terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Governo Canadense: "prática de tortura nos EUA".



Comentário: Canadá deixou escapar publicamente o conhecimento que tem sobre a prática de tortura nos EUA, mas para "não comprometer vizinho" revisará lista entregue à Anistia Internacional.

Por um descuido de autoridades canadenses, a verdade veio à tona: a violação dos direitos humanos é prática tambem nos EUA. Mas o que é pior: soubemos também que os relatórios da Anistia Internacional geralmente "excluem"  esta citação.


Canadá revisa dossiê que diz que EUA podem praticar tortura

20/01 - 01:40 - EFE
Washington, 19 jan (EFE).- O Ministério de Assuntos Exteriores canadense voltará a redigir um manual de treino usado normalmente por seus diplomatas no qual os Estados Unidos são citados como um país onde os réus correm o risco de ser torturados.
"Lamentamos a vergonha causada pela revelação pública do manual utilizado nos cursos de treino sobre conscientização da tortura", assinalou a agência governamental em comunicado divulgado hoje.

O documento, que destaca a base americana de Guantánamo como local onde os prisioneiros podem ser torturados pelos EUA, também inclui Israel, Afeganistão, China, Egito, Irã, Arábia Saudita, México e Síria como lugares onde os presos podem enfrentar a tortura.

O dossiê "inclui uma lista que equivocadamente contém alguns de nossos aliados mais próximos. Dei ordens para que essa lista seja revisada", assinalou o ministro de Assuntos Exteriores canadense, Maxime Bernier.

Bernier lembrou que o manual não é "um documento político ou uma declaração política, por isso não transmite as opiniões e posições do Governo".

O Governo canadense inadvertidamente entregou o citado documento a advogados da Anistia Internacional que trabalham em um processo sobre o suposto abuso de detidos afegãos por parte das autoridades de Cabul, depois que os presos fossem entregues pelo Canadá.

O secretário-geral da seção canadense da Anistia Internacional, Alex Neve, lamentou que o Ministério de Assuntos Exteriores tenha decidido voltar a redigir o manual. EFE

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