sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Tudo como Dantas. Ou como dantes?


Essa notícia é nova?

Comentário: Desde que os advogados de defesa de Daniel Dantas apontaram sua fúria para a Abin, a Veja vem tentando desestabilizar a agência. Ela sabe que a Abin é arma importante contra o banqueiro. Há indícios de que Jairo Martins, o mesmo que vendeu grampos à Veja sobre o caso Cachoeira e o escândalos dos Correios, estaria envolvido nisso.

Simples: ele grampeia, a pedidos, e a Veja mostra que a cúpula está envolvida. A Folha repercute, pois desde o início vem se inclinando pró Dantas, e a imprensa faz a difusão necessária. Com isso Paulo Lacerda e o general Jorge Félix são "desmoralizados".

Nesse caso, até o Exército entrou em jogo: foi desmentido publicamente por Nelson Jobim, também interessado no caso.

O pior do momento é que as forças se aliaram. Quando estavam em conflito, havia pelo menos a desconfiança de uma das partes, e a Veja passava por articuladora de crises, pelo menos para os mais atentos. Agora virou consenso para governistas e oposicionistas.

De certa forma é bem feito para o leitor desatento, que desconfiava das desconfianças.


Eis o homem:



Só pra lembrar uma reportagem de 2005.

Jairo Martins entra em contradição e diz que é amigo de Cachoeira

FELIPE RECONDO
da Folha Online, em Brasília

Os integrantes da CPI dos Correios encontraram nesta terça-feira contradições entre os depoimentos dos envolvidos na gravação nos Correios e Jairo Martins, ex-funcionário da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), de quem teria sido alugado o equipamento. À CPI, Martins revelou ainda que é amigo pessoal do empresário de jogos Carlinhos Cachoeira, flagrado negociando o pagamento de propina ao ex-assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz para ter facilidades na negociação de um contrato com a Caixa Econômica Federal.

A contradição mais evidente refere-se às intenções do empresário Arthur Wascheck, mandante da gravação. No depoimento à PF e à comissão, o empresário disse que queria mostrar aos superiores que o ex-chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material Maurício Marinho era corrupto. Já Martins afirmou que Wascheck queria a divulgação da fita na imprensa.

etc, etc, etc.


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