas. Assim, diminuiu o percentual de ótimo e bom (70% para 65%), aumentou o de regular (23% para 27%) e ficou praticamente estável o de ruim e péssimo (de 7% para 8%), considerando-se a margem de erro de dois pontos percentuais.

A nota média atribuída ao desempenho do presidente Lula quase não sofreu variação. Era de 7,6 em novembro e está em 7,4 agora.


sábado, 21 de março de 2009

Gilmar Mendes ameaça jornalista e impõe censura





Comentário: "Tome cuidado com este tipo de pergunta, disse ao jornalista acreano". Depois disse a seguranças:  "fica de olho nele que é perigoso".

Antes, porém pediu a censura de um programa inteiro da TV Câmara. O que foi prontamente atendido por Temer.


Por Leandro Fortes

CARTA ABERTA AOS JORNALISTAS DO BRASIL


Com cópias para:


Sérgio Murillo de Andrade, presidente da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj);

Maurício Azedo, presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI); e

Romário Schettino, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF)


No dia 11 de março de 2009, fui convidado pelo jornalista Paulo José Cunha, da TV Câmara, para participar do programa intitulado "Comitê de Imprensa", um espaço reconhecidamente plural de discussão da imprensa dentro do Congresso Nacional. A meu lado estava, também convidado, o jornalista Jailton de Carvalho, da sucursal de Brasília de O Globo. O tema do programa, naquele dia, era a reportagem da revista Veja, do fim de semana anterior, com as supostas e "aterradoras" revelações contidas no notebook apreendido pela Polícia Federal na casa do delegado Protógenes Queiroz, referentes à Operação Satiagraha.


Eu, assim como Jailton, já havia participado outras vezes do "Comitê de Imprensa", sempre a convite, para tratar de assuntos os mais diversos relativos ao comportamento e à rotina da imprensa em Brasília. Vale dizer que Jailton e eu somos repórteres veteranos na cobertura de assuntos de Polícia Federal, em todo o país. Razão pela qual, inclusive, o jornalista Paulo José Cunha nos convidou a participar do programa.


Nesta carta, contudo, falo somente por mim.


Durante a gravação, aliás, em ambiente muito bem humorado e de absoluta liberdade de expressão, como cabe a um encontro entre velhos amigos jornalistas, discutimos abertamente questões relativas à Operação Satiagraha, à CPI das Escutas Telefônicas Ilegais, às ações contra Protógenes Queiroz e, é claro, ao grampo telefônico - de áudio nunca revelado - envolvendo o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás.


Em particular, discordei da tese de contaminação da Satiagraha por conta da participação de agentes da Abin e citei o fato de estar sendo processado por Gilmar Mendes por ter denunciado, nas páginas da revista CartaCapital, os muitos negócios nebulosos que envolvem o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), de propriedade do ministro, farto de contratos sem licitação firmados com órgãos públicos e construído com recursos do Banco do Brasil sobre um terreno comprado ao governo do Distrito Federal, à época do governador Joaquim Roriz, com 80% de desconto.


Terminada a gravação, o programa foi colocado no ar, dentro de uma grade de programação pré-agendada, ao mesmo tempo em que foi disponibilizado na internet, na página eletrônica da TV Câmara. Lá, qualquer cidadão pode acessar e ver os debates, como cabe a um serviço público e democrático ligado ao Parlamento brasileiro. O debate daquele dia, realmente, rendeu audiência, tanto que acabou sendo reproduzido em muitos sites da blogosfera.


Qual foi minha surpresa ao ser informado por alguns colegas, na quarta-feira passada, dia 18 de março, exatamente quando completei 43 anos (23 dos quais dedicados ao jornalismo), que o link para o programa havia sido retirado da internet, sem que me fosse dada nenhuma explicação.


Aliás, nem a mim, nem aos contribuintes e cidadãos brasileiros. Apurar o evento, contudo, não foi muito difícil: irritado com o teor do programa, o ministro Gilmar Mendes telefonou ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, do PMDB de São Paulo, e pediu a retirada do conteúdo da página da internet e a suspensão da veiculação na grade da TV Câmara. O pedido de Mendes foi prontamente atendido.


Sem levar em conta o ridículo da situação (o programa já havia sido veiculado seis vezes pela TV Câmara, além de visto e baixado por milhares de internautas), esse episódio revela um estado de coisas que transcende, a meu ver, a discussão pura e simples dos limites de atuação do ministro Gilmar Mendes. Diante desta submissão inexplicável do presidente da Câmara dos Deputados e, por extensão, do Poder Legislativo, às vontades do presidente do STF, cabe a todos nós, jornalistas, refletir sobre os nossos próprios limites.


Na semana passada, diante de um questionamento feito por um jornalista do Acre sobre a posição contrária do ministro em relação ao MST, Mendes voltou-se furioso para o repórter e disparou: "Tome cuidado ao fazer esse tipo de pergunta". Como assim? Que perguntas podem ser feitas ao ministro Gilmar Mendes?


Até onde, nós, jornalistas, vamos deixar essa situação chegar sem nos pronunciarmos, em termos coletivos, sobre esse crescente cerco às liberdades individuais e de imprensa patrocinados pelo chefe do Poder Judiciário? Onde estão a Fenaj, e ABI e os sindicatos?


O vídeo censurado

http://www.youtube.com/watch?v=Ml_h0wAOJgE


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A lista dos partidos mais corruptos

Comentário: interessante estes dados recuperados na web. Entre os grandes, o primeiro colocado em corrupção é o PMDB (com 30 parlamentares citados). Depois vem o PSDB (com 20), o DEM (com 19) e finalmente o PT (16).

Um terço dos parlamentares tem problemas com Justiça e Tribunais de Conta, aponta Projeto Excelências

15/06 - 09:50, atualizada às 16:21 15/06 - Nara Alves, repórter iG no Rio



RIO DE JANEIRO – Cerca de um terço dos parlamentares brasileiros, entre deputados e senadores, tem problemas com a Justiça e com Tribunais de Contas. É o que aponta a pesquisa realizada pelo Projeto Excelências, da organização não-governamental Transparência Brasil. O site do projeto, hospedado no Portal iG, disponibiliza as ocorrências com o nome e a legenda de cada representante. "É deprimente que haja esse número exagerado de gente com ocorrências em processos criminais", avalia o diretor-executivo da ONG, Cláudio Abramo.



 

Dos 80 senadores, 28 (ou 35%) são citados em ocorrências. Na Câmara dos Deputados, 160 dos 513 (ou 31%) estão envolvidos em algum escândalo ou denúncia. Na Assembléia Legislativa de São Paulo, a porcentagem sobe para 39%, atingindo 37 dos 94 deputados estaduais. A maior parte das ocorrências são processos criminais por peculato e compra de votos, processos em Tribunais de Contas por multas e licitações irregulares.


"É espantoso que os partidos políticos dêem guarita a esses parlamentares. Como aceitam candidatos assim?", questiona Abramo. Para o diretor-executivo da ONG, as legendas deveriam proibir um político de se candidatar a um cargo público enquanto estivesse com problemas na Justiça ou com Tribunais de Contas. "Não é uma questão legal, mas deveria ser uma questão dos partidos", sugere.


Na Câmara

O diretor-executivo da ONG Transparência Brasil ressaltou a gravidade de algumas das acusações envolvendo parlamentares. "Eles respondem a processos gravíssimos na Justiça", afirmou. O deputado Asdrúbal Bentes (PMDB-PA), por exemplo, é acusado de fazer laqueaduras em troca de votos. Já Beto Mansur (PP-SP) responde por manter trabalho escravo. Paulo Magalhães (DEM-BA) responde por lesão corporal. Muitos são investigados, ainda, por denúncias feitas pelas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) como as do mensalão e sanguessuga.


Os deputados Neudo Campos (PP-RR) e Paulo Maluf (PP-SP) são um dos que mais apresentam ocorrências com a Justiça, com acusações de corrupção, formação de quadrilha e peculato. Abelardo Camarinha (PSB-SP) é indiciado por licitação ilegal e responde a diversas ações  no  TRE-SP. Já Alexandre Silveira (PPS-MG) responde a diversas ações e deve esclarecimentos ao Tribunal de Contas da União por irregularidades em sua passagem pelo Departamento Nacional de Infra-estrutura e Transportes (Dnit).


O parlamentar Antonio Thame (PSDB-SP) tem 18 contratos sob investigação em Piracicaba, onde foi prefeito. Outros ex-prefeitos, Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP), de Sorocaba, e Francisco Rossi (PMDB-SP), de Osasco, Severiano Alves (PDT-BA), de Saúde, Zé Gerardo (PMDB-CE), de Caucaia, e  Reinaldo Nogueira (PDT-SP), de Indaiatuba, também repondem por crime de responsabilidade. Jader Barbalho (PMDB-PA) responde a quatro ações no STF.


O ex-ministro dos Transportes Eliseu Padilha (PMDB-RS) reponde a um processo sigiloso no STF. A lista cita, ainda, Clodovil Hernandes (PTC-SP), indiciado por crime ambiental.


No Senado

Entre os senadores, as legendas com mais políticos citados são PMDB, com nove parlamentares, PSDB, com seis, e o DEM, com quatro. O PTB tem três senadores listados, o PR tem dois. Já PSB, PP, PCdoB e PT  têm um.


Os senadores mais comprometidos com a Justiça são Cícero Lucena (PSDB-PB), com processos no Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes contra a administração pública, Expedito Júnior (PR-RO), com ações por compra de votos, Fernando Collor (PTB-AL), por peculato, corrupção e crime contra administração pública, João Ribeiro (PR-TO), por manter trabalho escravo  e  Raimundo Colombo (DEM-SC), por improbidade administrativa. Já o senador Wellington Salgado (PMDB-MG) deve ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).


Os partidos que mais contam com deputados federais comprometidos com a Justiça são: PMDB, com 30 nomes, PSDB, com 20, DEM, com 19, e PT, com 16. As demais legendas somaram 69 parlamentares, com mais ocorrências no PP, PTB, PR e PDT. As ocorrências mais recorrentes são de irregularidades acusadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e Tribunal de Contas do Estado (TCE) de origem do parlamentar, além de processos no Superior Tribunal de Justiça (STJ) por crimes contra administração pública.