quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Quebrou o Rio Grande do Sul.

Governo de Yeda Crusius (PSDB) praticamente decretou falência do Estado. Ao contrário da maioria dos estados, que estão crescendo, Rio Grande do Sul vive o pior momento de sua história.


A crise gaúcha

Luis Nassif.

Boa matéria de Elder Ogllarl, no "Estadão" de hoje, sobre a crise financeira gaúcha. Clique aqui.
Comprova que falta estatura à governador Yeda Crusius para enfrentar um problema no qual todos seus antecessores falharam. 
As explicações para a crise não convencem. Primeiro, que o Rio Grande do Sul teria montado uma rede pública antes dos demais estados, e estaria pagando o preço. A própria matéria desmonta essa tese. Se fosse assim, Inglaterra e França também estariam quebrados.
Há a tentativa de encontrar raízes históricas para o endividamento. O ex-governador Jair Soares levantou empréstimos concedidos à infra-estrutura no início do século 20. Tá bom! Não tinha estado brasileiro que não se endividasse no período.
A razão maior, apontada corretamente na reportagem, foi o imediatismo e a falta de estadistas no período. Assim como seu colega mineiro Eduardo Azeredo, o ex-governador Antonio Britto se fiou no aquecimento da economia no segundo semestre de 1994 (induzida, em parte, pela apreciação do real) para conceder reajustes a torto e a direito. Na época, consultorias estimavam que o ICMS pudesse crescer de forma sustentada 12% ao ano.
Em junho de 1995, quando o sonho acabou, os dois estados estavam quebrados. No caso de Minas, Aécio Neves contou com Anastasia e Fouad Noman para ajeitar as contas. No caso do Rio Grande, faltou o estadista capaz do grande pacto político pelo ajuste.

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