Comentário: Canadá deixou escapar publicamente o conhecimento que tem sobre a prática de tortura nos EUA, mas para "não comprometer vizinho" revisará lista entregue à Anistia Internacional.
Por um descuido de autoridades canadenses, a verdade veio à tona: a violação dos direitos humanos é prática tambem nos EUA. Mas o que é pior: soubemos também que os relatórios da Anistia Internacional geralmente "excluem" esta citação.
Canadá revisa dossiê que diz que EUA podem praticar tortura
O documento, que destaca a base americana de Guantánamo como local onde os prisioneiros podem ser torturados pelos EUA, também inclui Israel, Afeganistão, China, Egito, Irã, Arábia Saudita, México e Síria como lugares onde os presos podem enfrentar a tortura.
O dossiê "inclui uma lista que equivocadamente contém alguns de nossos aliados mais próximos. Dei ordens para que essa lista seja revisada", assinalou o ministro de Assuntos Exteriores canadense, Maxime Bernier.
Bernier lembrou que o manual não é "um documento político ou uma declaração política, por isso não transmite as opiniões e posições do Governo".
O Governo canadense inadvertidamente entregou o citado documento a advogados da Anistia Internacional que trabalham em um processo sobre o suposto abuso de detidos afegãos por parte das autoridades de Cabul, depois que os presos fossem entregues pelo Canadá.
O secretário-geral da seção canadense da Anistia Internacional, Alex Neve, lamentou que o Ministério de Assuntos Exteriores tenha decidido voltar a redigir o manual. EFE
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