terça-feira, 17 de junho de 2008

Incrível: Veja mentiu de novo.


Comentário: A matéria da Veja em que afirma que a TAM havia oferecido mais dinheiro pela Varig foi desmentida pela própria empresa aérea supostamente interessada. A informação era o carro chefe do argumento de que o país perdeu dinheiro com a venda da Varig.

Desmontada a versão da revista, fica mais uma farsa. Anti-jornalismo é isso aí. Não dura duas semanas. Agora, difícil é compreender como se chegou áquela informação.

Primeiro: imaginamos que eles ouviram alguém autorizado da empresa para fazer tão asserção. Se a informação veio de terceiros, isso deveria ter sido checado. Se não checaram cometeram um equívoco básico no jornalismo. Um equívoco técnico. Se simplesmente inventaram a notícia, cometeram um erro ético: mentiram.

O outro aspecto é o da incoerência: como uma revista que sustenta a bandeira da abertura para o capital estrangeiro em setores básicos (como o petróleo e as telecomunicações) pode se voltar contra o capital estrangeiro na aviação?

Ou a Veja não tem qualidade técnica ou não tem postura ética ou não tem coerência. Às vezes penso que o problema da revista passa pelos três aspectos.

Fico imaginando o leitor da Veja. Deveria pedir ressarcimento por cada informação enganosa.


Jornal Estado de SP

SÃO PAULO - A empresa TAM informou hoje que analisou oportunidades de investimentos no setor aéreo e não efetuou nenhuma proposta vinculativa no caso da Varig por considerar a relação risco/retorno desfavorável. Segundo reportagem veiculada na edição desta semana da revista Veja, a TAM teria apresentado uma oferta de US$ 738 milhões pela Varig.

A revista questiona, então, por que a proposta da Gol, de US$ 320 milhões, foi aceita.


O caso da Varig virou polêmica desde que a ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, afirmou que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, fez pressão a favor do fundo norte-americano Matlin Patterson e de três sócios brasileiros no processo de venda da VarigLog. O negócio violaria a legislação brasileira, que limita a 20% o capital estrangeiro nas companhias aéreas.


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