Comentário: Como não deu para emplacar uma crise da febre amarela, a Folha de SP agora se volta para "a crise das diárias", "das tapiocas", "dos cartões corporativos", "das corridas de taxi", etc.
Como se sabe o país está pensando em reformular o seu parque industrial militar. Com isso, o ministro Jobim está visitando alguns países, como a França (recebido pelo próprio Sarkozy) e agora na Rússia.
São visitas protocolares e de avaliação de ofertas. O repórter da Folha não falou de estratégias, não falou de investimentos, não falou das necessidades do país. Foi à Rússia, xeretar....diárias.
Isso mesmo. O repórter perdeu tempo indo aos balcões dos hotéis perguntando quanto Nelson Jobim gastou com hotel, comidinha, se o governo russo pagou, não pagou, etc. Isso não é sério. Não pode ser sério.
Mas nenhuma linha sobre a tecnologia russa de defesa. Nem sobre a tecnologia francesa. È mole?
DO ENVIADO A SÃO PETERSBURGO
FOLHA - A empresa Rosoboronexport [que oferece produtos militares ao Ministério da Defesa] é uma estatal, mantida pelo governo russo. Percebo que toda a viagem aqui é organizada pelos russos, transporte aéreo, hospedagem, eventuais almoços, jantares. Como o sr. vê esse lobby russo em relação ao Ministério da Defesa?
FOLHA - E quanto ao jantar com a Dassault, que também é eventual fornecedora de equipamentos? O sr. acha natural?
FOLHA - Eu não sei responder pelo jornal. Mas é uma empresa privada.
FOLHA - A pergunta é minha, como repórter.
JOBIM - Estou dizendo que a sua pergunta mostra claramente que a posição de vocês é pensar pequeno. No Brasil acabou essa história. Temos que pensar grande, no desenvolvimento do país.
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