Comentário: será que os brasileiros acordaram para a necessidade de uma estratégia séria de defesa nacional, e da potencialidade econômica da indústria militar?
Só dá para acreditar vendo. Mas dá vontade de acreditar.
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Estratégia Nacional para a Indústria de Defesa começa a se definir em encontro marcado para o dia 21de fevereiro
A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) promove em Brasília, no próximo dia 21, uma reunião com representantes do setor da Indústria de Defesa. A idéia é iniciar a discussão de uma estratégica nacional para o setor, aproximando Governo e iniciativa privada. Participam da reunião representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), da Defesa (MD), da Ciência e Tecnologia (MCT), da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (AIAB), do BNDES, da CNI, e da FIESP.
A iniciativa, que conta com o apoio técnico do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), é parte do Plano Estratégico Setorial (PES), desenvolvido pela ABDI para dar suporte e incentivar a inovação e a competitividade na cadeia produtiva de Defesa. A partir de discussões com entidades e empresas do setor, será elaborado um panorama setorial e um estudo prospectivo, que poderá servir como um guia para o setor, apresentando um diagnóstico e indicando possíveis soluções para os gargalos.
Na pauta do encontro está a palestra "Relacionamentos entre o Exército Brasileiro e Indústria de Defesa", ministrada pelo Major Valério Luiz Lange, da Artilharia do Quadro de Estado-Maior da Ativa do Exército Brasileiro e doutor em Ciência Militares. A abordagem será o funcionamento da Indústria Brasileira de Defesa e a influência do Exército.
Após a palestra, Walter Bartels, Diretor-Presidente da AIAB, apresentará o termo de referência que irá subsidiar a elaboração do Estudo Prospectivo do setor de Defesa. Em seguida, o Coordenador Geral das Indústrias de Transporte Aéreo do MDIC, Carlos Macedo, falará sobre o andamento da parceria entre MDIC e Ministério da Defesa.
Para Rosane Argou, gestora do PES da Indústria da Defesa da ABDI, o objetivo do encontro é ouvir representantes da área técnica e coletar o maior número possível de informações de cada um dos atores envolvidos. "São eles que possuem o conhecimento necessário para elaborar um estudo prospectivo dessa profundidade", explica.
O Plano Estratégico Setorial da Indústria de Defesa é composto por entidades como BNDES, FIESP, Sindicato das Indústrias dos Materiais de Defesa, (MCT), MD, MDIC, AIAB e CNI, entre outros.
Entendendo o PES
Dentro do Programa de Competitividade Setorial, a ABDI criou o Plano Estratégico Setorial (PES), com o objetivo de auxiliar as diversas cadeias produtivas com apoio tecnológico, incentivo à inovação e promoção a competitividade. São resultados do PES um panorama setorial e um estudo prospectivo, que vão fornecer ao empresariado uma visão macro do setor, o que irá contribuir na solução de gargalos e na adoção de novas estratégias.
Atualmente os setores de Têxtil e Confecções, Cosméticos, Equipamentos Médicos e Odontológicos, Plásticos, Aeronáutico, Coureiro Calçadista e Artefatos, Madeira e Móveis, Autopeças, Complexo Industrial da Saúde também são assistidos pelo PES.
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