quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Um a cada seis novaiorquinos passam fome

Comentário: A principal bandeira dos neoliberais era o Estado mínimo. E a certeza de que o mercado é a solução para tudo.

Olha o que vem acontecendo num país que tem um PIB de 12 trilhões de dólares, o correspondente à soma das economias do Japão (5 tri), da Alemanha (3 tri), da China ( 2.4 tri) e do Reino Unido (1.5).

O Estado mínimo de Bush simplesmente cortou em 3/4 a ajuda aos pobres.

Mas o mercado não supriu a demanda da miséria.

(obs. Com uma economia correspondente a 1/12 avos da americana, o Brasil soma ainda a infeliz marca de 36 milhões de miseráveis. Os EUA somam 30 mi.)


Fome já atinge um em cada seis nova-iorquinos, diz ONG

da BBC Brasil

Mais de 1,3 milhão de pessoas --um em cada seis nova-iorquinos-- não têm dinheiro para comprar comida suficiente e estão recorrendo às cozinhas públicas, segundo grupos americanos de luta contra a pobreza.

A Coalizão da Cidade de Nova York Contra a Fome afirma que o número de pessoas nas filas em locais e abrigos que distribuem comida gratuita aumentou em 20% neste ano.

Vários armazéns do chamado Food Bank, uma rede que distribui doações de alimentos em Nova York, também estão tendo dificuldade para suprir a demanda.

A ONG responsabiliza o aumento da pobreza e os cortes do governo em programas de alimentação no país pela situação.

"A pesquisa deste ano sobre os armazéns e pontos de distribuição de sopa mostra que mais famílias de trabalhadores, crianças e idosos estão sendo obrigados a buscar ajuda alimentar de emergência", afirmou o diretor executivo da coalizão, Joel Berg.

De acordo com a pesquisa, 59% dos programas de alimentação em Nova York, em comparação com 48%, no ano passado, disseram não ter recursos suficientes para suprir a demanda.

O Departamento de Agricultura americano afirma que 12,6 milhões de famílias em todo o país, ou mais de 30 milhões de pessoas --10% da população-- mão teve comida suficiente em casa em algum momento em 2006.

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