2008: vêm aí muito denuncismo e muita briga no parlamento
Tudo que o PT praticou de oposição, muitas vezes destrutiva, volta agora, com a diferença do apoio da mídia.
Nada de pacto pelo crescimento, pelo acordo político, pelo diálogo para uma nova agenda social e tributária.
A questão é "sangrar" e destruir o governo. E quem sabe a governabilidade: dificultar ao máximo o crescimento econômico, apostar na inflação, emperrar os trabalhos legislativos.
Brasil, quando será um país civilizado?
Preparando a guerra
Depois de derrotar o governo e pôr fim à CPMF, a oposição pretende daqui para a frente aproveitar todas as chances de desgastar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Isso tem uma razão: evitar que, em 2010, Lula ainda tenha silhueta de candidato ou de forte cabo eleitoral.
Líderes do PSDB e do DEM, os dois principais partidos da oposição, sabem que não podem repetir o erro cometido em 2005. À época, acharam que o desgaste natural de Lula no escândalo do mensalão iria prejudicá-lo na campanha à reeleição. Não foi o que se viu. Agora, caciques e parlamentares das duas siglas estão convencidos de que precisam trabalhar com os erros do adversário.
Dois dos principais estrategistas da oposição, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e o ex-senador e ex-presidente do DEM Jorge Bornhausen estão convencidos de que o governo não pode ter uma agenda positiva.
"Lula não pode chegar em 2010 com a popularidade de 60%. Se repetir o fenômeno Aécio Neves em Minas, que sem oposição tinha bons índices de popularidade, ninguém supera o PT no próximo pleito", afirmou o novo presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), em conversa informal no cafezinho do Senado na segunda-feira.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
"Quanto pior melhor" será o mote, sugere oposição
Oposição planeja fazer Lula 'sangrar' sem trégua até 2010
Ana Paula Scinocca, no "Estadão" de hoje
Eles acham que o desgaste de Lula é a única maneira de os dois partidos chegarem a 2010 com alguma chance de voltar ao poder. Embora ressalve que o petista não tem perfil de ditador, Fernando Henrique tem expressado o temor de o PT, na ausência de um candidato de peso, ressuscitar a tese do terceiro mandato.
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