segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Datafolha: classe C tem 90 milhões de pessoas

Comentário: Mesmo com uma média modesta de crescimento econômico, na ordem de 3.5%  nos últimos quatro anos, o mercado consumidor brasileiro chega a 130 milhões de pessoas. São vinte milhões de pobres a menos.

Se os próximos três anos repetir o crescimento de 5% ao ano, que deve acontecer agora em 2007, é possível que pelo menos mais uns 15 milhões migrem para a a classe média baixa.

O que deixaria o país com um número ainda grande, mas comparativamente bem mais reduzido de 30 milhões de pessoas (D/E) ante um total de 180 mi.

É o número de pobres nos EUA, com uma população  60 % maior.

Um último detalhe: as classes A-B contam com 45 milhões de pessoas. O tamanho do mercado consumidor italiano.

______________________________________

Crescimento econômico tira 20 milhões de brasileiros da classe D/E

da Folha de S.Paulo
da Folha Online
Cerca de 20 milhões de brasileiros com mais de 16 anos migraram para a classe C nos últimos cinco anos, revela pesquisa Datafolha, divulgada na edição deste domingo (16) da Folha (conteúdo exclusivo para assinantes do UOL e do jornal).
Entre janeiro de 2003 e junho de 2006, seis milhões de pessoas, a maioria oriunda da classe D/E, fizeram a transição.
Já nos últimos 17 meses, entre julho de 2006 e novembro passado, aproximadamente 14 milhões de brasileiros passaram à classe C. A aceleração na transição durante o período coincide com a recuperação mais acentuada da economia. Além disso, este aumento na migração de classes sugere que os programas sociais e previdenciários têm elevado o padrão de vida das faixas mais pobres da sociedade.
Nos últimos cinco anos, a classe D/E encolheu de 46% (cerca de 74 mi) do total da população para 26% (aproximadamente, 45 mi).
Já a C cresceu de 32% para 49% ( 90 milhões), reunindo hoje quase a metade dos eleitores do país.
A classe A/B manteve-se praticamente estável, tendo oscilado de 20% para 23% do total da população ( 40 milhões).
A pesquisa ainda aponta que a migração da classe D/E para a C foi mais acentuada no interior do que nas áreas metropolitanas, com maior impacto nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste do país.

Nenhum comentário: