quinta-feira, 27 de março de 2008

Ante a turbulência internacional, BC eleva projeções de crescimento


Comentário: Como o BC não gosta de crescimento, lá vem com conversa de "risco de inflação de demanda".

Mas não consulta o BNDES que mostrou o enorme investimento de 2007 em bens de capital e consequente possibilidade de aumento da capacidade instalada.

O que é mais interessante, no entanto, é que mesmo com a pior crise dos últimos 50 anos (palavra de Alan Greenspan ex-FED) nos mercados internacionais, o país deve manter o crescimento perto dos 5% (5.4 em 2007, 4.8 em 2008), podendo chegar aos 50 meses de crescimento contínuo, a maior seqüência da história.

Banco Central eleva projeções para PIB e inflação em 2008

 
ANA PAULA RIBEIRO

Banco Central eleva projeções para PIB e inflação em 2008

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ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília
O aquecimento da atividade econômica levou o Banco Central a elevar as suas projeções em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) e aos preços. A expectativa é que a expansão da economia brasileira seja de 4,8%, ante os 4,5% previstos em dezembro. Para a inflação, porém, a previsão também foi elevada: de 4,3% para 4,6%. As informações fazem parte do "Relatório de Inflação", divulgado nesta quinta-feira.
Embora tenha aumentando a previsão de crescimento da economia, a autoridade monetária reitera que está preocupada com o descompasso entre a demanda e a oferta.
O temor é que as indústrias não consigam atender a essa demanda e isso pressione os preços, causando inflação. É justamente este o argumento usado pela entidade monetária para, no últimos meses, ter brecado a queda da Selic, a taxa básica de juros, hoje em 11,25% ao ano.
"O persistente descompasso entre o ritmo de expansão da demanda doméstica e da oferta, ratificado pelas contas nacionais recentemente divulgadas, e que poderia estar se intensificando, apresenta risco relevante para o panorama inflacionário, o que requer atento monitoramento por parte da autoridade monetária", alerta o documento.
Por outro lado, o cenário para a expansão dos investimentos, que darão sustentabilidade ao crescimento, está mantido mesmo com a desaceleração das principais economias globais, estimulado principalmente pelo consumo interno. Isso ajuda a dissipar um pouco as preocupações, já que com mais investimento, fica mais fácil atender à alta do consumo.
"O fortalecimento da demanda doméstica, ao ampliar a resistência da economia a desenvolvimentos externos, cria ambiente favorável à expansão dos investimentos, mesmo em cenário de desaceleração moderada no crescimento de economias maduras."

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