sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Um país menos desigual!!!!

Comentário: o grande salto do Norte/Nordeste foi em 2006. Diferença de renda, educação e saúde caiu pela metade. Resultado só aparecerá no cálculo do IDH do PNUD no relatório de 2008.

Diferenças sociais entre Norte e Sul do País

 caem pela metade, aponta BNDES

    De acordo com os dados, em 1995, o Nordeste que pontuava com 0,13, teve um leve crescimento até 1999, quando atingiu o índice de 0,19 para, finalmente, em 2006 saltar para 0,35.
   Na região Norte, o processo foi mais lento. Saiu de 0,32, crescendo três pontos em 1999 e, hoje, apresenta um índice de 0,39 de desenvolvimento.
    Ou seja, o Sudeste, cujo indicador em 1995 era 4,5 vezes maior que o do Nordeste, hoje supera a região nordestina em 2,4 vezes.
     "Ele continua sendo o pior quadro brasileiro do ponto de vista social, mas a diferença dele com relação ao Sudeste diminuiu muito", reforça o o superintendente da Área de Pesquisa e Acompanhamento Econômico (APE) do BNDES, Ernani Teixeira Torres.
    De acorodo com a pesquisa, a situação social do Brasil melhorou de 1995 a 2006 principalmente pela evolução dos indicadores de educação e saúde, mas em 2006 foi a renda que alavancou o aumento do desenvolvimento social.
    "A educação é o pior dos três indicadores (os outros são renda e saúde), mas é o que melhorou mais e mais consistentemente ao longo do período", disse o superintendente de Assuntos Econômicos do BNDES, Ernani Torres Filho.
    O trabalho mostra que o IDS-Educação aumentou 59,5% de 1995 a 2006. O indicador é feito para ir de 0 a 1, e no caso da educação vai de 0,34 em 1995 para 0,54 em 2006. No mesmo período, o IDS-Saúde subiu de 0,48 para 0,65 .
    O índice da renda estava em 0,55 em 1995 e chegou a 0,65 em 2006, mas ao contrário dos outros dois componentes do índice geral, a renda teve um comportamento muito volátil e sua alta mais significativa foi só no último ano, quando saiu de 0,59 em 2005 para 0,65 em 2006, com crescimento de 10,2%.
    De acordo com a PNAD, a renda domiciliar subiu 7,4% por habitante em 2006.
Desenvolvimento regional
    O IDS do Nordeste subiu de 0,13 para 0,35, o que é menos da metade dos índices da Região Sul, de 0,71, e da Sudeste, de 0,77.
    Já a Região Centro-Oeste saiu de um nível intermediário entre as demais regiões, de 0,44 em 1995, para o de 0,65 em 2006. O Norte quase não evoluiu no período, passando de 0,32 para 0,39.
    Os pesquisadores identificaram os investimentos em saneamento e aumento da permanência das crianças nas escolas, principalmente no Nordeste e no Norte, como maiores oportunidades para melhorar o desenvolvimento social e reduzir as disparidades regionais.
    As maiores diferenças entre regiões aparecem em relação ao saneamento, em que o Distrito Federal e Estados como o Rio de Janeiro têm cobertura de mais de 80%, contrastando com a situação de outros como o Amapá, que tem apenas 1,7% dos domicílios com rede coletora de esgoto.
    Os economistas estão otimistas quanto à tendência do IDS continuar melhorando. Um dos principais motivos para isso são as perspectivas de crescimento da economia brasileira a um ritmo de cerca de 5% neste ano e nos próximos anos, o que deve elevar a renda.
    Eles destacaram também a necessidade de continuidade de políticas do governo como o Bolsa Família e ressaltaram a importância dos investimentos em saneamento previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

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