Comentário: A divulgação dos casos e suspeitas de febre amarela pela mídia é tão alarmista que especialistas (Fiocruz, Ministério, Universidades) montaram uma operação de guerra para apagar o incêndio. Todo dia vem um e tenta acalmar a população.
Manchetes equivocadas que fazem coincidir a febre amarela silvestre com a urbana, que foi erradicada há mais de 50 anos; notícias de casos como se fossem inéditos (a média anual sempre variou ciclicamente entre 10 e 80 casos, incluindo mortes) somadas a um certo viés político da cobertura, estão levando milhares de pessoas a se vacinar sem necessidade, tirando a dose de quem realmente precisa.
A pergunta é: imprensa é para informar ou desinformar?
A propósito: A febre amarela silvestre só terminará quando todas as florestas tiverem "erradicadas" no Brasil.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Febre Amarela: alarmismo está atrapalhando
De acordo com Boulos, haveria motivo para preocupação apenas se a doença evoluísse de sua forma silvestre para avançar sobre as cidades - um tipo de surto que não acontece no Brasil desde 1942, explica Boulos.
Segundo o médico, enquanto nas florestas o ciclo básico da doença se desenvolve no macaco, sendo o contágio dos seres humanos acidental, nas cidades o surto seria pelo Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue, e o homem seria o hospedeiro preferencial.
Boulos concorda com o Ministro da Saúde, que diz não haver chance de uma epidemia do vírus. "A disseminação da febre amarela nas cidades é uma possibilidade remota porque a cobertura vacinal é muito extensa", adverte.
A vacina, segundo o médico, é constituída de vírus atenuados, sendo possível, portanto, que as pessoas que se vacinam apresentem os sintomas da doença nos primeiros oito dias depois da imunização.
"Após este período, o vacinado está livre por dez anos", conclui.
Marcadores: Papo Cabeça
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